terça-feira, 29 de maio de 2012

NEOCATECUMENATO: "unidade na diversidade"

NEOCATECUMENATO: "unidade na diversidade"

"O Cristianismo não é, de jeito nenhum, uma doutrina que se pode aprender com catecismos e teologias. O Cristianismo é uma Boa Notícia, um acontecimento histórico, o que o distingue de todas as filosofias e religiões" (Kiko, Apostila cit. p. 98).

Lembro-me, por exemplo, de um moço de Florença que, diante de todo o mundo, disse: 'Eu sou homossexual e ben...digo a Deus com todo o meu coração porque sou assim. Ia ao psiquiatra, nunca a psicologia me salvou. Hoje, posso testemunhar, diante de todos vocês, que eu sou salvo pelo poder de Jesus Cristo"

"Dizia isso porque Deus o tinha feito sentir, com uma potência imensa, e ver, com uma clareza enorme, que Deus tinha permitido tal coisa em sua vida para que ficasse para sempre amarrado a Ele. Isso tinha-lhe feito sentir o Senhor até o ponto de ser capaz de dizer diante de todos que Deus, através disto, o tinha apanhado para si e sabia que nunca mais se separaria dele". (Kiko, Apostila cit. pp. 73-74).

"Existe, pois, uma grossa nuvem que nos tem impedido de receber a NOTÍCIA, o acontecimento que Deus fez para nós. Os termos teológicos são termos jurídicos segundo a mentalidade da Idade Média. Agora já se cancelou o "JURISDICISMO". O Concílio Vaticano II não fala mais em termos jurídicos, mas fala do MISTÉRIO PASCAL, o que é totalmente outra coisa, pois "pascal" refere-se diretamente à História, à intervenção histórica de Deus com o povo de Israel. Falar da Redenção é uma abstração, ao passo que falar do mistério pascal é história concreta' (Carmem, Apostila cit. O Querigma. 2a. parte, p. 123 III e 123 IV)

"O Concílio Vaticano II faz uma NOVA TEOLOGIA que nós trazemos. Não se fala mais de REDENÇÃO, mas de MISTÉRIO PASCAL: que é como uma nova primavera" (Carmem, Apostila, cit. p. 123 VI).

"É verdade que nós dançamos após a celebração, porque a Eucaristia é uma festa. E, se houver no chão migalhas, é possível que, sem querer, pisemos em cima delas. Mas é tomado todo o cuidado possível no sentido de evitar que caiam migalhas no chão."

"Jesus Cristo não é qualquer coisa de ideal que nós possamos realizar, não é um modelo." (Carmem, Apostila, cit, p. 123 VI)

"O Presidente [o sacerdote] seja breve. Digam-lhe que não faça sermões (...) que os padres não façam discursos às pessoas" (Kiko, Apostila citada, p. 158).

Não há eucaristia sem assembléia. É a assembléia inteira que celebra a festa e a eucaristia; porque a eucaristia é a exaltação da assembléia humana em comunhão; porque é o lugar exato no qual se manifesta que Deus agiu nesta Igreja criada, nesta comunhão. É desta assembléia que surge a eucaristia.

“Por isso quando na idade Média começa-se a discutir o sacrifício, no fundo discutem coisas que não existiam na eucaristia primitiva. Porque sacrifício na religião é "sacrum facere", fazer o sagrado, colocar-se em contato com a divindade através de sacrifícios cruentos. Neste sentido não há sacrifício na eucaristia: a Eucaristia é sacrifício, mas em outro sentido, porque na eucaristia há sim, a morte, mas há também a ressurreição da morte. A Eucaristia é Páscoa, passagem da morte à ressurreição. Por isso dizer que eucaristia é sacrifício é certo, mas é incompleto. A Eucaristia é sacrifício de louvor, um louvor completo de comunicação com Deus por.... Não é meu intuito analisar a que se propõe este movimento, definido como uma “ação” e não como uma “instituição”. O jornal SimSimNãoNão nº 68 de Set. 1998, pag. 4 já analisou mais profundamente estas heresias de um movimento que se instala em não poucas paróquias do mundo inteiro. Agora bem: o Vaticano acaba de aprovar seus estatutos tornando-o oficial dentro da vida da Igreja. Com toda a pompa, com a presença de Cardeais de cinco Congregações Romanas que trabalharam para esta aprovação. A informação é confirmada pela agência de notícias Zenit, em 28 de junho de 2002. A Igreja de Vaticano II continua favorecendo as heresias.

Mas não foi dito que Roma havia mudado? Que havia sinais evidentes de “conversão”? Que o Santo Padre estava empenhado em combater o Modernismo?

A verdade é bem outra, e não podemos esquecer que este novo escândalo vem juntar-se a tantos outros que, dia após dia, se foram consumando no pontificado de João Paulo II: acordo com os Luteranos, acordo com os cismáticos orientais, reuniões ecumênicas anuais contrariando as proibições da Santa Igreja e difundindo o indiferentismo religioso e a perda da fé.

