sexta-feira, 6 de abril de 2012

hora tertia - "et crucifixerunt Eum"

"tradidit eis illum ut crucifigeretur"
*
"Golgotha ubi crucifixerunt Eum et cum eo alios duos, hinc et hinc, medium autme Iesum"
*


"Erat autem scritum: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum; ...
Et erat scriptum hebraice, graece et latine"

E, dito isto, expirou.


 


...
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quando se pensa quem é um Sacerdote...

Quando se pensa...

Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que faz um sacerdote.
Quando se pensa que nem os anjos, nem os arcanjos, nem São Miguel, nem São Gabriel, nem São Rafael, nem um dos principais daqueles que venceram Lúcifer pode fazer o que faz um sacerdote.
Quando se pensa que Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, realizou um milagre maior que a Criação do universo com todos os seus esplendores, ou seja, o de converter o pão e o vinho em Seu Corpo e Seu Sangue para alimentar o mundo, e que este portento, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, pode repeti-lo cada dia o sacerdote.
Quando se pensa em outro milagre que somente um sacerdote pode realizar: perdoar os pecados, e o que liga no fundo de seu humilde confessionário, Deus, obrigado por sua própria palavra, o liga no Céu, e o que ele desliga, no mesmo instante desliga Deus.
Quando se pensa que um sacerdote faz mais falta que um rei, mais do que um militar, um banqueiro, um médico, mais do que um professor, porque ele pode substituir a todos e nenhum deles pode substituí-lo.
Quando se pensa que um sacerdote, quando celebra no altar tem uma dignidade infinitamente maior que a de um rei; e não é nem um símbolo, nem sequer um embaixador de Cristo, mas o próprio Cristo que está ali repetindo o maior milagre de Deus.
Quando se pensa tudo isto...

Compreende-se o afã que, em tempos antigos, cada família ansiava para que de seu seio brotasse, como uma vara de nardo, uma vocação sacerdotal.
Compreende-se o imenso respeito que os povos tinham pelos sacerdotes, o que se refletia nas suas leis.
Compreende-se que se um pai ou uma mãe obstruem a vocação sacerdotal de um filho é como se renunciassem a um título de nobreza incomparável.
Compreende-se que um seminário ou um noviciado é mais que uma igreja, uma escola e um hospital.
Compreende-se que custear os estudos dum jovem seminarista ou noviço é aplanar o caminho pelo qual chegará ao altar um homem que durante meia hora cada dia será muito mais que todas as dignidades da terra e que todos os santos do céu, pois será o próprio Cristo, sacrificando Seu Corpo e Seu Sangue, para alimentar o mundo.

Hugo Wast, escritor e político argentino, cujo nome era Gustavo Martínez Zuviría (1883-1963). Navega hacia alta mar, págs. 1750-1751, em Obras Completas, Ediciones Fax, Madrid. Publicado na Revista Sim Sim Não Não (FSSPX), n. 64 - Abril de 1998, e neste blog também.
  Depois de refletir sobre tudo isso, você entenderá, então, por que Satanás faz o impossível para destruir a figura do sacerdote.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sagrado Coração de Jesus

DETENTE
 


Uma bela explicação sobre este belíssimo sacramental e piedosissimo encontrada no site Lepanto

O DETENTE

Indulgência: O Papa Pio IX concedeu no ano de 1872, uma indulgência de 100 dias, uma vez ao dia, a todos os fieis que usarem ao redor de seus pescoços este emblema piedoso e rezarem um Pai-Nosso, Ave-María e Glória.

Uma devoção mais atual e necessária do que nunca para a efetiva obtenção do que há 2000 anos todos os verdadeiros cristãos vêm pedindo, quando rezam: “Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa Vontade, assim na Terra como no Céu”.
“Eis aqui o Coração que tanto amou os homens,
que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se,
para testemunhar-lhes seu amor;
e, por reconhecimento, não recebe da maior parte
deles senão ingratidões”
Se hoje Nosso Senhor Jesus Cristo voltasse à Terra, poderia ser novamente crucificado! Por quê? Por que tanta maldade contra Aquele a Quem devemos nossa salvação? Contra Aquele que se ofereceu como vítima para redimir os pecados dos homens? Contra Alguém que só deseja o nosso bem?
Para responder tudo numa só frase: a espantosa ingratidão dos homens.
Ingratidão que, devido aos nossos pecados, à dureza de nossos corações, impede-nos de corresponder ao amor do Divino Redentor, que ofereceu sua vida por nós. Que nos impede sermos gratos, amando sobre todas as coisas Aquele que tanta dileção teve pelos homens e por eles foi tão pouco amado.
Devido a essa incorrespondência da humanidade a seu Criador, ela se encontra atualmente submersa numa corrupção moral generalizada e sem precedentes.
Mas abandonaria a Providência Divina os homens, deixando-os entregues a si mesmos, afundados em sua impiedade e depravações?
Não. Apesar de todas as ofensas contra Aquele que morreu por nós, a inesgotável misericórdia de Deus jamais abandona os homens, mesmo quando envia seus justos e imprescindíveis castigos. Ela nunca deixa de dispensar abundantes graças, incitando os homens ao arrependimento. Mas é necessário reparar o pecado cometido, retornar à observância dos Mandamentos, e, mediante a conversão, alcançar o perdão e as graças tão necessárias para uma vida virtuosa e a salvação eterna.
Para isso, sem dúvida, uma das maiores graças é a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Desse adorável Coração, transpassado pela lança de Longinus, jorrou sangue e água no alto do Calvário, para nos salvar (cfr. Jo 19,34). Desse adorável Coração, ainda em nossos dias, e apesar de nossas ingratidões, tibiezas e desprezos, as graças jorram abundantes para todos aqueles que sinceramente as desejem. Basta que as peçamos com toda confiança.

