sábado, 10 de março de 2012

A Missa Tradicional

 

A MISSA TRADICIONAL

Artigo de Michel Boniface, Pbro.

O culto devido a Deus
O primeiro dever do homem é adorar a Deus, prestar-lhe o culto de adoração, de louvor, de ação de graças que Lhe é devido. Dar culto de adoração a Deus significa reconhecer a Deus como nosso Criador e Senhor. Ele nos criou, d´Ele dependemos. Damos-Lhe também graças por todos os benefícios que recebemos d´Ele. Pedimos-Lhe perdão por nossas faltas e pecados e, finalmente, pedimos-Lhe também o que necessitamos para a nossa vida e salvação eterna. Em concreto, estes são os quatro fins da Santa Missa.
Este culto não é somente pessoal, individual, mas é sobretudo um culto público, ordenado e prescrito pela Igreja, sob a moção do Espírito Santo.
Deste culto oficial se ocupa a Liturgia. A palavra Liturgia vem do grego leiton ergon que significa obra ou ministério público. “A Liturgia é, portanto, o culto público e oficial que a Igreja presta a Deus e ao mesmo tempo santifica os fiéis”[1].
O padre Gregório Martínez de Antoñana escreve: “A Liturgia, em sentido geral e objetivo, é o mesmo que o culto público da Igreja, e pode definir-se: o conjunto de ações, de fórmulas e de coisas com que, segundo as disposições da Igreja Católica, se dá culto público a Deus”[2].
Como a Igreja é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por meio dela continua a sua função sacerdotal através dos séculos, num sentido mais teológico e completo pode definir-se a Liturgia com o Papa Pio XII: “é todo o culto público do Corpo Místico de Jesus Cristo, ou seja, da Cabeça e dos seus membros”.
E mais brevemente: “A Liturgia é o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo pela Igreja”[3]. A Liturgia é a teologia feita oração.
Pertencem a Liturgia: o Santo Sacrifício da Missa, que é a sua alma e o seu centro; o ofício divino, que gira e se desenrola em torno da Missa. O ofício divino chama-se também Breviário, livro que contém as orações oficiais da Igreja que cada sub-diácono, diácono, sacerdote, bispo e Papa fazem oito vezes por dia para a Igreja e todos os seus Filhos.
Pertencem também à Liturgia os Sacramentos, Sacramentais (bênçãos); e todos os ritos e cerimônias, símbolos e vestidura, vasos e lugares sagrados bem como os cantos e melodias que a Igreja usa para concretizar este culto público e solene.
A Liturgia constitui a vida mesma da Igreja, do Corpo Místico de Cristo. Por isso, tem um poder para a santificação das almas verdadeiramente admirável. Por meio da Liturgia católica, ascendem ao céu a adoração, a ação de graças, os pedidos de perdão e de ajuda dos fiéis e, por meio desta mesma Liturgia, descem sobre os homens a misericórdia, ajuda, proteção de Deus sobre os fiéis católicos e sua Santa Madre, a Igreja.
A liturgia constitui o meio mais poderoso que tem a Igreja para converter as almas, santificá-las e protegê-las. A Liturgia é o meio mais poderoso para comunicar a fé católica no Sacrifício de Cristo renovado sobre o altar com a mesma eficácia. Por esta razão, desde os primeiros séculos se diz: Lex orandi, Lex credendi. A lei da oração, a maneira de rezar, nos diz a lei da crença, quer dizer, a maneira de rezar, de prestar culto a Deus, demonstra o que cremos.
Durante séculos, a fé católica foi comunicada por meio da Liturgia, na qual estão concentradas todas as verdades do Credo católico. Na história da Igreja existem os construtores e os destruidores da Liturgia. Alterar, modificar a Liturgia da Missa, por exemplo, pode ter conseqüências incalculáveis sobre a fé do povo e dos sacerdotes: essa alteração pode destruir sua fé, corromper sua moral e precipitá-los na decadência e apostasia. Os povos protestantes nos dão o exemplo. Tendo mudado a sua Liturgia, mudaram a sua fé e fizeram-se hereges e atualmente ateus em muitos lugares. No século XVI, na Inglaterra, o sacerdote herege Thomas Cranmer mudou a Liturgia da Missa do latim para o inglês; uns anos depois, a Inglaterra perdeu a fé católica e impediu a cristianização do mundo opondo-se às nações católicas missionárias como Espanha e Portugal.
Origem, desenvolvimento e definição da Missa Católica Tradicional
A Missa Católica chamada Missa Tradicional, Missa Tridentina ou Missa de São Pio V está composta por duas partes, a saber, a parte essencial, que são os elementos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo e as palavras e cerimônias que estão à sua volta.
Os elementos essenciais da Santa Missa, que foram instituídos por Cristo mesmo na Última Ceia, são:
1) A matéria: pão e vinho;
2) A forma, ou seja, as palavras: “Este é o Meu Corpo” e “Este é o Cálice do Meu Sangue…”;
3) Um sacerdote validamente ordenado que,