Peço ao leitor um pouco de atenção, pois não quero tratar aqui de mais um escândalo, de mais um favorecimento de heresias por parte do Vaticano. Creio perceber nas atitudes dos detentores do Poder, tanto religioso quanto político, certas atitudes e métodos que precisamos conhecer para que nossa defesa seja mais séria, mais inteligente e eficaz.

Já passou o tempo em que os homens do poder escravizavam com as armas e gulags, perseguindo e destruindo os opositores do regime comunista.

Já se foi, igualmente, o tempo do início da revolução de Vaticano II, quando as reformas foram impostas sem piedade ao povo católico, mediante uma tremenda perseguição contra os defensores da Tradição. Hoje, com o recuo dos anos e com as novas experiências que vivemos, podemos compreender melhor o quanto os métodos empregados pelos chefes da Igreja, entrincheirados atrás da autoridade de um concílio ecumênico, se assemelhavam aos horrores do regime soviético. Talvez isso tenha que ver com a recusa formal dos padres conciliares a condenar solenemente o comunismo. Como publicou a Revista Permanência, em seu número 188-189, de julho de 1984, o Papa João XXIII selou um acordo com o Kremlin, em 1962, de não fazer críticas ao regime soviético, como condição para que o Patriarca cismático da Igreja Ortodoxa assistisse ao concílio, como observador.

Esta comparação que faço dos métodos empregados pelos chefes da Igreja com os métodos dos chefes comunistas deve ser entendida em sentido analógico. Não acuso aqueles homens de usar metralhadoras e campos de concentração, mas de usar uma força abusiva da autoridade para impor uma nova ordem dentro da Igreja, para impor uma nova religião, sem nenhuma possibilidade de recusa da parte dos padres tradicionais ou das famílias católicas. Toda a máquina da estrutura jurídica do Vaticano foi usada como um canhão destruidor, ameaçador, causando o terror na alma de milhões de católicos no mundo inteiro. O resultado desse massacre não demorou a se fazer sentir, quando virou moda dizer que Mgr. Lefebvre era “contra o Papa”, “bispo rebelde”, “cismático”. Mais do que isso, foi crescendo o número daqueles que queriam a Tradição, não gostavam da missa nova e das inovações do concílio, mas não tinham forças para reagir, para enfrentar o Regime. E muitas inteligências privilegiadas se recolheram a um mutismo enfraquecido, como um animal assustado que esquece sua força e corre procurando esconder-se. Muitas almas piedosas preferiram abandonar a Missa verdadeira, seu terço, sua fita do Apostolado, para bater palmas e tocar violão nas igrejas. E a fé foi desaparecendo. São os frutos diretos do concílio.

Mgr. Lefebvre era o alvo dos principais ataques vindos diretamente dos papas Paulo VI e João Paulo II, apesar de este último, no início do seu pontificado, ter afirmado que não via nele nenhum motivo de condenação. Mas os cardeais Seper, Villot, Casarolli e cia. não achavam isso.

O auge da perseguição aconteceu no momento das Sagrações, em 1988, quando um decreto de excomunhão, inválido e nulo, foi emitido pelo cardeal Gantin. A máquina vaticana mexeu suas peças no tabuleiro da mídia e, no mundo inteiro, os jornais fizeram troça do bispo de Ecône, insinuando histórias absurdas, ridicularizando o gesto de salvação da vida da Igreja. Grande estardalhaço na imprensa do mundo inteiro.

Roma mudou!

Ah, sim, com certeza, Roma mudou. No início, não compreendemos muito bem esta mudança. Constatamos algo diferente, sem saber explicar o porquê. Em 1991, quando da Sagração Episcopal de Dom Licínio Rangel, em São Fidélis, por três bispos da Fraternidade São Pio X, tanto da parte de Roma quanto da parte dos jornais do mundo inteiro não houve nada. Mas nada mesmo! Silêncio absoluto. Nem foto, nem charge, nem decreto de excomunhão. Estranho. Ao menos na época, parecia estranho.

Querem ver algo mais estranho? No ano seguinte, o império soviético desmoronou, do modo que sabemos. Também lá não haveria mais prisões, e mortes, e tanques destruindo a fina flor da sociedade da Rússia e demais países dominados.

Enquanto o mundo assistia a uma nova maneira de ser comunista, os homens do Vaticano iniciavam um novo tratamento aos recalcitrantes, os tradicionalistas. Não haveria mais excomunhão nem grandes oposições das dioceses. Roma levantara uma estrutura bem afiada para trazê-los de volta, culturalmente, sem choques. É a época da Comissão Ecclesia Dei, dos grandes convites para almoços, e de correspondência freqüente. Tentaram a isca suave do acordo prático. Não pegaram o peixe grande, mas os padres de Campos lhes serviram muito bem. Já voltaram ao ataque, agora com a isca do estudo teológico, mostrando que estão abertos a todas as tentativas, treinados que estão em tirar proveito até mesmo do recuo dos seus adversários.

