sábado, 3 de maio de 2014

Carta de Mons. Lefebvre ao Papa

Carta de Mons. Lefebvre ao Papa

Publicamos uma carta de Mons. Lefebvre ao Papa, lida por ele mesmo aos seminaristas na conferência espiritual em Ecône em 25 de maio de 1983. Esta [carta] mantém toda a sua atualidade e exprime as profundas razões da batalha da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X pela Fé. 

Santo Padre,

Hoje mesmo, o jornal parisiense Le Figaro estampa como manchete da primeira página, em letras garrafais: O Papa denuncia a opressão das consciências em sua mensagem Urbi et Orbi de 04 de abril de 1983. Certamente, é por causa daquela opressão das consciências, exercida de maneira inconcebível dentro da Igreja, que vós prevedes um decreto para autorizar o antigo rito romano da Missa. Não é, de fato, uma opressão iniqua tirar dos sacerdotes o rito de sua Missa de ordenação e forçá-los, sob pena de suspensão, a adotar um novo rito, de cuja instituição participaram seis pastores protestantes?

É aos pés do Crucifixo que vos respondo, Santo Padre, unido a todos os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e fieis que sofreram um verdadeiro martírio moral pela imposição forçada desta reforma litúrgica. Quantas lágrimas, quanta dor, quantas mortes prematuras de que são responsáveis aqueles que injustamente impuseram estas mudanças, operadas unicamente em nome de um ecumenismo aberrante. Por isso, a minha resposta quanto ao parágrafo do novo Ordo Missae é negativa.

Os próprios autores da reforma afirmaram que o seu objetivo era "ecumênico". Isto é, destinado a suprimir, sem tocar na doutrina, o que desagrada aos nossos "irmãos separados". Mas é evidente que o que desagrada aos nossos "irmãos separados" é a doutrina da Missa católica. Para lhes dar satisfação, foi instituída uma missa equívoca, ambígua, na qual a doutrina católica foi esvaziada. Como, então, se pode pensar que esta diminuição da Fé foi inspirada pelo Espírito Santo? A própria definição da Missa, mesmo aquela que foi depois corrigida pelo artigo 7 da Instituição, mostra com evidência esta diminuição e, também, a falsificação da doutrina. O uso desta missa ecumênica faz adquirir uma mentalidade protestante, indiferentista, que coloca todas as religiões em pé de igualdade, como o faz a declaração sobre a liberdade religiosa, que tem por base doutrinal os direitos do homem, a dignidade humana mal compreendida e condenada por São Pio X em sua carta sobre o Sillon.

As consequências desse espírito, difundido dentro da Igreja, são deploráveis e arruínam a vitalidade espiritual da Igreja. Em consciência, não nos resta que afastar os sacerdotes e os fiéis do uso deste novo Ordo Missae, se desejarmos que a Fé católica integral permaneça ainda viva. Quanto ao primeiro parágrafo que diz respeito ao concílio, aceito de bom grado assiná-lo no sentido de que a Tradição é o critério de interpretação dos documentos (o que é, por outro lado, também o sentido da nota do concílio sobre a interpretação dos textos), pois é evidente que a Tradição não é compatível com a declaração sobre a liberdade religiosa, de acordo com os próprios peritos, como os reverendos padres Congar e Meuret.

Então, nós não vemos outras soluções para este problema que, primeiro: seja concedida a liberdade de celebrar segundo o rito antigo, de maneira conforme a edição dos livros litúrgicos do Papa João XXIII. Segundo: a reforma do novo Ordo Missae, para dar-lhe uma expressão manifesta dos dogmas católicos da realidade do ato sacrifical, da presença real para uma adoração mais manifesta, da distinção clara entre o sacerdócio do padre e o dos fiéis e da realidade propiciatória do sacrifício. Terceiro: uma reforma das declarações ou expressões do concilio que sejam contrárias ao magistério oficial da Igreja, especialmente na declaração sobre a liberdade religiosa, na declaração sobre a Igreja e o mundo, no decreto sobre as religiões não cristãs etc.