4) tenha a intenção de fazer o que a Igreja faz na confecção deste Sacramento.
As palavras e cerimônias que envolvem estes elementos essenciais foram-se desenvolvendo e adquirindo forma através dos anos até alcançar a forma que chegou aos nossos dias. A seguir, faremos uma muito breve resenha do desenrolar destas palavras e cerimônias.
Durante os séculos I e II, essas palavras de Cristo estiveram rodeadas por uma liturgia inicial que, pouco a pouco, foi desenrolando-se e germinando no Oriente e Ocidente do império romano. Todas as partes da Missa apareceram já no século III e foi no século IV que o rito romano ficou plenamente conformado e, mais concretamente, durante o pontificado do Papa São Dâmaso (366-384).
Diremos que até São Gregório Magno (590-604) não existia um Missal Oficial com o Próprio das missas do ano. O líber Sacramentorum foi redigido, por encargo de São Gregório no princípio de seu pontificado, para serviço e uso das Stationes que tinham lugar em Roma, quer dizer, para a liturgia pontifical. Pode-se dizer que este Missal contém agora quase a mesma Missa Tradicional tal como chegou a nossos dias, posto que as modificações ou adições que São Pio V (1566-1572) efetuou ao codificar o seu Missal Romano foram muito pequenas.
Portanto, podemos assegurar que a Missa que atualmente se diz de São Pio V, ou Missa Tradicional, não é outra senão o rito romano tal qual o encontramos, em suas partes mais importantes, no século IV, tendo sido posteriormente imprimido, pela primeira vez, num Missal por São Gregório Magno.
O Cânon da Missa, aparte alguns retoques efetuados por São Gregório Magno, alcança com São Gelásio I (492-496), a forma que tem conservado até hoje. Os Romanos Pontífices não deixaram de insistir desde o século V sobre a importância de adotar o Cânon Missae Romanae, dado que este remonta a nada menos do que ao mesmo Apóstolo Pedro.
Mas no que respeita às outras partes do Ordo, como pelo Próprio das missas, respeitaram o uso das igrejas locais. Assim, São Pio V codifica a Missa Romana na sua forma mais pura segundo a indicação do Concílio de Trento (1545-1563).
“O sacrifício cumpra-se segundo o mesmo rito para todos e por todos, de forma que a Igreja de Deus não tenha mais do que uma mesma língua… que os missais sejam restaurados segundo o uso e costumes antigos da Missa Romana”. O Missal assim restaurado foi promulgado no dia 19 de Julho de 1570 pela Bula Quo Primum Tempore, dando a conhecer duma forma particularmente solene. A bula precisa duma forma muito clara que não se trata de um novo rito, mas de um missal revisto e corrigido”.
No Catecismo Maior de São Pio X, encontramos a seguinte definição do que é a Santa Missa: “A Santa Missa é o Sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, que se oferece sobre os nossos altares sob as espécies do pão e do vinho em memória do sacrifício da Cruz” (no. 655), “é substancialmente o mesmo que o da Cruz…” (no. 656), “na Cruz, Jesus Cristo se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo por nós, enquanto que nos nossos altares Ele mesmo se sacrifica sem derramar sangue e nos aplica os frutos da sua paixão e morte (no. 657).
O Concílio de Trento declara que a Missa é um Sacrifício verdadeiramente oferecido pelo sacerdote oficiante, pela virtude do seu sacerdócio, in persona Christi, quer dizer, no lugar de Cristo, que é simultaneamente o Sacerdote e a Vítima, sendo a Missa o mesmo Sacrifício da Cruz.
Na Cruz, o Sacerdote que oferece o Sacrifício é Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote; a Vítima oferecida é também Nosso Senhor e o Padre Eterno é a quem este Sacrifício é oferecido. No santo Sacrifício da Missa, o sacerdote que oferece o Sacrifício é Nosso Senhor mesmo, agora que o celebrante atua in persona Christi. A Vítima do Sacrifício é Nosso Senhor Jesus Cristo, real e substancialmente presenteem Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sob as aparências do pão e do vinho. E, finalmente, O que recebe o Sacrifício é Deus Pai.
Desta maneira, vemos que os elementos essenciais do sacrifício (Sacerdote, Vítima e Recipiente), são exatamente os mesmos na Cruz e na Missa.
A Missa, de fato, é o mesmo Sacrifício da Cruz, com a diferença de que não é cruento. Tal sacrifício tem quatro finalidades: 1) Sacrifício de adoração; 2) Sacrifício eucarístico (quer dizer, de ação de graças); 3) Sacrifício propiciatório (para dar-Lhe alguma satisfação por nossos pecados e oferecer-Lhe sufrágios para as almas do purgatório); 4) Sacrifício de petição destinado a apresentar uma súplica.
Concluímos que ao assistir à Santa Missa Tradicional com as disposições necessárias, nos fazemos participantes dos méritos que Nosso Senhor obteve para nós no Santo Sacrifício da Cruz.