A coisa é mais ou menos assim. Para que o muro de Berlim, se podemos controlar os homens pelo planeta inteiro? Vamos expandir as grades da prisão e cercar a terra com elas, com grades virtuais, no mundo da comunicação. Eles mesmos vão-nos informar onde estão e o que estão fazendo, livres para caminhar, para visitar os amigos, para ver televisão e ir ao cinema. Pois, ao chegar a casa, irão direto “interagir” pela Internet, ou beberão alguma dose suave do envenenamento universal num mundo globalizado.

Os homens da Igreja de Vaticano II, filhos deste século, adotam o mesmo método. Que os saudosos da Missa antiga tenham a liberdade de celebrar a Missa que querem: basta estabelecer uma situação em que eles queiram avisar onde estão, o que estão pensando. E nem perceberão que estão sendo manipulados. Basta que estejam presentes ao mundo do Vaticano II e ao espírito de Assis.

Não é apenas o aspecto de autocontrole o que marca a nova escravidão. Há também uma espécie de dinâmica das antíteses que, para eles, deve estar presente em todo o mundo da Informação, para que haja “democracia”.

Vocês não viram o que aconteceu com o jornal O Globo? Todo o mundo sabe que o Sr. Roberto Marinho fez um pacto com o PT. Saiu até na primeira página do jornal. De lá para cá, O Globo tornou-se a casa dos petistas de diversos matizes. Todos alegres, encontram-se em família. Ah! sim, havia o Roberto Campos, que escrevia o que uma pequena minoria antiquada ainda queria ouvir. É claro que o Roberto Campos era um homem respeitado. Mas não era por amores às suas idéias que ele escrevia no Globo do PT. Escrevia porque era preciso não deixar escapar os da “direita” que sempre leram aquele Globo onde tinham escrito Gudin, Corção, Nelson Rodrigues e outros “reacionários”, como diziam. Escrevia porque, dentro da Revolução Cultural, é importante que uma minoria possa exprimir as antíteses que alimentarão o “debate democrático” da manipulação das consciências.

Um dia, o Sr. Roberto Campos ficou doente e já não conseguia escrever. Grande problema para O Globo. Imagino com que cuidado foram buscar um substituto para Roberto Campos. Tão importante é a presença de um escritor “antítese”, que não se importaram em chamar um “excomungado” da mídia, escritor que chegara ao ponto de cometer o gravíssimo pecado de elogiar o Movimento de 1964. Pois foi assim que entregaram este lugar ao Sr. Olavo de Carvalho. Era necessário, mesmo trazendo artigos contra o PT.

Agora, também é assim na Igreja de Vaticano II. É importante para a “religião da democracia” que a minoria recalcitrante encontre seu lugar dentro da grande massa, dentro da humanidade feliz. Outros que celebrem a missa pop, ou a missa afro, ou a missa carismática. Desde que a minoria tradicionalista tenha seu cantinho reservado na grande confraternização universal e no culto “democrático” baseado no ecumenismo.

É por isso que não nos devemos espantar ao ver o Vaticano aprovar os estatutos do herético Movimento Neocatecumenal, seis meses apenas após ter aprovado os estatutos da tradicional Administração São João Maria Vianney. É a dinâmica democrática.

E não é que deram até um nome a esse sincretismo do Vaticano II?

Chamaram a essa festa de “Unidade na Diversidade”.


1. Notas: Citações das heresias do movimento Neo-catecumenal Francisco Arguelo -- Kiko -- Apostilas, Orientações às Equipes de Catequistas para a fase de Conversão, Anotações tiradas das gravações dos encontros realizados por Kiko e Carmem, para orientarem as equipes de catequistas de Madri, em Fevereiro de 1972.

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domingo, 13 de maio de 2012

“Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

“Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.
Nossa Senhora de Fátima‹‹ Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.
Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz ››.
Redacção feita pela Irmã Lúcia na “Terceira Memória”, de 31 de agosto de 1941, destinada ao Bispo de Leiria-Fátima.
Publicado originalmente em 2009.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Clergyman? Melhor a batina!

Clergyman? Melhor a batina!