Vitral representando a aparição de Nosso Senhor
a Santa Margarida Maria Alacoque em 1675
“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom 5,20)
Ainda atualmente ecoam as sublimes palavras de 328 anos atrás. Palavras que soam num timbre divino, como vindas da eternidade, pronunciadas entretanto no recolhimento de um humilde convento, mas que atravessam os séculos. Foram dirigidas a uma privilegiadíssima freira do convento da Visitação de Santa Maria, em Paray-le-Monial (Borgonha, França). Trata-se de Santa Margarida Maria Alacoque (1647 – 1690). [Veja quadro à pág. 4]
Estava ela rezando diante do Santíssimo Sacramento, a 16 de junho de 1675, quando Nosso Senhor lhe aparece. Depois de um breve diálogo, Ele aponta para seu próprio Coração e diz:
“Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor; e, por reconhecimento, não recebe da maior parte deles senão ingratidões, por suas irreverências, sacrilégios e pelas indiferenças e desprezos que têm por Mim no Sacramento do amor. Mas o que Me é ainda mais penoso é que corações que Me são consagrados agem assim.
“Por isso, Eu te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar meu Coração, comungando-se neste dia e fazendo-Lhe um ato de reparação, em satisfação das ofensas recebidas durante o tempo que estive exposto nos altares. Eu te prometo também que meu Coração se dilatará para distribuir com abundância as influências de seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestem culto e que procurem que Lhe seja prestado”1.

O Beato Pio IX concedeu aprovação definitiva
à devoção do Detente,dizendo: “Vou benzer este Coração,
e quero que todos aqueles que forem feitos
segundo este modelo recebam esta mesma bênção”.
“O Sagrado Coração será a salvação do mundo”
Entretanto, apesar do pungente dessa revelação — bem como das demais promessas de Paray-le-Monial —, hoje ela caiu no esquecimento. Não podemos permanecer ingratos e indiferentes diante dessa suprema manifestação de bondade e amor. Temos uma premente necessidade de desagravar o Sagrado Coração de Jesus, atender seu pedido e difundir seu culto. Nossa reparação atrairá a misericórdia de Deus e as abundantes graças indispensáveis para a salvação da humanidade, tão distanciada dos preceitos divinos.
“A Igreja e a sociedade não têm outra esperança senão no Sagrado Coração de Jesus; é Ele que curará todos os nossos males. Pregai e difundi por todas as partes a devoção ao Sagrado Coração, ela será a salvação para o mundo”2. Essa impressionante afirmação é do Papa Pio IX (1846-1878) — recentemente beatificado — ao Padre Julio Chevalier, fundador dos Missionários do Coração de Jesus, mostrando que nessa devoção depositava toda sua esperança.

Poderosa proteção que nos vem do Céu
Catolicismo, já em diversas ocasiões, tem divulgado matérias sobre a devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus (por exemplo, nas edições de junho/1986, julho/1988, junho/1992 e junho/1994). No presente mês de junho, que tem todos os seus dias consagrados ao Sagrado Coração, e cuja festa principal comemoramos no dia 27, desejamos abordar, entre as várias e magníficas promessas desse adorável Coração, uma que ainda não apresentamos nestas páginas: a devoção ao Detente, oEscudo do Sagrado Coração de Jesus.
Essa piedosa prática, outrora muito difundida entre os católicos, é um modo simples, mas esplêndido, de manifestarmos permanentemente nossa gratidão e amor ao Sagrado Coração, vítima de nossos pecados. E, ao mesmo tempo, d´Ele recebermos inúmeros benefícios e uma proteção extraordinária contra todos os perigos. Esse é o tema que passaremos a expor.

Detente: poderosa proteçao
contra as armadilhas do demônio
O que é um Detente? Uma armadura espiritual?
É um poderoso Escudo que a Divina Providência colocou à nossa disposição, a fim de nos proteger contra os mais diversos perigos que enfrentamos em nosso dia-a-dia. Para isso, basta levá-lo consigo, não havendo necessidade de ser bento, pois o bem-aventurado Papa Pio IX estendeu sua bênção a todos os Escudos — como veremos adiante.
Detente, ou Escudo do Sagrado Coração de Jesus — também conhecido como bentinho, salvaguarda,ou mesmo como pequeno escapulário do Sagrado Coração — é um emblema com a imagem do Sagrado Coração e a divisa: Alto! O Coração de Jesus está comigo.Venha a nós o Vosso Reino!
É comum levarmos no bolso, ou em nossas carteiras, pastas etc., fotografias de pessoas a quem muito queremos (pais ou filhos, por exemplo). Assim, ter consigo o Detente é um meio de expressar nosso amor ao Sagrado Coração de Jesus; sinal de nossa confiança em sua proteção contra as armadilhas do demônio e perigos de toda ordem. Levando conosco esse Escudo, estaremos continuamente como que afirmando: Alto! Detenha-te, demônio; detenha-se toda maldade; todo perigo; todo desastre; detenham-se todos os assaltos; todas as balas de bandidos; todas as tentações; detenha-se todo inimigo; toda enfermidade; detenham-se nossas paixões desordenadas — pois o Sagrado Coração de Jesus está comigo!
Portar esse Escudo auxilia-nos, além dessas e de tantas outras proteções, a recordar continuamente as promessas do Sagrado Coração de Jesus; é símbolo de nossa total confiança na proteção divina; é um sinal de nossa permanente súplica e fidelidade a Nosso Senhor e um pedido de que Ele faça nossos corações semelhantes ao d’Ele.