É vital para a Igreja afirmar, através do sacrifício da Missa, que há salvação unicamente através do sacrifício de Nosso Senhor, único Salvador, único Sacerdote, único Rei. A religião católica é a única verdadeira, as outras religiões são falsas e arrastam as almas para o erro e o pecado. Somente a religião católica foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, portanto somente através dela pode haver salvação. Disso se deduz a necessidade, para todas as almas, de um batismo válido e frutuoso, que as torne membros do Corpo Místico de Nosso Senhor. Daí provém a urgência de a Realeza Social de Nosso Senhor estar inscrita nas constituições, para proteger as almas católicas contra os perigos do erro e do vício e para favorecer as conversões para a salvação das almas.

Agora, essas verdades estão imutavelmente negadas ou contraditas implicitamente pelo concílio Vaticano II, com a maior satisfação dos inimigos da Igreja. É urgente, Santo Padre, restabelecer estas verdades, pois são a própria essência e a razão de ser da Igreja, a razão de ser do sacerdócio e do episcopado, do sucessor de Pedro. Santo Padre, eu não tenho que um desejo que animou toda a minha vida e é o de trabalhar para a salvação das almas na mais perfeita submissão ao sucessor de Pedro, segundo a Fé católica que me foi ensinada em minha infância e em Roma, na Cidade Eterna. Para mim, portanto, é impossível assinar qualquer coisa que traga prejuízo a esta Fé. Como é o caso do falso ecumenismo e da falsa liberdade religiosa. Eu quero viver e morrer na Fé católica, penhor da vida beata e eterna.

Que Sua Santidade se digne crer em meus sentimentos respeitosos e filiais.


Este discurso consta do vídeo abaixo (em italiano), uma forte e importante homenagem ao Sacerdote, homem de Igreja, heroi e mártir moral da Fé Católica, Mons. Marcel Lefebvre:

para ver o video clique aqui: http://farfalline.blogspot.com.br/2012/05/carta-de-mons-lefebvre-ao-papa-maio-de.html

MISSA MÊS DE MAIO 2014


terça-feira, 25 de março de 2014

Súplica à Virgem Santíssima para se obter uma graça pelos nove meses em que ficou esperando o Divino Salvador



Súplica à  Virgem Santíssima para se obter uma graça pelos nove meses em que ficou esperando o Divino Salvador
(25 de março a 25 de dezembro)
» Rezar durante os 9 meses, diariamente!
Ó Maria, Virgem sem Mancha, que preparastes em Vosso seio virginal uma morada digna do filho de Deus, eu me envergonho de aparecer diante de Vós, mas porque desejo que o filho de Deus, que nasceu de Vós, renasça espiritualmente em mim, e me conceda a graça que tanto o meu coração deseja, prostro-me aos Vossos pés e Vos suplico que alcanceis esta graça que tanto desejo (pede-se a graça), enquanto passo a Vos reverenciar por todas as horas em que trouxestes em Vosso seio o Filho de Deus.
Rezar 24 Ave-Marias, seguidas da jaculatória:
        – Bendita seja a Imaculada Conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus.