Cardeal Giuseppe Siri.
Cardeal Giuseppe Siri.
Entendo oportuno chamar a atenção para um problema que está se tornando extremamente importante: o problema do hábito eclesiástico. [...] De fato, estamos testemunhando a maior decadência do hábito eclesiástico. [...] O hábito condiciona fortemente e, às vezes, até forja a psicologia de quem o veste. O traje [eclesiástico], de fato, é um compromisso quando de sua tomada, em sua conservação e em sua substituição. É a primeira coisa que se vê, a última que se depõe. Ele lembra o compromisso, a pertença, o decoro, o vínculo, o espírito de conjunto, a dignidade! Isto o faz de forma contínua. Cria, portanto, limites à ação; evoca constantemente esses limites; aciona a barreira do pudor, do bom nome, do próprio dever, da repercussão pública, das consequências das interpretações maldosas. [...]
O hábito não faz o monge por inteiro, mas certamente o faz em uma notável parte; em sua maior parte, conforme cresce a sua fraqueza de temperamento. [...] Por esta razão, a questão de um uniforme se agiganta no campo eclesiástico e requer a atenção de todos os que querem salvar as vocações e ter perseverança nos deveres, disciplina, piedade e santidade que aceitaram! [...]
Acontece que, em algumas cidades da Itália (não citaremos nomes, obviamente, mas estamos completamente certos do que dizemos), por causa da ausência do recato imposto pelo “sagrado uniforme”, chega-se a entretenimentos ainda proibidos pelo Código de Direito Canônico [de 1917]: boates, casas de má reputação e pior. Estamos a par das prisões de seminaristas feitas em cinemas infames e em outros locais menos recomendáveis. Tudo por causa do hábito traído! [...] O balanço que se faz. Aqui está:
- descrédito;
- desconfiança;
- insinuações fáceis e, às vezes, graves;
- padres que, começando pelo hábito e pelo desmantelamento da primeira humilde defesa, acabam onde acabam…
- crises sacerdotais, totalmente culpáveis aos responsáveis, porque começadas com a recusa das cautelas necessárias, exigidas pelo Direito Canônico e pelo Conselho dos Bispos…, com resultados ruinosos e insensatos…
- seminários que se esvaziam e não resistem, enquanto no mundo, tanto na Europa como na América, os seminários estão cheios, quando ordenados de acordo com a sua verdadeira origem, com hábito eclesiástico rigoroso, na verdadeira obediência ao Decreto conciliar Optatam totius;
- almas que se arrastam pela vida sem ter mais nenhuma capacidade de decisão, após a contaminação delas com o mundo.
[...] Eu creio que, em nosso tempo, justamente por suas características, possa ser difícil existir o espírito eclesiástico sem existir o desejo e o respeito pelo hábito eclesiástico.
[...] Aqui não estamos falando apenas de “hábito eclesiástico”, mas de batina. E tenhamos a coragem de encarar os fatos, sem medo algum do que pode ser dito. [...]
Alguns, para boicotar o uso da batina, ou para se justificar por ter cedido à moda atual contrária à batina, afirmam: “de qualquer maneira, a batina é um hábito litúrgico”, pretendendo, assim, esgotar o eventual uso da batina apenas na liturgia. Isto é claramente falso e capciosamente hipócrita! [...] Francamente, é claro que o clergyman [...] não é a solução mais desejada. Quem não ama a sua batina será capaz de continuar a amar o seu serviço a Deus? O próximo não substitui a Deus! Não é um soldado quem não ama a sua farda. [...] A direção a ser tomada é:
- que, mesmo que a lei permita o clergyman, este não representa, no meio de nosso povo, a solução ideal;
- que quem entende possuir o integral espírito eclesiástico deve amar a sua batina; [...]
- que a defesa da batina é a defesa da vocação e das vocações.
Meu dever como pastor me obriga a olhar muito longe. Tive que constatar que a introdução do clergyman, além da lei e das depravações do hábito eclesiástico, são a causa, provavelmente a primeira, do grave declínio da disciplina eclesiástica na Itália. Quem ama o sacerdócio, não brinque com o seu uniforme!
[Excerto: Card. Giuseppe Siri, A Te sacerdote, vol. II, Frigento: Casa Mariana, 1987, pp. 67-73].
Fonte: Cordialiter | Tradução: Giulia d’Amore

Santo Atanásio.

