domingo, 18 de março de 2012

O beijo de Judas Iscariotes – Parte II.


O beijo de Judas Iscariotes – Parte II.

Continuamos a publicação da série de três artigos de autoria do Reverendíssimo Padre Michael Rodriguez, sacerdote da diocese de El Paso, EUA.


* * *

O Beijo de Judas Iscariotes: O Inimigo está Dentro

Parte II

Por Padre Michael Rodriguez

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Dignáre me laudáre te, Virgo sacráta. Da mihi virtútem contra hostes tuos. Tibi laus, Tibi glória, Tibi gratiárum áctio in sǽcula sempitérna, o beáta Trínitas. Amém.


(1) Na Última Ceia, João 13:21, “Dito isso, Jesus ficou perturbado em seu espírito e declarou abertamente: Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me há de trair!…” vv. 26-27, “Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Logo que ele o engoliu, Satanás entrou nele. Jesus disse-lhe, então: O que queres fazer, faze-o depressa.

(2) No Santo Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 10, o Filho de Deus diz aos seus doze discípulos: “O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão. Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra.”

(3) Em 26 de dezembro de 1957, a Irmã Lúcia, de Fátima, falou ao Pe. Fuentes, “A Bem-Aventurada Virgem Maria me contou que o demônio está com vontade de se engajar em uma batalha decisiva contra a Virgem. De agora em diante precisamos escolher os lados. Ou estamos a favor Deus ou estamos a favor do demônio. Não há outra possibilidade.”

(4) A heresia do Arianismo causou uma confusão catastrófica na Igreja de 336 A.D. a 381 A.D. O arianismo foi condenado em 325 A.D. em Nicéia, onde o Primeiro Concílio Ecumênico foi realizado. Ainda em 336 ele surgiu novamente. A heresia ao final arrastou 90% dos bispos antes que fosse finalmente derrotada cinqüenta anos mais tarde. Na confusão e perda de fé daí decorrentes, mesmo o grande Santo Atanásio foi perseguido e enviado ao exílio.

(5) São João Gualberto, Abade, nasceu em Florença, Itália, ao final do século X. Ele se tornou fundador dos Beneditinos Ambrosianos de Val. A virtude cristã heróica de São João foi demonstrada por ter perdoado o assassino de seu próprio irmão. Antes de se tornar um monge, ele havia procurado o assassino de seu irmão com um bando de soldados. Quando eles encontraram o assassino, o assassino colocou os seus braços em forma de cruz e pediu-lhe clemência pelo amor de Cristo crucificado. São João o perdoou, e através desse grande ato de perdão, Deus levou a São João a se tornar um monge.

Apesar de suas virtudes cristãs exemplares de misericórdia e perdão, São João Gualbert não hesitou em buscar a remoção de um prelado corrupto de sua época. São João foi à Roma para pedir ao Papa para destituir o Arcebispo de Florença porque ele era indigno de seu cargo. O fundamento para a petição de São João era que o Arcebispo havia pago dinheiro a determinadas pessoas de influência a fim de ser ele mesmo nomeado Arcebispo.

(6) A Aparição da Bem-Aventurada Virgem Maria em La Salette foi aprovada pela Igreja Católica em 1851. De acordo com Nossa Senhora de La Salette, “O vigário de meu Filho terá muito que sofrer, uma vez que, por um tempo, a Igreja será a vítima de grande perseguição: este será um tempo de escuridão. A Igreja sofrerá uma crise terrível. Todos os governos civis terão um e o mesmo plano, que será o de abolir e acabar com todo princípio religioso, abrir caminho para o materialismo, ateísmo, e vício de todos os tipos. Roma perderá a Fé e se tornará a sé do Anticristo.”

(7) No final dos anos trinta, antes de se tornar Papa Pio XII, o Cardeal Eugenio Pacelli afirmou: “Estou preocupado com as mensagens da Bem-Aventurada Virgem à Lúcia de Fátima. Essa persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um alerta divino contra o suicídio de alterar a Fé, em sua liturgia, Sua teologia e Sua alma.”