Nihil Obstat
P. Lindolpho Esteves
S. Paulo 07-03-1939 Imprima-se
Mons. Ladeira

sábado, 15 de março de 2014

Sobre casamentos civis entre católicos

In illo tempore…

Que diferença fazem 50 anos! Inegociável era o corajoso do Bispo Pietro Fiordelli, que em 1956 fez muito alarde ao proclamar em alto e bom som qual é a Doutrina da Igreja no tocante ao chamado “casamento civil”. E olha que era o casamento civil entre homem e mulher, porque a abominação chamada “casamento gay” não existia nem no pensamento do pior ateu!
Sobre casamentos civis entre católicos
O “casamento civil” é imoral e inválido perante os olhos de Deus, se pelo menos um dos cônjuges pertence à Igreja Católica. Infelizmente, em algumas cidades italianas os casamentos celebrados no rito civil superaram os casamentos religiosos . Em 1956, Mauro Bellandi e Loriana Nunziati, dois noivos da cidade de Prato, decidiram se casar no civil. O Bispo diocesano tomou medidas disciplinares apropriadas e publicamente declarou que esses noivos eram pecadores públicos. Obviamente, Dom Fiordelli sofreu um linchamento da mídia e foi levado ao tribunal onde foi condenado a pagar uma pesada multa em primeira instância, antes de ser absolvido com um recurso para o “ato de imunidade absoluta”. Aqui está a carta que Monsenhor Pietro Fiordelli escreveu ao pároco da cidade dos noivos e que foi publicada em 12 de agosto de 1956 no jornal da paróquia:
“Hoje, Domingo, 12 de agosto, dois de seus paroquianos celebram seu casamento civil na Prefeitura, rejeitando o matrimônio religioso. Esta autoridade eclesiástica fez todos os esforços para impedir esse gravíssimo pecado. Este gesto de aberta rejeição e de desprezo à religião é uma fonte de imensa dor para os sacerdotes e os fiéis. O chamado “casamento civil” entre duas pessoas batizadas, absolutamente não pode ser considerado como casamento, mas apenas o início de um escandaloso concubinato. Portanto, Sr. pároco, à luz da moral Cristã e das leis da Igreja, ambos serão classificados como públicos concubinos, e de acordo com os cânones 855 e 2537 do Código de Direito Canônico, serão considerados para todos os efeitos, Mauro Bellandi e a Senhorita Loriana Nunziati como pecadores públicos.
A eles serão negados todos os SS. Sacramentos, não será abençoada a sua casa, não poderão ser aceitos como padrinhos de batismos e confirmações e lhes serão negados um funeral religioso. Somente se deverá rezar por eles para que reparem o grave escândalo. Finalmente, porque chegou ao conhecimento desta autoridade eclesiástica, que seus pais falharam em seus deveres como pais cristãos, consentindo nesse passo imensamente pecaminoso e escandaloso, Vossa Senhoria, por ocasião da Páscoa negará a água benta à Família Bellandi e aos pais de Loriana Nunziati. Que a presente carta seja lida a todos os fiéis.”
Fonte: Cordialiter – Tradução: Gercione Lima

segunda-feira, 10 de março de 2014

Novena de São José

NOVENA DE SÃO JOSÉ.


Novena de São José I

Nota

 Esta oração foi encontrada no quinquagésimo ano de nosso Senhor e SalvadorJesus Cristo.
Em 1505 ela foi enviada pelo Papa ao Imperador Carlos quando ele estava indo para uma batalha. 

Quem quer que leia esta oração ou a escute ou a mantenha junto de si jamais deverá morrer de morte repentina, ou ser afogado, nem mesmo veneno fará mal algum a eles; e muito menos cairão eles nas garras do inimigo, ou se queimarão em alguma chama ou serão mortos em batalha.
 Diga esta oração por nove manhãs para obter alguma graça que você deseje. 

Não há registro de que tenha falhado alguma vez, então, certifique-se de que realmente deseja o que irá pedir.
Orações Iniciais para todos os dias.

Oh! São José, cuja proteção é tão grande, tão forte, tão imediata diante do trono de Deus, coloco em vossas mãos todos os meus interesses e desejos.
Oh! São José, auxilie-me com sua poderosa intercessão, e obtenha para mim do seu divino Filho todas as bênçãos espirituais, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, para que, tendo-me comprometido aqui, sob seu poder celestial, eu possa oferecer minhas graças e homenagens ao mais amável dos Pais

Oh São José, jamais me canso de contemplar a ti e a Jesus a dormir em seus braços;
Não me atrevo a me aproximar enquanto Ele repousa junto do teu coração. 