02.05.2012 - Na Festa de Santo Atanásio.
Santo Atanásio.
Evidentemente, viver em tempos de crise, como os que nós vivemos, é muito penoso e exige-se então, de cada um, verdadeiro heroísmo. É muito fácil defender causas já vitoriosas. O difícil é trabalhar arduamente pela vitória de uma causa justa. É muito fácil ser o corajoso adepto de uma verdade já vencedora. O difícil é aderir à vontade quando ela está perseguida e humilhada. É mais cômodo juntar-se às fileiras do exército vencedor. É mais agradável seguir a maioria, estar bem com quem está no poder. Mas é tremendamente incômodo lutar pela verdade quando até as autoridades patrocinam a causa contrária e favorecem o erro. [...]
Hoje, séculos depois, quando vemos na História da Igreja (Cfr. Denz.-Sch. 561 e 563) que o Papa Honório I favoreceu a heresia e por isso foi condenado pelo seu sucessor Papa São Leão II e pelo VI Concílio Ecumênico por estar em desacordo com a tradição da Igreja, fica fácil dizer que nós, naquele tempo, também estaríamos do lado de São Máximo e São Sofrônio, que resistiram ao Papa e foram canonizados, isto é, colocados pela Igreja como modelo de fidelidade para todos os cristãos. Mas se defendêssemos o “dogma” da obediência incondicional ao Papa, como muitos hoje o fazem, estaríamos sim do lado dos hereges.
Assim também no confronto entre o Papa Libério e Santo Atanásio, este, defensor da ortodoxia e por isso expulso de sua igreja, e aquele, o Papa, que assinou uma fórmula ambígua e heretizante, ao sabor dos hereges e excomungou Atanásio porque este se recusava acompanhá-lo na sua defecção. O Papa Libério então, em nome da paz e da concórdia, declarou-se em união com todos os Bispos, inclusive os semi-arianos, menos com Atanásio, ao qual proclamou alheio à sua comunhão e à comunhão da Igreja Romana (Cfr. Denz.-Sch. 138). Santo Atanásio, por defender a sã doutrina, foi condenado como perturbador da comunhão eclesial! Hoje, depois que a Igreja canonizou Santo Atanásio como ínclito defensor da Fé e da Tradição, fica fácil dizer que estavam certos aqueles poucos que ficaram ao lado do Santo e foram expulsos das igrejas oficiais, sendo obrigados a se reunirem nos desertos debaixo de sol e chuva, mas conservando a fé intacta e respondendo aos hereges: vocês têm os templos, nós temos a Fé! (Cfr. São Basílio, ep. 242, apud Cardeal Newman – Arians of the Fourth Century, apêndice V). Mas, como ficariam, se vivessem naquele tempo, aqueles que põem na obediência o seu universo mental?
Padre Fernando Arêas Rifan, Quer agrade, quer desagrade, Gráfica Lobo, 1999, pp. 47 e 48

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Apostasia pelo mundo

Médicos brasileiros: bebês em gestação deficientes serão despedaçados com aspirador
25.04.2012 - Depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil determinando que bebês que sofrem do defeito de nascença conhecido como anencefalia não são “legalmente” vivos e, portanto, podem ser abortados com total liberdade, médicos brasileiros estão explicando para os meios de comunicação como tais bebês realmente serão mortos sob o novo regime legal.
Numa recente entrevista para Veja, a revista noticiosa mais popular do Brasil, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Carlos Vital, explicou que os médicos terão duas escolhas: “curetagem” ou “aspiração”.
Abortos de bebês anencefálicos serão realizados no segundo ou terceiro trimestre.
Um aborto de curetagem usa uma faca especial para cortar a criança em pedaços, e então raspar seu corpo e placenta da parede uterina. Um aborto de aspiração usa forte sucção para despedaçar a criança, e de modo semelhante a separa de sua mãe.
Aborto por curetagem

De acordo com os médicos, se esses métodos são inadequados em abortos de gravidez mais avançada, o método de dilatação e evacuação seria exigido, envolvendo uma pinça que é usada para despedaçar o corpo maior do bebê. O Dr. Vital disse para Veja que abortos em crianças anencefálicas poderiam ser realizados até o nono mês de gravidez.
O Dr. Vital acrescentou que tais abortos exigirão um comitê de médicos para apurar os “critérios adequados para diagnóstico” de anencefalia, um problema físico cuja definição exata não tem o consenso dos médicos.
Os bebês anencefálicos não desenvolvem a parte superior da cabeça, inclusive o crânio e a parte de superior do cérebro. A maioria morre no útero ou logo após o nascimento, embora alguns tenham vivido alguns dias, meses e até anos com o problema.
Ainda que os profissionais médicos muitas vezes afirmem que tais crianças não estão conscientes de seu ambiente e sejam incapazes de sofrer, pais de bebês anencefálicos relatam que seus filhos mostram sinais de consciência e parecem reagir de modo muito específico a seu ambiente. Alguns médicos utilizam a teoria de que o tronco cerebral de tais bebês tem a capacidade de se adaptar às necessidades de consciência rudimentar, um fenômeno conhecido como “neuroplasticidade”.
Nos Estados Unidos, um número aproximado de 95 por cento dos bebês anencefálicos são mortos dentro do útero de suas mães.
Numa declaração pública sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, o ativista pró-vida brasileiro Pe. Luis Lodi da Cruz chamou o veredicto de “monstruoso” e comentou que, de acordo com o ministro do STF que presidiu o caso, o aborto de uma criança anencefálica “É um procedimento semelhante à remoção de um cadáver”.
“Paradoxalmente, Marco Aurélio admite que o anencéfalo morre depois de um período pequeno de tempo. Ora, como ele pode morrer se já está morto?” perguntou o Pe. Lodi.
OBS. Como pode uma mãe, um pai que autorizaram e os médicos que executaram ganhar o reino de Céu?

sábado, 21 de abril de 2012

7 motivos para permanecer na Missa Tridentina

7 motivos para permanecer na Missa Tridentina

Concílio de Trento
Salve Maria!