Origem do Escudo do Sagrado Coração de Jesus
Santa Margarida Maria Alacoque — como testemunha sua carta, escrita no dia 2 de março de 1686, dirigida à sua Superiora, Madre Saumaise — transcreve um desejo que lhe fora revelado por Nosso Senhor: “Ele deseja que a Senhora mande fazer uns escudos com a imagem de seu Sagrado Coração, a fim de que todos aqueles que queiram oferecer-Lhe uma homenagem, os coloquem em suas casas; e uns menores, para as pessoas levarem consigo”3. Nascia, assim, o costume de portar esses pequenos Escudos.
Essa santa devota do Detente portava-o sempre consigo e convidava suas noviças a fazerem o mesmo. Ela confeccionou muitas dessas imagens e dizia que seu uso era muito agradável ao Sagrado Coração.
A autorização para tal prática, no início, foi concedida somente aos conventos da Visitação. Depois, foi mais difundida pela Venerável Ana Magdalena Rémuzat (1696-1730). A essa religiosa, também da mesma Ordem da Visitação, falecida em alto conceito de santidade, Nosso Senhor fez saber antecipadamente o dano que causaria uma grave epidemia na cidade francesa de Marselha, em 1720, bem como o maravilhoso auxílio que os marselheses receberiam com a devoção a seu Sagrado Coração. A referida visitandina fez, com a ajuda de suas irmãs de hábito, milhares desses Escudos do Sagrado Coração e os repartiu por toda a cidade onde grassava a peste.
A história registra que, pouco depois, a epidemia cessou como por milagre. Não contagiou muitos daqueles que portavam o Escudo, e as pessoas contagiadas tiveram um extraordinário auxílio com essa devoção. Em outras localidades ocorreram fatos análogos. A partir de então, o costume se estendeu por outras cidades e países4.

Os requetés espanhóis tinham o Escudo do
Sagrado Coração de Jesus como seu brasão,
durante a Cuerra Civil de 1936.
Escudo distintivo de contra-revolucionários
Em 1789, eclodiu na França, com trágicas conseqüências para o mundo inteiro, um flagelo muitíssimo mais terrível que qualquer epidemia: a calamitosa Revolução Francesa.
Nesse período, os verdadeiros católicos encontraram amparo no Sacratíssimo Coração de Jesus, e o Escudo protetor era levado por muitos sacerdotes, nobres e populares que resistiram à sanguinária Revolução anticatólica. Até mesmo senhoras da corte, como a Princesa de Lamballe, portavam esses Escudos bordados preciosamente em tecidos. E o simples fato de levá-los consigo transformou-se no sinal distintivo daqueles que eram contrários à Revolução Francesa.
Entre os pertences da Rainha Maria Antonieta, guilhotinada pelo ódio revolucionário, encontraram um desenho do Sagrado Coração, com a chaga, a cruz e a coroa de espinhos, e os dizeres: “Sagrado Coração de Jesus, tende misericórdia de nós!” 5.
Outra Rainha de França, também devota do Detente, foi Maria Leszczynska. Em 1748 ela recebeu de presente, do Papa Bento XIV, vários Escudos do Sagrado Coração, por ocasião de seu matrimônio com o Rei Luís XV. De acordo com as memórias desse tempo, entre os presentes enviados pelo Pontífice havia “muitos Escudos do Sagrado Coração, feitos em tafetá vermelho e bordados em ouro” 6.

O comunismo sempre perseguiu a devoção
ao Sagrado Coração de Jesus.
Em Cuba, monumentos dedicados a esta devoção
foram trocados por estátuas de Che Guevara.
Muitos opositores do regime comunista de Fidel Castro
morreram no Paredón com o heróico brado:
Viva Cristo Rei! nos lábios.
Heroísmo dos devotos do Sagrado Coração de Jesus
Na região da Mayenne (oeste da França), osChouans — heróicos resistentes católicos, que enfrentaram com bravura e ardor religioso os revolucionários franceses de 1789 — bordavam em seus trajes e bandeiras o Escudo do Sagrado Coração de Jesus. Era como se fosse um brasão e, ao mesmo tempo, uma armadura: “brasão” usado para reafirmar sua Fé católica; “armadura” para defenderem-se contra as investidas adversárias.
Também como “armadura espiritual”, esse Escudofoi ostentado por muitos outros líderes e heróis católicos que morreram ou lutaram em defesa da Santa Igreja, como os bravos camponeses seguidores do aguerrido tirolês Andreas Hofer (1767-1810), conhecido como “o Chouan do Tirol”.Esses portavam o Escudo para se protegerem nas lutas contra as tropas napoleônicas que invadiram o Tirol.
Um fato histórico semelhante ocorreu, na época atual, em Cuba. Os católicos cubanos que não se deixaram subjugar pelo regime comunista, e o combateram, tinham especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Quando presos e levados para o “paredón” (onde eram sumariamente fuzilados), enfrentaram os carrascos fidelcastristas bradando “Viva Cristo Rei! — seguindo o exemplo de seus irmãos no ideal católico, os Cristeros, no México, também martirizados por ódio à Fé, no início do século XX.
Na antiga Pérola das Antilhas (atual Ilha Presídio) antes de ser escravizada pela tirania de Fidel Castro, havia muitas estátuas do Sagrado Coração de Jesus em suas bem arborizadas praças. Mas, após a dominação comunista, as belas estátuas do Sagrado Coração de Jesus foram derrubadas e — pasme o leitor — substituídas por estátuas de Che Guevara… A estátua do guerrilheiro que tinha suas mãos tintas de sangue inocente, desse revolucionário que fez correr um rio de sangue por vários países latino-americanos, colocada em lugar da imagem do Sagrado Coração, que representava a misericórdia divina e o perdão!