Abraçe-O em meu nome e beije-O ao meu último suspiro.
São José, Patrono das almas partidas 

Rogai por mim.
 Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. 

Amém e Amém.

Oh glorioso São José, fiel seguidor de Jesus Cristo, a ti elevamos nossos corações e nossas mãos para implorar vossa poderosa intercessão em obter do benigno coração de Jesus todos os auxílios e graças necessárias ao nosso bem-estar espiritual e carnal, particularmente pela graça de uma morte feliz e o especial favor que agora vos pedimos (mencionarpedido).
Oh! guardião dos encarnados do mundo, sentimo-nos animados e confiantes de que vossas orações em nosso favor serão graciosamente ouvidas ao trono de Deus.

Oh! glorioso São José, pelo amor que tendes por Jesus Cristo e pela glória do Seu nome, escutai as nossas orações e dai-nos o que pedimos. Amém.

Primeiro Dia

Oh! glorioso São José, com sentimentos de ilimitada confiança, vos imploramos que abençoe esta novena que começamos em vossa honra.

"Vós jamais sois invocado em vão" dizia Santa Teresa do Menino Jesus.

 Fazei por mim, portanto, o mesmo o que fizestes pela esposa do Sagrado Coração de Jesus e graciosamente escutai-me assim como a ela escutou. Amém.

 São José, rogai por nós!

Segundo Dia

Oh! abençoado São José, pai carinhoso, fiel guardião de Jesus, casto esposo da Mãe de Deus, nós oramos e vos imploramos que ofereça a Deus, o Pai, Seu divino filho, banhado em sangue na Cruz por nós, pecadores, e pelo trino nome sagrado de Jesus obtenhais do Pai eterno o favor pelo qual imploramos vossa intercessão

(mencionar pedido).

 Pelos esplendores da eternidade, não vos esqueçais das dores daqueles que rezam, daqueles que choram;

Permitai que, através de vossas orações e as de vossa sacratíssima esposa, o Coração de Jesus seja comovido à piedade e ao perdão. Amém.

 São José, rogai por nós!

Terceiro Dia

Abençoado São José, acendei em nossos gélidos corações uma faísca da vossa caridade.

Que Deus seja sempre o primeiro e único objeto de nossas afeições.

Mantenha nossas almas sempre na graça santificada e, se tivermos a infelicidade de perdê-la, dai-nos a força para repô-la imediatamente através de sincero arrependimento.

Ajudai-nos para que o amor de nosso Deus nos mantenha sempre unidos a Ele. Amém.

 Oh! glorioso São José, pelo amor que tendes por Jesus Cristo e pela glória de Seu nome, escutai as nossas preces e concedei-nos o que vos pedimos.

 São José, rogai por nós!

Quarto Dia

São José, orgulho do Céu, esperança infalível para nossas vidas, e apoio àqueles na terra, graciosamente aceitai nossa oração de louvor.

Fostes nomeado esposo da casta Virgem pelo Criador do mundo.

 Ele quis que vós fôsseis chamado "pai" do Mundo e nos servisse como agente de nossa salvação.

Que o Deus trino que outorgou a vós honras celestiais, seja louvado para sempre.

E que Ele nos conceda pelos vossos méritos o gozo da vida abençoada e uma favorável resposta aos nossos pedidos. Amém.

 São José, rogai por nós!

Quinto Dia

Oh! sagrado São José, que lição vossa vida é para nós, somos sempre tão ávidos por aparecer, tão ansiosos para ostentar aos olhos dos homens as graças que devemos inteiramente à liberalidade de Deus.

Além do favor especial pelo qual declaramos nesta novena (mencionar pedido), concedei que possamos atribuir a Deus a glória de todas as coisas, que amemos a vida humilde e silenciosa, que não desejemos nenhuma outra posição senão a que nos foi concedida pela Providência e que sempre sejamos dóceis intrumentos nas mãos de Deus. Amém.