[1] J. G. Treviño, Lecciones practicadas de Liturgia, México D.F. sin fecha, pág. 5.
[2] Gregorio Martínez de Antoñana, Manual de Sagrada Liturgia, Madrid, ed Coculsa, 1957 pág. 1 no 1.
[3] Papa Pío XII, Encíclica Mediator Dei.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre São José

Ó São José, fazei que levemos uma vida pura,

que ela esteja sempre em segurança sob a vossa proteção!


Que São José nos ajudea consolar, com o nosso amor,

os corações transpassados de Jesus e Maria!

Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de São Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Apesar de ter grande importância para a Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro nas Escrituras, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.

São José é descendente da casa real de David. Noivo da Virgem Maria, ele foi visitado por um anjo que lhe informou que ela esperava um filho e que não devia repudiá-la. Por ordem das autoridades, que queriam fazer o censo do povo de Israel, São José tomou Maria e a levou para Belém; estava presente no nascimento de Jesus Cristo. Avisado de novo, por um anjo, das intenções do Rei Herodes, São José levou a Virgem e Jesus menino para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo apareceu a São José avisando da morte de Herodes. São José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando da ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram ainda em Belém. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus, o qual o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. São José levou Maria e Jesus para apresentar Jesus a Deus no templo. A última menção que se faz ao Santo é quando Jesus se perde dos pais e é encontrado 3 dias depois no templo, ensinando os doutores da lei. Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.


O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março; na Bolívia, Honduras, Itália, Liechtenstein, Suíça (Cantão Ticino), Andorra, Portugal e Espanha é também o Dia dos Pais. Em 1955, Pio XII fixou o dia 1º de maio para venerar São José Operário, o trabalhador.

Uma curiosidade: no passado, durante o mês de março, as cartas terminavam com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.

NOVENA A SÃO JOSE


NOVENA A SÃO JOSE

de 10 a 18 de Março - Festa de São José no dia 19 de Março
de 22 de Abril a 30 de Abril - Festa de São José trabalhador no dia 1º de Maio
ou em qualquer outro tempo

Nota sobre novenas: A novena é uma oração feita durante nove dias. Se for preparatória para alguma determinada data, ela começa dez dias antes, para acabar na véspera. Para entender melhor, leia aqui.
Recomenda-se que nesse período de preparação se faça uma boa confissão, precedida de um bom exame de consciência, e que se comungue, se possível, todos os dias, ou no décimo dia, para a maior glória de Deus e maior fruto para a alma. Se não for possível, faça-se a comunhã espiritual com o compromisso de fazer as nove comunhões assim que possível.

São José, puro e casto
Obtende-me um grande espírito de oração!



Esposo de Nossa Senhora, padroeiro da Igreja Universal, dos operários, da família e da boa morte.
Confiante docilidade, no meio da prova e das trevas, com que José obedece à voz do anjo, que em sonhos lhe dita às ordens de Deus!