A Missa Tridentina ou Missa de Sempre é uma forma litúrgica celebrada em Latim, segundo normas definidas em 5 de Dezembro de 1570 por S. Pio V, definida pelo Concílio de nome homônimo, o Concílio de Trento - Uma das principais reações contra a Reforma Protestante, empregada por papas subseqüentes.

A mesma Missa possuiu e realizou o objetivo de unificar várias tradições que existiam na Igreja, a grande maioria remontando aos primórdios (mais ou menos Sec. III), antes do Pontífice Gregório I. Vigorou até o fim do Concílio Vaticano II, que embora não o tenha substituído - pois, a Missa Tridentina é a missa insubstituível definida em "Ex Catedra" - decretou a sua sobreposição e, subliminarmente. a perseguição à sua prática por parte dos seguidores de doutrinas econômicas e filosóficas de vertentes Liberalistas.

Como o bom Católico não costuma cultivar a hipocrisia e possui a ciência da importância perene da correta e digna celebração da Missa, é de se julgar que não pactue com novas posições adotadas por alguns Padres Teólogos; permanecendo, outrossim, sempre ligado a Sé, a Cátedra de S. Pedro.

Baseado, pois, nas tradições e boas virtudes advindas da moral Católica, pode-se descrever sete linhas de raciocínio explicando-se o porque que a Missa Tridentina deve ser a primeira e única forma de celebrar o Sacrifício de Cristo, vejamos:

  1. O primeiro motivo e mais preponderante, como já citado, é o de que a Missa Tridentina, segundo a Bula "Quo Primum Tempore" do Papa S. Pio V; publicada dogmaticamente, ser a única missa definida para Todo Sempre a ser celebrada. Além do que, o Concílio Vaticano II (pela Graça de Deus) não é dogmático e por isso, ao contrário do Concílio de Trento, está passivo à erros. Veja o que nos diz a Bula supracitada: "E a fim de que todos, e em todos os lugares, adotem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas: nas Igrejas Patriarcais, Catedrais, Colegiais, Paroquiais, quer seculares quer regulares, de qualquer Ordem ou Mosteiro que seja, de homens ou de mulheres, inclusive os das Ordens Militares, igualmente nas Igrejas ou Capelas sem encargo de almas nas quais a Missa conventual deve, segundo o direito ou por costume, ser celebrada em voz alta com coro, ou em voz baixa, segundo o rito da Igreja Romana, ainda quando estas mesmas Igrejas, de qualquer modo isentas, estejam munidas de um indulto da Sé Apostólica, de costume, de um privilégio, até de um juramento, de uma confirmação apostólica ou de quaisquer outras espécies de faculdades. A não ser que, ou por uma instituição aprovada desde a origem pela Sé Apostólica, ou então em virtude de um costume, a celebração destas Missas nessas mesmas Igrejas tenha um uso ininterrupto superior a 200 anos. A estas Igrejas Nós, de maneira nenhuma, suprimimos nem a referida instituição, nem seu costume de celebrar a Missa; mas, se este Missal que acabamos de editar lhes agrada mais, com o consentimento do Bispo ou do Prelado, junto com o de todo Capítulo, concedemos-lhes a permissão, não obstante quaisquer disposições em contrário, de poder celebrar a Missa segundo este Missal." Temos ainda a seguinte passagem que reforça o dito: "7 - Quanto a todas as outras sobreditas Igrejas, por Nossa presente Constituição, que será válida para sempre, Nós decretamos e ordenamos, sob pena de nossa indignação, que o uso de seus missais próprios seja supresso e sejam eles radical e totalmente rejeitados; e, quanto ao Nosso presente Missal recentemente publicado, nada jamais lhe deverá ser acrescentado, nem supresso, nem modificado. Ordenamos a todos e a cada um dos Patriarcas, Administradores das referidas Igrejas, bem como a todas as outras pessoas revestidas de alguma dignidade eclesiástica, mesmo Cardeais da Santa Igreja Romana, ou dotados de qualquer outro grau ou preeminência, e em nome da santa obediência, rigorosamente prescrevemos que todas as outras práticas, todos os outros ritos, sem exceção, de outros missais, por mais antigos que sejam, observados por costume até o presente, sejam por eles absolutamente abandonados para o futuro e totalmente rejeitados; cantem ou rezem a Missa segundo o rito, o modo e a norma por Nós indicados no presente Missal, e na celebração da Missa, não tenha a audácia de acrescentar outras cerimônias nem de recitar outras orações senão as que estão contidas neste Missal."
  2. O segundo motivo diz respeito a diversidade de missas que não condiz com a Unidade da Igreja, descaracterizando-se um único Sacrifício em prol de pequenas homenagens que na verdade ocupam em demasia a Litúrgia Eucarística, cerne do Sacrifício. Assim como definiu o Concílio de Trento, é primordial que exista um só Rito, a saber: "Com a graça de Deus, já foi publicado o Catecismo, destinado à instrução do povo, e corrigido o Breviário, para que se tributem a Deus os devidos louvores. Outrossim, para que ao Breviário correspondesse o Missal, como é justo e conveniente (já que é soberanamente oportuno que, na Igreja de Deus, haja uma só maneira de salmodiar e um só rito para celebrar a Missa), parecia-nos necessário providenciar, o mais cedo possível, o restante desta tarefa, ou seja, a edição do Missal."
  3. O Terceiro motivo e mais incandescente e cáustico para com a Missa do Vaticano II diz respeito a sua criação, no qual, foram convidados (e efetivamente compareceram) representantes de denominações protestantes para literalmente concederem suas opiniões; de modo à tornar próxima a Missa Católica da ceia protestante, ambas incompatíveis. Para tanto, eis o que explicita, em contraponto, a Bula "Quo Primum Tempore": "4 - Para tanto, julgamos dever confiar este trabalho a uma comissão de homens eruditos. Estes começaram por cotejar cuidadosamente todos os textos com os antigos de nossa Biblioteca Vaticana e com outros, quer corrigidos, quer sem alteração, que foram requisitados de toda parte. Depois, tendo consultado os escritos dos antigos e de autores aprovados, que nos deixaram documentos relativos à organização destes mesmos ritos, eles restituíram o Missal propriamente dito à norma e ao rito dos Santos Padres." Além do que, no próprio prefácio do Missal Romano atual, indica-se maleficamente que existiam repetições e orações desnecessárias no antigo rito, por hora substituído pela nova missa; constituindo puro atentado contra a Santidade da Missa Tridentina e sua validade por inteira.
  4. O Quarto motivo ao qual é preferível o Santo Sacrifício no ritual Tridentino, diz respeito à abertura ao ecumenismo e a participação ilícita da comunidade como que substituísse o papel e dever central do Sacerdote. Vemos, pois, um rebaixamento do Sacerdote, segundo teorias maçônicas e marxistas, que implica a sua igualação ao fiéis que é incompatível em diversos sentidos. Ainda, vemos uma exaltação exagerada e forçosa da participação dos fiéis para que o Sacrifício se realize, o que não passa de uma fantasia, estimulando-se ao erro quando os fiéis tomam até mesmo determinadas partes e professão orações exclusivas do Sacerdote (tal qual a Oração pela Paz, como é designada a parte após a oração do Cordeiro de Deus na liturgia eucarística).
  5. O Quinto e insistente motivo para que se adira tão somente à Celebração da Missa em Ritual Tridentino remete a santidade. Muitos santos surgiram mediante a missa criada pelo Concílio Vaticano II, mesmo assim, não duvidando ou sobrepondo a Palavra e Poder da Igreja, os muitos que foram canonizados já pertencem ao processo de Canonização que somente prevê dois milagres para uma declaração de Santidade. Anteriormente, eram necessários mais de 4 milagres, achando-se em um pretérito distante até 8 milagres para uma devida canonização de um Santo; sendo que atualmente, não existe mais o famoso "advogado do diabo", que servia como reforço para que não se declarasse erroneamente ou sob influências, uma pessoa Santa.
  6. O Sexto Motivo diz respeito ao modo ao qual se reza e onde se reza a Santa Missa. Sabemos, que o Concílio Vaticano II não modificou apenas a Santa Missa, como também a estrutura das Igrejas; distanciando o Sacerdote do corpo de Cristo, ao se propor a criação de capelas de Santíssimo e também, ao se decretar a posição "Versus Populum", no qual o Sacerdote fica virado para o Povo. Ora, sabemos que a posição mais correta e digna de um sacerdote celebrar é a "Versus Deum", ao qual se fica virado para o Sacrário, ao mesmo tempo para o Leste onde Jesus foi Crucificado (isso onde as igrejas foram construídas segundo esta base e não a de adequação à vias ou ruas). Ainda mais é sabido que se separamos o Sacerdote do Santíssimo Sacramento reservado no Sacrário, estamos descaracterizando grande parte da Missa.
  7. O Sétimo e último motivo é o mais famoso, que fala de como a nova missa foi feita, por meio de séria confusão e provável conspiração: "De maneira alguma, Padre, creia-me, o Padre Bugnini me diz exatamente o contrário [de que quem propunha as mudanças seria o sapiente Padre Bouyer]: eu nunca recusei sequer uma proposta sua. Padre Bugnini veio me encontrar e disse: “Os experts da Comissão encarregada pela Reforma Litúrgica pediram isso e aquilo”. E como eu não sou um especialista em liturgia (sic!), digo novamente, eu sempre aceitei seus julgamentos. Nunca disse aquilo a Monsenhor Bugnini. Eu fui enganado. Padre Bugnini enganou a mim e enganou o senhor. (Papa Paulo VI)" e dai mais tarde: "A Fumaça de Satanás penetrou na igreja!" [grifos em negrito e em chaves nossos].
Então é muito simples. Quanto mais se aprofundar na história do magistério, mas você se debruçará com estes erros que o impedi, por consciência, de assistir ou ao menos assistir a nova Missa.