(8) Antes falecer, em 1981, o Pe. Joaquin Alonso, que foi o arquivista oficial de Fátima durante dezesseis anos, testemunhou o seguinte, em referência ao Terceiro Segredo de Fátima: “Portanto, é completamente provável que o texto faça referências completas à crise de fé dentro da Igreja e à negligência dos próprios pastores [e às] lutas internas no próprio seio da Igreja e da negligência pastoral grave da alta hierarquia.”

(9) Em uma entrevista de 1991 com o Pe. Malachi Martin, ele disse o seguinte: “Tudo o que sabemos dos santos e dos Papas a partir do século dezenove nos diz que o nosso século em particular é o tempo de crise no qual existe uma batalha de dois mil anos entre Cristo e Satanás. Se tivermos que ser bastante francos, devemos dizer que há um aumento enorme no pecado público ou legalizado. Há um aumento enorme no número de abortos. Há um aumento enorme na quantidade de pornografia. Esses acontecimentos devem ser atribuídos a uma atividade intensa por parte de Satanás. Penso que estamos testemunhando a escalada para o ponto de crise da grande batalha entre Lúcifer e Maria, a Mãe de Deus.”

(10) Pe. Malachi Martin, em uma entrevista de 1991: “Os clérigos não tomarão medidas verdadeiras porque eles não querem problemas. Eles não querem ser impopulares. Eles não querem ser mártires. Muitos bispos e padres pensam que não há nada errado com o aborto. Eles perderam a sua fé. Eles não são mais católicos. Eles se tornaram alguma forma de neo-católicos, que é meio caminho entre os anglicanos e os clubes rotarianos. No campo da educação, a situação é até mesmo pior. Não há dúvida de que o ensinamento do catecismo, o ensino da religião, desapareceu. Os jesuítas, dominicanos, carmelitas e franciscanos se tornaram secularizados. E você não pode falar mais sobre faculdades católicas. Não há como estimar o dano que tem sido feito. Hoje em dia, os marxistas, lésbicas e homossexuais têm direitos iguais nos campus católicos. Eles ensinam sobre preservativos, o estilo de vida homossexual e a eutanásia. Os estabelecimentos católicos de ensino querem ser como os outros. Querem se adaptar ao sistema, mas infelizmente o sistema é imoral. Assim, a condição da Igreja é muito triste a partir desse ponto de vista. Além desses problemas existe o fato de que a Igreja está dilacerada por facções. A grande maioria dos católicos nos países ocidentais agora foram afastados da Igreja como ela era. Eles não rezam mais da mesma maneira. Eles não pensam mais da mesma maneira. O jejum e a abstinência acabaram. Nossa Igreja está sendo completamente secularizada porque a fé desapareceu”.

(11) O Papa João Paulo II, escrevendo sobre a Igreja na Europa, em sua Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, 28 de junho de 2003, No. 9 afirma: “Na raiz desta perda de esperança está uma tentativa de promover uma visão de homem separada de Deus e separada de Cristo. A cultura europeia dá a impressão de “apostasia silenciosa” por parte de pessoas que têm tudo que precisam e que vivem como se Deus não existisse.

(12) Bernard Janzen, jornalista canadense e editor, escreveu em 1990, “Há frequentemente uma enorme discrepância entre a realidade de uma determinada situação e a sua imagem sendo projetada ao público. O período da história da Igreja após o Vaticano II foi apresentado pelas autoridades eclesiásticas atuais como uma grande renovação e um segundo Pentecostes. As duras realidades do declínio estatístico, perda disseminada da fé entre os fiéis, e incontáveis escândalos confirmam que este exercício de relações públicas tem sido um ato de grande decepção.”

..Posso lembrar a vocês que o pai da mentira e do erro é ninguém mais que o próprio Satanás.

(13) Pe. Malachi Martin, em uma entrevista de 1990 disse: “Oh, penso que a Missa Nova é a causa de todas as nossas dificuldades. É uma calamidade porque Monsenhor Annibale Bugnini elaborou essa Missa deliberadamente para criar uma cerimônia não católica. Uma dificuldade com a Missa Nova é que ela ensejou Missas inválidas. Ela também tirou das mentes das pessoas do ponto central da Missa, o Sacrifício no Calvário. Agora se trata de uma refeição em comum, feita em uma mesa. O sacerdote é o ministro. Nós as pessoas fazemos uma refeição juntos.”