Explicação
O esposo da Virgem e pai adotivo do Menino Jesus, fiel e humilde no cumprimento da bela e delicada missão que Deus lhe confiou, tornou-se o modelo de virtudes familiares e das humildes tarefas quotidianas, guardião das almas puras e protetor dos lares cristãos. Seu culto litúrgico é tardio. No século XV fixou-se-lhe a festa a 19 de Março, depois de ter sido celebrada em diferentes dias; em 1621 passou a ser celebrada por toda a Igreja universal; em 1847, São José foi declarado padroeiro da Santa Igreja Universal. As antífonas de vésperas e o evangelho da missa são tirados das narrativas evangélicas sobre a infância de Jesus; o essencial do que os evangelistas nos contam sobre S. José reduz-se a estes poucos fatos em que o santo aparece profundamente discreto e cheio de fidelidade. A epístola evoca a seu respeito a figura do justo cuja alma, toda voltada para Deus e cumulada de bênçãos, se eleva, forte e poderosa, glorificada pelo Senhor e abençoada pelos homens.

O site Tradição Católica em Vitória-ES tem dois impressos (PDF) que poderão ser úteis:
- Modelo folha normal.
- Modelo folheto.


NOVENA

Primeiro dia – São José, pai nutrício de Jesus

Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram, obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta novena e apresentai-os a Jesus que se dignou obedecer-vos na terra. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, pai nutrício de Jesus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Segundo dia – São José, Esposo de Maria Virgem

São José, castíssimo Esposo da Mãe de Deus e guarda fiel da sua virgindade… Obtende-me, por Maria, a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo-vos também os esposos cristãos, para que, unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça, amparem-se mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Esposo da Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Terceiro dia – São José, Chefe da Sagrada Família

Glorioso São José, que gozastes durante tantos anos da presença e filial afeição de Jesus, a quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Santíssima Esposa, eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver em união com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus graves deveres de educadores e aos filhos, o respeito e a obediência, segundo o exemplo do Menino Jesus. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Chefe da Sagrada Família.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Quarto dia – São José, fiel

Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de protetor da Santíssima Virgem e de pai nutrício do Redentor, rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas, para o ser também nas grandes. Alcançai essa mesma graça para todos os que me são caros nesta vida, afim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, exemplo de fidelidade.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Quinto dia – São José, paciente

Bondoso São José, que suportastes com heróica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus, obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos os que suportam pesadas cruzes, afim de que se unam sempre mais a Jesus, divino modelo de mansidão e paciência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, espelho de paciência.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Sexto dia – São José, trabalhador

Humilde São José, que vivendo em pobreza dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e a Maria com o fruto de vossos suores, alcançai-me amor ao trabalho, que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos trabalhadores do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho, pela reta intenção, em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, modelo dos trabalhadores.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Sétimo dia – São José, Protetor da Santa Igreja

Glorioso Patriarca São José, Protetor e Padroeiro da Igreja Universal, obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de a honrar como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre o seu Corpo Místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os Bispos, os Sacerdotes e os Religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e a paz da sociedade. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Protetor da Santa Igreja.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Oitavo dia – São José, consolo dos enfermos
Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados, valei-me em todas as enfermidades e tribulações, alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos pelos quais rezo nesta novena, a cura das enfermidades espirituais, que são as paixões desordenadas, fraquezas, faltas e pecados, e protegei-nos contra as tentações do inimigo da nossa salvação. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, consolo dos enfermos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Nono dia – São José, padroeiro dos moribundos

Ditoso São José, que morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de virtudes e enriquecido de méritos, assisti-me na hora suprema e decisiva da minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos Sacramentos, necessários para a minha salvação. Tende compaixão de todos os agonizantes, alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Santíssima Esposa. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, padroeiro dos moribundos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Oração: Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria; louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena. Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação, nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Amém.

São José
Casto esposo de Maria Santíssima
Rogai por nós

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Motu proprio Sumorum Pontificum