Trecho extraído do site do Apostolado Católico Arauto da Verdade©, disponível no link: http://www.arautoveritatis.com/2010/07/7-motivos-para-permanecer-na-missa.html#ixzz1shYWUyZW
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

APOSTASIA PELO MUNDO

Dança do Espetinho: Profanação na Santa Missa em São Sebastião SP
20.04.2012 - Posto aqui uma profanação terrível da Santa Missa que aconteceu em São Sebastião - SP, pelos jovens da Pastoral da Juventude (juntamente com o sacerdote, que não a impediu, e pelos fiéis, que nada fizeram).
Nota de www.rainhamaria.com.br - por Dilson Kutscher
Realmente a Casa de DEUS virou um salão de festas, fazem o maior carnaval e ainda por cima acham isto perfeitamente normal nos dias de hoje. Quando denunciamos com muita tristeza, perplexidade e temor, por tais profanações estarem tornando-se rotineiras nas paróquias,, muitos "católicos" dizem que não se pode julgar estes atos grotescos dentro da Igreja. Ora, senhores "catolicos modernistas", quem vos julgará será o DONO DO TEMPLO, Quem Julgará este desrespeito, carnaval, profanação ao Sagrado na Casa do DEUS SANTO, será o proprio DONO DA VINHA. Não julgamos, porém, avisamos, para que depois diante do Justo Juiz, não digam que desconheciam que seus atos eram um desrespeito ao Sagrado, uma profanação na CASA DO SENHOR.
Veja a Mistura do Sagrado com o profano...
Diz na Sagrada Escritura:
"Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro". (Ez 22, 26)

Fonte: http://otradicionalista.blogspot.com.br
O blog acima citado comentou o seguinte:
Pelo que vemos, essa tal "dança do espetinho" foi feita durante o Santo Sacrifício da Missa, aos olhos do sacerdote e de todos os fiéis. E, mesmo que não fosse durante a Missa, já seria algo profundamente repugnante, pois foi feita numa igreja católica, uma casa de Deus. Até mesmo em qualquer outro lugar profano ela não seria nada apreciável. É o que podemos chamar de baixa cultura, ou contra-cultura, se "inculturando" na Liturgia Católica. O resultado? Um verdadeiro desastre espiritual, uma profanação satânica de tudo o que é mais é sagrado, e que deveria ser profundamente respeitado.
Muitos devem achar que estou sendo exagerado.
Vejamos então que bela letra a "dança do espetinho" tem:
"Dança gente grande...
Dança pequenininho...
Tá todo mundo louco...
Com a dança do espetinho!"
"Tem Espeto médio...
E Espeto normal...
A Dança do Espetinho...
Invadiu o Litoral!"
"Cuidado com o espeto...
Que o espeto te espeta...
Te espeta daqui...
Te espeta de lááááá.."
"Estou com uma fome..
Estou com um soninho..
Mas o que eu quero mesmo,
É comer um Espetinho!"
"Vem no sapatinho...
Vem no miudinho...
Dança Bonitinho...
É a Dança do espetinho!"
"Tem churrasqueira Grande
Churrasqueira Pequena
Tem espeto pra loira
E também para morena!"
"O Paulinho é meu amigo...
Ele é muito legal...
A Dança do Espetinho...
É Mania Naciona!"
Sim, por mais incrível que possa parecer, isso foi cantado durante a Missa. Cantado e coreografado, explicitemos. O que está acontecendo com nossos jovens? Sempre tive um pé atrás com a Pastoral da Juventude e seus "encontros". Em minha cidade, os "Encontros de Jovens" também faziam certo sucesso, mas nunca os frequentei. Achava de uma infantilidade (para não dar outros adjetivos) tremenda. "(...) braço direito; braço esquerdo; perna direita; perna esquerda; balança a cabeça; dá uma voltinha; da um pulinho; abraça o irmão..." Acredito que muitos saibam do que eu estou falando. Entretanto, nunca esperei que isso fosse chegar a tal ponto. Como os jovens são criativos, não?!, devem ter pensado os fiéis. Entretanto, mais criativo ainda é aquele que busca de toda forma ofender a Nosso Senhor e a Igreja, sua inimiga n.º 1. Será que é a isso que chamam de envangelizar os jovens? Isso é a catequese de hoje? Deus nos livre dela!