 São José, rogai por nós!

Sexto Dia

Oh! glorioso São José, nomeado pelo Pai Eterno como o guardião e protetor da vida de Jesus Cristo, o conforto e o apoio de Sua Sagrada Mãe, e o instrumento em Seu grande propósito para a redenção da humanidade; vós que tivésseis a felicidade de viver com Jesus e Maria, e de morrer em Seus braços, sê comovido pela confiança que depositamos em vós, e obtenha para nós, do Todo Poderoso, o favor particular que humildemente pedimos pela vossa intercessão (mencionar pedido). Amém.

 São José, rogai por nós!

Sétimo Dia

Oh! fiel e prudente São José, vigiai nossa fraqueza e nossa inexperiência; concedei-nos a prudência que nos faz lembrar de nosso fim, que dirige nossos passos e nos protege de todo perigo.

Rogai por nós, então, Oh grande Santo, e através de seu amor por Jesus e Maria, e do Seu amor por vós, concedei o favor que vos pedimos nesta novena (mencionar pedido). Amém.

São José, rogai por nós!

Oitavo Dia

 Oh! abençoado José, a quem foi concedido não apenas ver e ouvir o Deus que muitos reis ansiaram em ver e não viram;

Ouvir e não ouviram; mas também carregá-Lo em vossos braços, abraçá-Lo, vesti-Lo, e guardar e defendê-Lo, vinde em nosso auxílio e intercedei junto a Ele para olhar favoravelmente nosso pedido (mencionar pedido). Amém.

 São José, rogai por nós!

Nono Dia

Oh! bondoso São José, ajudai-nos a ser como vós, amável com aqueles cuja fraqueza sustenta-se sobre eles;

Ajudai-nos a dar àqueles que buscam vosso auxílio, a força para que eles permaneçam inabaláveis.

Dai-nos vossa fé, que possamos ver o verdadeiro brilho sobre as vitórias das forças do bem.

Dai-nos vossa esperança para que permaneçamos seguros, intocáveis pela dúvida, firmes para suportar.

Concedei-nos vosso amor que, enquanto os anos aumentarem, que um coração compreensivo traga-nos paz.

Permitai-nos vossa pureza que, a hora da morte encontre-nos intocados pelo sopro do mal.

 Permitai vosso amor de operário que não recusemos a vida que nos chama ao trabalho honesto.

Dai-nos vosso amor de pobreza para que vivamos satisfeitos, independente da riqueza.

Dai-nos vossa coragem para que sejamos fortes;

 Dai-nos vossa mansidão para confessar nossos pecados.

Dai-nos vossa paciência para qe possamos possuir o reinos de nossas almas sem angústia.

Ajudai-nos, querido Santo, a viver para que, quando morrermos possamos passar convosco para junto de Jesus e Seus amigos.

 Oh! Gloriosos São José, escutai as nossas preces e intercedei pelos nossos pedidos. Amém.

 São José, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Jejum e a abstinência

O jejum e a abstinência na lei da Igreja.


Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983.
Os dias e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas solenidades. [Cânon 1251].
A abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252].
Jejum e abstinência tradicionais conforme o Código de Direito Canônico de 1917.
Entre 1917 e o Novo Código de 1983, certos países tinham dias de jejum e abstinência particulares, e.g., os Estados Unidos tinham a vigília da Imaculada Conceição em vez da Assunção como dia de abstinência; dispensas para S. Patrício e São José, etc. Não é possível relacioná-los todos. Publicamos as prescrições do código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência até meia noite do Sábado Santo que foi ordenada por Pio XII.
Dias de jejum simples:
O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]
Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.
Dias de abstinência:
A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].
Dias de jejum e abstinência:
O jejum e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas. Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]
Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.
Fonte: The year of Our Lord Jesus Christ 2009, The Desert Will Flower Press.
(Post originalmente publicado na quaresma de 2009)
http://fratresinunum.com/