[3]
Motu proprio Sumorum Pontificum
Papa Bento XVI
(Excertos*)
“Sempre foi preocupacao dos Sumos Pontifices ate o
tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereca um
culto digno a Divina Majestade "para louvor e gloria
de seu nome" e "para nosso bem e o de toda sua
Santa Igreja".
Desde tempos imemoriais ate o futuro deve ser
respeitado o principio "segundo o qual cada Igreja
particular deve estar de acordo com a Igreja
universal nao so sobre a doutrina da fe e os sinais
sacramentais, mas nos usos universalmente
transmitidos pela tradicao apostolica continua. Estes
devem manter-se nao so para evitar os enganos, mas
tambem para que a fe seja transmitida em sua
integridade, ja que a regra de oracao da Igreja (lex
orandi) corresponde a sua regra da fe (lex credendi)."
... Entretanto, com o fim que a Sagrada Liturgia
possa de modo mais eficaz cumprir com sua missao,
muitos outros Romanos Pontifices no curso dos
seculos vieram a expressar particular preocupacao,
entre eles Sao Pio V e eminente, quem com grande
zelo pastoral, segundo a exortacao do Concilio de
Trento, renovou o culto em toda a Igreja,
assegurando a publicacao de livros liturgicos
corrigidos e "restaurados segundo as normas dos
Pais" e os pos em uso na Igreja Latina.
E evidente que entre os livros liturgicos de Rito
Romano o Missal Romano e eminente. Nasceu na
cidade de Roma e gradualmente ao longo dos seculos
tomou formas que sao muito similares a aquelas em
vigor em recentes geracoes....
...Tendo ponderado amplamente os insistentes
pedidos destes fieis a nosso Predecessor Joao Paulo
II, tendo escutado tambem os Padres do Consistorio
de Cardeais realizado em 23 de marco de 2006,
tendo sopesado todos os elementos, invocado o
Espirito Santo e pondo nossa confianca no auxilio de
Deus, pela presente Carta Apostolica,
DECRETAMOS o seguinte:
Art. 1.... e licito celebrar o Sacrificio da Missa de
acordo com a edicao tipica do Missal Romano
promulgado pelo Beato Joao XXIII em 1962 e nunca
anulado, como a forma extraordinaria da Liturgia da
Igreja...
Art. 2. Em Missas celebradas sem o povo, qualquer
sacerdote de Rito Latino, seja secular ou religioso,
pode usar o Missal Romano publicado pelo Beato
Joao XXIII em 1962... um sacerdote nao requer de
nenhuma permissao, nem da Se Apostolica nem de
seu Ordinario.
Art. 4. Com a devida observancia da lei, inclusive os
fieis Cristaos que espontaneamente o solicitem,
podem ser admitidos a Santa Missa mencionada no
art. 2.
Art. 5,
§ 1. Em paroquias onde um grupo de fieis aderidos a
previa tradicao liturgica existe de maneira estavel,
que o paroco aceite seus pedidos para a celebracao
da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano
publicado em 1962. Que o paroco vigie que o bem
destes fieis esteja harmoniosamente reconciliado
com o cuidado pastoral ordinario da paroquia, sob o
governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando
discordias e promovendo a unidade de toda a Igreja.
§ 3. Que o paroco permita celebracoes desta forma
extraordinaria para fieis ou sacerdotes que o pecam,
inclusive em circunstancias particulares tais como
matrimonios, funerais ou celebracoes ocasionais,
como por exemplo peregrinacoes.
§ 4. Os sacerdotes que usem o Missal do Beato Joao
XXIII devem ser dignos e nao impedidos
canonicamente.
Art. 6. Nas Missas celebradas com o povo segundo o
Missal do Beato Joao XXIII, as Leituras podem ser
proclamadas inclusive nas linguas vernaculas,
utilizando edicoes que tenham recebido a recognitio
da Se Apostolica.
Art. 10. E licito que o Ordinario local, se o
considerar oportuno, erija uma paroquia pessoal
segundo as normas do Canon 518 para as celebracoes
segundo a forma anterior do Rito Romano ou
nomear um reitor ou capelao, com a devida
observancia dos requisitos canonicos.
Tudo o que e decretado por Nos mediante este Motu
Proprio, ordenamos que seja assinado e ratificado
para ser observado a partir de 14 de Setembro deste
ano, festa da Exaltacao da Santa Cruz, em que pese a
todas as coisas em contrario.
Dado em Roma, junto a Sao Pedro, em 7 de julho no
Ano do Senhor de 2007, Terceiro de nosso
Pontificado.”
Bento XVI
________________________________
Traducao nao-oficial do original em latim

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como São José é o patrono do blog, resalto a Carta encíclica 'Bonum Sane' de Bento XVI.

Carta encíclica ‘Bonum Sane’ de Bento XV sobre São José.