Milicianos de esquerda, na Espanha, fuzilam
a imagem do Sagrado Coração no Cerro de Los Angeles,
na capital espanhola,
em 28 de julho de 1936.
O bem-aventurado Papa Pio IX e o Detente
Em 1870, uma senhora romana, desejando saber a opinião do Sumo Pontífice Pio IX a respeito doEscudo do Sagrado Coração de Jesus, apresentou-lhe um. Comovido à vista desse sinal de salvação, o Papa concedeu aprovação definitiva a tal devoção e disse: “Isto é, senhora, uma inspiração do Céu. Sim, do Céu”. E, depois de breve recolhimento, acrescentou:
Vou benzer este Coração, e quero que todos aqueles que forem feitos segundo este modelo recebam esta mesma bênção, sem ser necessário que algum outro padre a renove. Ademais, quero que Satanás de modo algum possa causar dano àqueles que levem consigo o Escudo, símbolo do Coração adorável de Jesus” 7.
Para impulsionar o piedoso costume de portar consigo o Escudo, o Bem-aventurado Pio IX concedeu, em 1872, 100 dias de indulgência para todos os que, portando essa insígnia, rezassem diariamente um Padre Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai 8.
Depois disso, o Santo Padre compôs esta bela oração:
“Abri-me o vosso Sagrado Coração, ó Jesus!… mostrai-me os seus encantos, uni-me a Ele para sempre. Que todos os movimentos e palpitações do meu coração, mesmo durante o sono, Vos sejam um testemunho do meu amor e Vos digam sem cessar: Sim, Senhor Jesus, eu Vos adoro… aceitai o pouco bem que pratico… fazei-me a mercê de reparar o mal cometido… para que Vos louve no tempo e Vos bendiga durante toda a eternidade. Amém” 9.

O Escudo em ocasiões de grande perigo
Em nossos tempos em que, devido à violência avassaladora e generalizada, os perigos nos ameaçam de todos os lados, é de primordial importância o uso do Escudo do Sagrado Coração de Jesus.Levando-o conosco — pode-se também colocá-lo em nossa casa, junto ao material escolar dos filhos, no automóvel, local de trabalho, sob o travesseiro de um enfermo etc. — estaremos, no interior de nossas almas, como que repetindo o que disse o Apóstolo São Paulo: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (Rom 8,31). Pois não há perigo de que Ele não possa nos livrar. E mesmo em meio às dificuldades que a Providência envie para nos provar, estaremos confiantes na proteção divina, que nunca abandona aqueles que recorrem pedindo amparo e proteção.
Evidentemente, se nosso pedido de auxílio for feito por meio da Santíssima Mãe de nosso Divino Redentor, Ele nos ouvirá com muito mais agrado e mais rapidamente nos atenderá. Pois Ele a constituiu Medianeira de todas as graças, dando-nos assim uma prova ainda maior de amor, ao nos dar por Mãe sua própria Mãe.

O Sagrado Coração de Jesus e Maria
São João Eudes (1601-1680) — fundador da Congregação de Jesus e Maria — de tal modo considerava uma só as devoções ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, que dizia: “o Sagrado Coração de Jesus e Maria”. Note bem o leitor, a frase está no singular, como se fosse um só coração, para assim acentuar a íntima união de ambas as devoções. Dois Corações inseparáveis, tão unidos que não se pode querer considerá-los separadamente.
Não ama verdadeiramente o Sagrado Coração de Jesus, quem não ama o Imaculado Coração de Maria. Por essa razão é que na Medalha Milagrosa, universalmente conhecida, estão cunhados, em seu reverso, os dois corações: o de Jesus e o de Maria. O primeiro cercado de espinhos e o segundo transpassado por uma espada.
Por ocasião da celebração em Paray-le-Monial do centenário da Consagração do gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus, realizada por Leão XIII em 11 de junho de 1899, João Paulo II enviou uma mensagem na qual acentua a união da devoção ao Coração de Jesus e ao Coração de Maria Santíssima: “Depois de São João Eudes, que nos ensinou a contemplar Jesus — o coração dos corações — no coração de Maria, e a fazer com que amássemos estes dois corações, o culto prestado ao Sagrado Coração expandiu-se”.