Carta Encíclica de S.S. o Papa Bento XV
(Motu Proprio)
No Cinqüentenário da Proclamação de São José
como Patrono da Igreja Universal
Foi uma coisa boa e salutar ao povo cristão que o nosso antecessor de imortal memória, Pio IX, tenha conferido ao castíssimo esposo da Virgem Maria e guarda do Verbo Encarnado, São José, o título de Patrono Universal da Igreja; e uma vez que este feliz acontecimento completará 50 anos em dezembro próximo, julgamos bastante útil e oportuno que ele seja dignamente celebrado em todo o mundo católico.
Se dermos uma olhada nestes últimos 50 anos, observamos um admirável reflorescimento de piedosas instituições, as quais atestam como o culto ao santíssimo Patriarca veio se desenvolvendo sempre mais entre os fiéis; depois, se considerarmos as hodiernas calamidades que afligem o gênero humano, parece ainda mais evidente a oportunidade de intensificar tal culto e de difundi-lo com maior força em meio ao povo cristão. De fato, após a terrível guerra, na nossa Encíclica “sobre a reconciliação da paz cristã”, indicamos o que faltava para restabelecer em todo lugar a tranqüilidade da ordem, considerando particularmente as relações que decorrem entre os povos e entre os indivíduos no campo civil. Agora se faz necessário considerar uma outra causa de perturbação, muito mais profunda, que se aninha justamente no mais íntimo da sociedade humana: dado que o flagelo da guerra se abateu sobre as pessoas quando elas já estavam profundamente infectadas pelo naturalismo, isto é, por aquelas grande peste do século que, onde se enraíza, diminui o desejo dos bens celestes, apaga a chama da caridade divina e retira do homem a graça salvadora e elevadora de Cristo até que, tolhida dele a luz da fé e deixadas a ele as solitárias e corrompidas forças da natureza, o abandona à mercê das mais insanas paixões. E assim aconteceu que muitíssimos se dedicaram somente à conquista dos bens terrenos, e como já estava aguçada a contenda entre proletários e patrões, este ódio de classes aumentou ainda mais com a duração e atrocidade da guerra, a qual, se de um lado causou às massas um mal-estar econômico insuportável, por outro fez afluir às mãos de pouquíssimos, fortunas fabulosas.
Acrescente-se que a santidade da fé conjugal e o respeito à autoridade paterna foram por muitos, não pouco vulneradas por causa da guerra; seja porque a distância de um dos cônjuges diminuiu no outro o vínculo do dever, seja porque a ausência de um olho vigilante deu oportunidade à leviandade, especialmente feminina, de viver a seu bel-prazer e demasiadamente livre. Por isto, devemos constatar com verdadeira dor que agora os costumes públicos são bem mais depravados e corrompidos que antes, e que portanto a assim chamada “questão social” foi-se agravando a tal ponto de suscitar a ameaça de irreparáveis ruínas. De fato amadureceu nos desejos e nas expectativas de todos os sediciosos a chegada de uma certa república universal, a qual seria fundada sobre a igualdade absoluta entre os homens e sobre a comunhão dos bens, e na qual não haveria mais distinção alguma de nacionalidade, nem teria mais que reconhecer-se a autoridade do pai sobre os filhos, nem dos poderes públicos sobre os cidadãos, nem de Deus sobre os homens reunidos em sociedade civil. Coisas todas que, se por desventura se realizassem, dariam lugar a tremendas convulsões sociais, como aquela que no momento está desolando não pequena parte da Europa. E é justamente para se criar também entre os outros povos uma condição similar de coisas, que nós vemos as plebes serem estimuladas pelo furor audacioso de alguns, e acontecerem aqui e acolá ininterruptas e graves revoltas.
Nós, portanto, mais que todos preocupados com este rumo dos acontecimentos, não deixamos, quando houve ocasião, de recordar aos filhos da Igreja os seus deveres. Agora, pelo mesmo motivo, ou seja, para recordar o dever aos nossos fiéis que estão em toda parte e ganham o pão com o trabalho, e para conservá-los imunes do contágio do socialismo, o inimigo mais implacável dos princípios cristãos, Nós, com grande solicitude, propomos a eles de modo particular São José, para que o sigam como guia e o honrem como celeste Patrono. Ele de fato levou uma vida similar a deles, tanto é verdade que Jesus bendito, enquanto era o Unigênito do Pai Eterno, quis ser chamado “o Filho do carpinteiro”. Mas aquela sua humilde e pobre condição, de quais e quantas virtudes excelsas Ele soube adornar! Ou seja, virtudes que deviam resplandecer no esposo de Maria Imaculada e no pai putativo de Jesus Cristo. Por isso, na escola de São José, aprendam todos a considerar as coisas presentes, que passam, à luz das futuras, que permanecem para sempre; e, consolando as inevitáveis dificuldades da condição humana com a esperança dos bens celestes, a estes aspirem com todas as forças, resignados à vontade divina, sobriamente vivendo segundo os ditames da piedade e da justiça. Ao que diz respeito especialmente aos operários, nos agrada relembrar aqui as palavras que proclamou em circunstância análoga o nosso predecessor de feliz memória Leão XIII, pois elas, ao nosso parecer, não poderiam ser mais oportunas: “Considerando estas coisas, os pobres, e quantos vivem com o fruto do trabalho, devem sentir-se animados por um sentimento superior de eqüidade, pois se a justiça permite-lhes elevar-se da indigência e de conseguir um melhor bem-estar, porém é proibido pela justiça e pela mesma razão de perturbar a ordem que foi constituída pela divina Providência. Aliás, é conselho insensato usar de violência e buscar melhorias através de revoltas e tumultos, os quais, na maioria das vezes, nada mais fazem que agravar ainda mais aquelas dificuldades que se desejam diminuir. Portanto, se os pobres querem agir sabiamente, não confiarão nas vãs promessas dos demagogos, mas sim no exemplo e no patrocínio de São José e na caridade materna da Igreja, a qual dia após dia tem por eles um zelo sempre maior” (Carta Encíclica “Quamquam pluries”).
Monsenhor Giacomo Della Chiesa, futuro Bento XV, sendo sagrado bispo por São Pio X.
Monsenhor Giacomo Della Chiesa, futuro Bento XV, sendo sagrado bispo por São Pio X.
Com o florescimento da devoção dos fiéis a São José, aumentará ao mesmo tempo, como necessária conseqüência, o culto à Sagrada Família de Nazaré, da qual ele foi o augusto chefe, brotando estas duas devoções uma da outra espontaneamente, dado que por São José nós vamos diretamente a Maria, e por Maria à fonte de toda santidade, Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência para com São José e Maria. Nestes maravilhosos exemplos de virtude, Nós, pois, desejamos que as famílias cristãs se inspirem e completamente se renovem. E assim, dado que a família é o sustentáculo e a base da sociedade humana, fortalecendo a sociedade doméstica com a proteção da santa pureza, da fidelidade e da concórdia, com isso realmente um novo vigor, e diremos ainda, quase um novo sangue, circulará pelas veias da sociedade humana, que assim virá a ser vivificada pelas virtudes restauradoras de Jesus Cristo, e delas seguirá um alegre reflorescimento, não só dos costumes particulares, mas também das instituições públicas e privadas.
Nós, portanto, cheios de confiança no patrocínio Daquele à cuja próvida vigilância Deus agradou-se em confiar a guarda de seu Unigênito encarnado e da Virgem Santíssima, vivamente exortamos todos os Bispos do mundo católico, a fim de que, em tempos tão borrascosos para a Igreja, solicitem aos fiéis que implorem com maior empenho o válido auxílio de São José. E posto que diversos são os modos aprovados por esta Sé Apostólica com os quais se podem venerar o santo Patriarca, especialmente em todas as quartas-feiras do ano e durante todo o mês a ele consagrado, Nós queremos que, a critério de cada bispo, todas estas devoções, porquanto possível, sejam praticadas em todas as dioceses; mas, de modo particular, dado que ele é merecidamente tido como o mais eficaz protetor dos moribundos, tendo expirado com a assistência de Jesus e Maria, deverão cuidar os sagrados Pastores de inculcar e favorecer com todo o prestígio de sua autoridade aquelas piedosas associações que foram instituídas para suplicar a São José pelos moribundos, como aquela “da Boa Morte” e do “Trânsito de São José pelos agonizantes de cada dia”.
Para comemorar, pois, o supracitado Decreto Pontifício, ordenamos e impomos que dentro de um ano, a contar a partir de 8 de dezembro próximo, em todo o mundo católico seja celebrada em honra de São José, Patrono da Igreja Universal, uma solene função, como e quando julgar oportuno cada bispo; e a todos aqueles que a praticarem, Nós concedemos desde agora, nas condições habituais, a Indulgência Plenária.
Dado em Roma, junto de São Pedro, em 25 de julho de 1920, festa de São Tiago Apóstolo, no sexto ano de nosso pontificado.
Bento XV
Fonte: Centro de Espiritualidade Josefino Marelliana