Imaculado Coração de Maria
Rogai por nós!
O reinado social do Coração de Jesus e Maria
“Nada nos pode dar maior confiança, esperança mais fundada, estímulo mais certo, do que a convicção de que em todas as nossas misérias, em todas as nossas quedas, não temos apenas, a nos olhar com o rigor de Juiz, a infinita Santidade de Deus, mas também o coração cheio de ternura, de compaixão, de misericórdia, de nossa Mãe Celeste”— escrevera Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas do “Legionário”.
O inolvidável fundador da TFP prossegue: “Onipotência suplicante, Ela saberá conseguir para nós tudo quanto nossa fraqueza pede para a grande tarefa de nosso reerguimento moral. Com este coração, todos os terrores se dissipam, todos os desânimos se esvaem, todas as incertezas se desanuviam. O Coração Imaculado de Maria é a Porta do Céu, aberta de par em par aos homens de nosso tempo, tão extremamente fracos. E esta porta, ninguém a poderá fechar — nem o demônio, nem o mundo, nem a carne.
Fazer apostolado é, essencialmente, salvar almas. Aos que se interessam pelo apostolado, nada deve importar mais do que o conhecimento das devoções providenciais com que o Espírito Santo enriquece a Santa Igreja em cada época, para a utilidade das almas. O Sumo Pontífice atualmente reinante [Pio XII] aponta duas devoções: a do Sagrado Coração de Jesus, a do Coração Imaculado de Maria.
Aparecendo em Fátima, Nossa Senhora disse textualmente aos pastorinhos que uma intensa devoção ao Coração Imaculado de Maria seria o meio de salvação do mundo contemporâneo. Milagres sem conta têm atestado a autenticidade da mensagem celeste. Não nos resta senão conformarmo-nos ao ditame que dela decorre. Se essa é a salvação do mundo, se queremos salvar o mundo, apregoemos o meio providencial para sua salvação. No dia em que tivermos legiões de pessoas verdadeiramente devotas do Coração Imaculado de Maria, o Coração de Jesus reinará sobre o mundo inteiro. Com efeito, essas duas devoções não se podem separar. A devoção a Maria Santíssima é a atmosfera própria da devoção a Nosso Senhor. O verão traz as flores e os frutos. A devoção a Nossa Senhora gera como fruto necessário o amor sem reservas a Nosso Senhor Jesus Cristo. E, no dia em que o mundo inteiro voltar a Jesus por Maria, o mundo estará salvo” 10.

Analogia entre Paray-le-Monial e Fátima
Em Paray-le-Monial, Nosso Senhor disse a Santa Margarida Maria Alacoque: “Não receeis nada; Eu reinarei apesar de meus inimigos e de todos aqueles que a isso queiram se opor” 11.
Em Fátima, no dia 13-7-1917 — mais de três séculos após as aparições de Paray-le-Monial — Nossa Senhora confirma indiretamente a revelação feita à santa confidente do Sagrado Coração de Jesus, quando afirmou categoricamente: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.
É a confirmação da vitória final, com a efetivação da realeza sagrada do Coração de Jesus e Maria sobre a Terra inteira; do restabelecimento do reino social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os corações, sobre todos os povos.
Com a realização dessas duas grandes promessas, estará sendo atendida a súplica que há 2000 anos a Cristandade vem fazendo, ao rezar o Padre Nosso: “Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa Vontade, assim na Terra como no Céu” (Mt 6,9-13). O que — vem a propósito relembrar, no final deste artigo — corresponde à inscrição que consta na parte inferior do maravilhoso Escudo do Sagrado Coração de Jesus.

* * *

Santa Margarida Maria Alacoque – Confidente do Sagrado Coração de Jesus



Santa Margarida Maria Alacoque
Essa grande santa visitandina nasceu em Verosvres (França), em 22-7-1647, e três dias depois recebeu o batismo.
Ainda muito pequena, bastava alguém dizer-lhe que tal coisa ofendia a Deus, para que ela compreendesse imediatamente que não se devia fazer. A menina Margarida Maria rezou certo dia: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço o voto de castidade perpétua”. Mais tarde, ela própria disse que não sabia o que significava“voto de castidade perpétua”, mas sentiu-se inspirada a fazer essa consagração.
Quando contava oito anos, devido à morte de seu pai, passou dois anos como aluna no convento das clarissas, em Charolles, e fez ali sua primeira comunhão. Vendo o bom exemplo das religiosas, nasceu em sua alma a vocação religiosa.
Como um indício da grande vocação a que ela era chamada, é oportuno lembrar um fato de sua vida: muito devota da Santíssima Virgem, rezava todos os dias o terço de joelhos. Mas um dia rezou-o sentada. Nossa Senhora apareceu-lhe e a repreendeu: “Estranho muito, minha filha, que me sirvas com tanto desleixo”.
Mais tarde, quando manifestou a familiares seu desejo de ser religiosa, esses pressionaram-na para que entrasse no convento das ursulinas. Ela respondia: “Eu quero ir às visitandinas, em um convento bem longe, onde não tenha nem parentes nem conhecidas, porque não quero ser religiosa senão por amor de Deus”.
Afinal, aos 24 anos, seu desejo se cumpriu, depois de 10 anos de provações. Entrou no convento das visitandinas de Paray-le-Monial da Ordem da Visitação de Santa Maria — instituição religiosa fundada por São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana de Chantal (1572-1641). Esse convento francês fora escolhido por Nosso Senhor para, a partir daí, mais intensamente expandir pelo mundo inteiro a devoção a seu Sacratíssimo Coração.
Como religiosa nesse convento, por três ocasiões sucessivas o Divino Redentor apareceu-lhe com o Sagrado Coração à mostra, fez-lhe ver o desejo ardente que tinha de salvar os pecadores e pediu a instituição de uma festa litúrgica para honrá-Lo, bem como a comunhão reparadora das primeiras sextas-feiras do mês.
Tal missão não se realizaria senão com muitas lutas e sofrimentos. Ela era criticada dentro e fora do convento. Internamente, criticava-se tal devoção como sendo uma “novidade extravagante”; externamente, era criticada pelos jansenistas* — os progressistas da época. Esses atacavam virulentamente o culto ao Sagrado Coração e à Eucaristia.
Entretanto, o Divino Redentor quis servir-se da santa religiosa visitandina para difundir universalmente a devoção. Após sua morte, em 1690, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus estendeu-me muito, não apenas na França, mas por outros países. Ela foi canonizada em 1920, pelo papa Bento XV**.
____________
* Jansenismo: heresia que constituiu uma corrente semi-protestante no interior da Igreja. Era de um rigorismo hirto e despropositado. Foi instituída pelo holandês Cornélio Jansênio, bispo de Ypres (1636). Este negava a infinita misericórdia de Deus e defendia a predestinação. Tal heresia foi condenada por diversos Papas, entre os quais Inocêncio X, pela bula papal Cum occasione (1653).
** Cfr. Vie et Révélations de Sainte Marguerite-Marie Alacoque écrites par elle-même, Imprimerie St-Paul, Bar-le-Duc, França, 1947; e
http://www.corazones.org/santos/margarita_maria_alacoque_escritos.htm.

Alguns apóstolos da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

O Papa Pio XII, pela Encíclica Haurietis Aquas (1956), recorda alguns santos que mais se distinguiram na difusão dessa devoção.
São Cláudio de la Colombière
“Querendo agora indicar as etapas gloriosas percorridas por este culto na história da piedade cristã, mister é recordar, antes de tudo, os nomes de alguns daqueles que bem podem ser considerados os porta-estandartes desta devoção, a qual, em forma privada e de modo gradual, foi-se difundindo cada vez mais nos institutos religiosos.
Assim, por exemplo, distinguiram-se por haver estabelecido e promovido cada vez mais este culto ao Coração Sacratíssimo de Jesus: São Boaventura, Santo Alberto Magno, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Siena, o Beato Henrique Suso, São Pedro Canísio e São Francisco de Sales. A São João Eudes deve-se o primeiro ofício litúrgico em honra ao Sagrado Coração de Jesus, cuja festa se celebrou, pela primeira vez, com o beneplácito de muitos Bispos de França, a 20 de outubro de 1672.
Mas, entre todos os promotores desta excelsa devoção, merece lugar especial Santa Margarida Maria Alacoque, que, com a ajuda do seu diretor espiritual, o Beato Cláudio de la Colombière, e com o seu zelo ardente, conseguiu, não sem admiração dos fiéis, que este culto adquirisse um grande desenvolvimento e, revestido das características do amor e da reparação, se distinguisse das demais formas da piedade cristã”*.
* * *
Nesse documento, Pio XII destaca o Beato Cláudio de la Colombière (1641-1682), canonizado em 1992 por João Paulo II. Este santo jesuíta desempenhou papel fundamental na propagação das revelações do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. Foi ele o primeiro a crer na veracidade dessas revelações e quem apoiou a santa em seus momentos mais difíceis, devido à oposição e às perseguições que ela sofreu por parte daqueles que não acreditavam nas revelações. Providencialmente, São Cláudio tornou-se o diretor espiritual da santa visitandina**.
_________
* Pio XII, Encíclica Haurietis Aquas, nn. 60-61. Apud Péricles Capanema Ferreira e Melo, O estandarte da vitória – A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época, Artpress, São Paulo, 1998, p. 28.
** Cfr. http://www.corazones.org/santos/claudio_colombiere.htm.

Algumas importantes datas
1765: Decreto da Congregação dos Ritos, de 25 de janeiro, concedendo aos Bispos da Polônia e à Arquiconfraria Romana do Sagrado Coração a faculdade de celebrar a festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. No dia 6 de fevereiro, o Papa Clemente XIII aprova o decreto. Em 10 de julho, a autorização é concedida também às freiras visitandinas.
1856: O Santo Padre Pio IX, por decreto da Congregação dos Ritos, em 23 de agosto, “atendendo às súplicas dos Bispos da França e de quase todo o mundo católico, estendeu a toda a Igreja a festa do Sagrado Coração”.
1899: O Papa Leão XIII promulga, em 25 de maio, a Encíclica Annum Sacrum sobre a consagração do gênero humano ao Sagrado Coração. E realiza essa solene consagração em 11 de junho. Ato considerado por Leão XIII como o mais importante de seu pontificado.
1925: Encíclica Quas Primas, de Pio XI, instituindo a festa de Cristo Rei.
1928: Encíclica Miserentissimus Redemptor, de Pio XI, sobre a reparação que todos devemos ao Sagrado Coração.
1956: Encíclica Haurietis Aquas, de Pio XII, sobre o culto ao Sagrado Coração. Publicada na comemoração do centenário da extensão para a Igreja Universal da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. É o documento por excelência sobre o tema, com os fundamentos teológicos dessa devoção. Refuta cabalmente as principais objeções levantadas contra ela.
2002: Documento da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia) publica os princípios e as orientações sobre o culto ao Sagrado Coração de Jesus.“Não há dúvida de que a devoção ao Sagrado Coração do Salvador foi, e continua sendo, uma das expressões mais difundidas e amadas pela piedade eclesial [...]. Como têm recordado freqüentemente os Romanos Pontífices, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento nas Sagradas Escrituras [...], constitui uma grande expressão histórica da piedade da Igreja para com Jesus Cristo, seu esposo e senhor; requer uma atitude de fundo, constituída pela conversão e reparação, pelo amor e a gratidão, pelo empenho apostólico e a consagração a Cristo e à sua obra de salvação. Por isto a Sé Apostólica e os Bispos a recomendam, e promovem sua renovação”.


Notas:
1– Sainte Marguerite Marie, Sa vie écrite par elle-même, Edições Saint Paul, Paris, 1947, pp. 70-71. Imprimatur de M. P. Georgius Petit, Bispo de Verdun.
2– Pe. Jules Chevalier, Le Sacré-Coeur de Jésus, Retaux-Bray, Paris, 1886, p. 382.
3– Corazones.org (Vida y Obras, vol. II, p. 306).
4– Cfr. Padre Auguste Hamon, S.J., Histoire de la Dévotion au Sacré-Coeur de Jésus, vol. III, p. 425 a 431.
5– Cfr. De Franciosi, S.J., La dévotion au Sacré-Coeur de Jésus, pp. 289 – 290.
6– Op. cit. p. 289.
7– Cfr. Preces et pia opera, nº 219; vide 1 e vide 2
8– Op. cit.
9– Op. cit.
10– Plinio Corrêa de Oliveira, “Legionário”, 30-7-44.
11– Sainte Marguerite Marie, Sa vie écrite par elle-même, Edições Saint Paul, Paris, 1947, p. 192.

Eucaristía

Padre Zezinho, a dissidência calculada e a Comunhão na boca
03.04.2012 - Em artigo recente, publicado em seu site e intitulado Cátedra de Pedro ou câmera do padre?, o padre Zezinho redigiu algumas considerações com as quais definitivamente não posso concordar. Ele começa tentando definir a expressão “dissidência calculada”; para isto, faz referência a um “neoconservadorismo que adota modernidade em alguns quesitos e volta ao passado no quesito que lhe interessa voltar”. No entanto, mais adiante, os ditos “dissidentes”, segundo o sacerdote, são aqueles que “teimam em receber a eucaristia só na boca, nunca nas mãos”!
Da maneira como redige o reverendíssimo sacerdote, aquelas pessoas que desejam receber Jesus Eucarístico na boca e de joelhos seriam rebeldes e desobedientes. “São dissidentes calculados. Desobedecem sem desobedecer. E dão um jeito de chamar de desobedientes os que não se regem pelos mesmos textos que eles.”
Sobre este tema, vários são os pontos a serem considerados. Para o padre dehoniano, “temos católicos que sistematicamente desafiam as normas das dioceses e paróquias, alegando que os líderes dos seus movimentos estão acima da diocese e da paróquia”. Mas, o que observamos na prática não é isto. Os argumentos que muitos católicos usam para defender a comunhão na boca – e de joelhos – estão, pelo contrário, em consonância com a Tradição da Igreja, com o Magistério da Igreja e com as palavras do atual Pontífice Romano, o Papa Bento XVI.
Primeiro, é visível o apelo de inúmeros Santos católicos – especialmente dos Padres da Igreja – a fim de que nenhum fragmento da Hóstia consagrada se perca. Assim se manifestam São Cirilo de Jerusalém, São Jerônimo, Santo Efrém, Santo Hipólito, São Cesário de Arles e São João Crisóstomo. Lembra ainda o Papa Pio XI que “ao administrar o sacramento eucarístico deve-se mostrar um particular zelo a fim de que não se percam os fragmentos das hóstias consagradas, dado que em cada um deles está presente o Corpo inteiro de Cristo” 1. Ora, está evidente que receber a Comunhão na boca representa, neste sentido, um risco muito menor do que comungar na mão.
Mais: em notificação emitida em 1985 pela Sagrada Congregação para o Culto Divino, a Igreja deixou clara uma coisa da qual talvez o pe. Zezinho tenha se esquecido:
Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo. Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados, têm por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do modo como se recebe a Comunhão. Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao Sacramento da Penitência; recomendem também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na Eucaristia.”
E, em 1999, no boletim Notitiae, a mesma Congregação fez um esclarecimento ainda mais incisivo: “Aqueles que obrigam os comungantes a receber a santa Comunhão unicamente nas mãos como também aqueles que recusam aos fiéis a Comunhão nas mãos nas dioceses que utilizam tal indulto, procedem contrariamente às normas estabelecidas. (…) Em todo caso, é para desejar que todos tenham presente que a tradição secular consiste em receber a Comunhão sobre a língua. O sacerdote celebrante, caso exista perigo de sacrilégio, não dê a Comunhão nas mãos dos fiéis e exponha-lhes as razões porque assim procede.” (Os trechos acima compilados também foram extraídos do site Cleofas)
Por fim, quem fala é o Papa Bento XVI. Em entrevista concedida em 2010 ao jornalista alemão Peter Seewald, ele explicou porque, muitas vezes, em seu pontificado, administrou a Sagrada Comunhão na boca e de joelhos.
“Não sou contra a Comunhão na mão por princípio: eu mesmo a administrei assim e a recebi também desta maneira. Fazendo com que a Comunhão seja recebida de joelhos e que seja administrada na boca, quis dar um sinal do temor e colocar um ponto de exclamação acerca da Presença real. Não por último, porque justamente nas celebrações de massa, como aquelas na Basílica de São Pedro ou na Praça, o perigo da banalização é grande. Ouvi falar de pessoas que colocam a Comunhão na bolsa, levando-a quase como se fosse um souvenir qualquer. Num contexto semelhante, no qual se pensa que é óbvio receber a Comunhão – da série: todos vão lá na frente, então também faço o mesmo -, queria apresentar um sinal forte, isto deve ficar claro: ‘É algo particular! Aqui está ele, diante dele é que caímos de joelhos. Prestem atenção! Não se trata de um rito social qualquer, do qual se pode participar ou não’.”
- Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos
III Parte, Capítulo 15, Como acontece a renovação?
pp. 190-191; Ed. Paulinas, 1ª edição. São Paulo, 2011.
As recomendações da Igreja são bem claras. Comungar diretamente na boca não se trata de mera opinião de lideres de movimento, ou de campanhas solitárias de sacerdotes tradicionais aqui ou acolá. Não se trata, como quer padre Zezinho, de “dissidência calculada”. É, pelo contrário, “tradição secular” católica.
Sobre o mesmo assunto, recomendo a leitura do livro de Dom Athanasius Schneider, o famoso “Dominus Est! – É o Senhor!”, sobre “o dom inestimável da Sagrada Comunhão”. Está disponível para leitura no Scribd. Para quem, entretanto, não tem tempo para fazer a leitura, urge ler o artigo da série “Mitos Litúrgicos comentados”, escrita pelo Francisco Dockhorn e revisada por Dom Antônio Rossi Keller, sobre a comunhão de joelhos e na boca.
Sim, há muitos bons textos escritos pelo padre Zezinho. Há alguns meses, chamou-me a atenção um em que ele diferenciava a Santa Missa de um reles concerto. Neste último artigo, porém, o reverendíssimo sacerdote definitivamente não foi feliz.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima - Por Everth Queiroz Oliveira
* * *
Também é recomendada a leitura da instrução Memoriale Domini, sobre a maneira de distribuição da Sagrada Comunhão.

1. Instrução da Sagrada Congregação da disciplina dos sacramentos, de 26 de março de 1929: AAS 21 (1929) 635.

OBS.MINHA: Quando temos duas profissões, fazemos bem uma e mal a  outra.

Pe.Pio sobre a mulher.

Modéstia
...
‎"Sobre a mulher Padre Pio tinha um conceito muito elevado, o que o levou a denu...nciar qualquer coisa que denegrisse e aviltasse a dignidade das mulheres e as reduzisse a um mero objeto de prazer, especialmente a moda. Mesmo antes dos anos sessenta, quando não imperava ainda a moda da minissaia, prevendo as tendências futuras na moda que as mulheres iriam usar, Padre Pio estava preocupado em incutir o amor à modéstia e à decência no vestir. Exigia, portanto, de modo intransigente, que as mulheres estivessem vestidas decentemente, como convém a um povo temente a Deus, tomando como referência de conduta a Nossa Senhora, um excelente modelo de imaculada pureza. O Santo sofreu bastante com as modas escandalosas, que chamou de "um mal terrível" para as almas, porque conduz os homens ao pecado, aos maus pensamentos e desejos turbulentos. Ele não podia suportar que as mulheres mercantilizassem seus corpos vestindo-se de forma provocante para atrair a atenção do sexo masculino."

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Cinturão de São José

O Cinturão de São José



Um presente da Santíssima Virgem
a seu Castíssimo Esposo São José

Sobre o Cinturão

Em Joinville-sur-Marne, na diocese de Langres, mostramos, com muito orgulho, "o verdadeiro e genuíno Cinturão de São José, preservado na Igreja de Notra Dame". Este cinto é um tecido liso fio, ou casca de cor acinzentada e bastante grande; possui um metro de comprimento e carrega em largura 30-45 centímetros na extremidades; é conectado a um fecho de marfim, amarelado pelo tempo.

Feita de acordo com a tradição, pelas mãos da Virgem, pode-se acreditar que ela se manteve como um caro de memória à morte de seu esposo casto. Foi entregue a São João ou a qualquer outro apóstolo. No século XIII, foi trazida da Palestina pelo historiador de St. Louis, e colocado em seu castelo de Joinville, onde permaneceu até a revolução.

Vemos agora este cinto nobre e mais sagrado num relicário na Igreja de Notre-Dame de Joinville. Este cinto é em excelente estado de preservação

Cordão usado por São José feito pelas venerabilíssimas
Mãos da Santíssima Virgem.