Não é sem razão que São João Crisóstomo, Doutor da Igreja, declara: “Os corredores do inferno estão pavimentados com crânios de bispos.”

(14) No início do ano 2000, uma rede de bate-papo internacional de padres homossexuais via Internet chamada “Anjos de São Sebastião” foi exposta. O sítio consistia de fotografias pornográficas e linguagem obscena e conversas entre clérigos católicos homossexuais. Particularmente ofensivo é o bispo desbocado Reginald Cawcutt, Bispo Auxiliar de Cape Town, África do Sul, que expressa as suas fantasias homossexuais nesta sala de bate-papo. Por mais de dois anos, Cawcutt não sofreu nenhuma penalidade por parte do Vaticano. Ele continuou sendo o Representante Episcopal da Conferência de Bispos Católicos da África do Sul para AIDS e Comunicações Sociais. O bispo Cawcutt renunciou em desgraça somente depois que o The Washington Times publicou histórias que expuseram o seu envolvimento com os Anjos de São Sebastião.

(15) O Arcebispo Rembert Weakland, ex-chefe da arquidiocese de Milwaukee renunciou em 2002 devido a um escândalo homossexual e financeiro. Paul Marcoux, ex-aluno de teologia da Universidade Marquette, revelou, em maio de 2002, que ele recebera $450.000,00 para liquidar uma reclamação de ataque sexual que fez contra o arcebispo há mais de duas décadas antes. O dinheiro veio da arquidiocese. Weakland também deixou de dar um basta em padres abusadores e permitiu que eles estivessem no ministério ativo sem alertar os paroquianos ou a polícia. Os defensores das vítimas de abuso disseram que o acobertamento de Weakland de sua própria atividade sexual era parte de um padrão de sigilo que incluía esconder o comportamento criminoso de molestadores de crianças.

(16) Em março de 2002, o Papa João Paulo II recebeu uma petição canônica de diversos membros dos fiéis na Arquidiocese de San Antonio, TX, buscando a destituição do Arcebispo Flores do cargo sob a alegação de que ele havia acobertado atos criminosos de abuso sexual por padres homossexuais sob seu encargo, e pago milhões de dólares em “suborno” para silenciar as vítimas desses predadores. A petição ao Papa alega que o Arcebispo Flores “foi gravemente negligente no exercício de seu cargo episcopal, falhou em proteger os bens temporais da arquidiocese, e pôs em perigo a fé das pessoas confiadas aos seus cuidados ao dar rédeas soltas a predadores sexuais em meio aos presbíteros.”

(17) Em junho de 2010, documentos de tribunal confirmam que o antigo arcebispo de Los Angeles, Cardeal Roger Mahony admitiu. em um depoimento juramentado. ter abrigado um padre molestador durante os anos 80. O molestador, Pe. Michael Baker atualmente está cumprimento pena de 10 anos de reclusão. A Arquidiocese de Los Angeles concordou em pagar uma quantia recorde fixada em US$660 milhões em 2007 a mais de 500 vítimas alegadas. John Manly, o advogado do autor, descreveu as afirmações do cardeal em seu depoimento como aquelas de alguém que ofusca, esquiva-se, mente e explica tudo”.

Sem dúvida, o inimigo está dentro. Quase 100 anos atrás, Nossa Senhora de Fátima desceu a terra para instar-nos a rezar o Santo Rosário e a fazer penitência. Ela alertou-nos que a grande apostasia na Igreja começaria no topo.

Virgo Dei Génetrix, María, deprecáre Iesum pro me.

Continua…


quinta-feira, 15 de março de 2012

Campanha para o uso da Batina

O Hábito não faz o monge… o santifica!

Certamente alguns dos que lêem este texto agora, irão lembrar-se de sua infância. Um grupo de crianças brinca na rua, sem perigo de violência ou preocupação com maldades. Canções de roda, ou de pular corda enchem o ar do bairro de uma alegria pura, inocente. Lá ao longe se avista aquele distinto senhor. Todos o identificam rápida e facilmente: um chapéu preto e redondo, nas mãos um breviário; vestindo sua batina preta e surrada; talvez cerzida em alguns pontos e até desbotada. Todos já sabem: “aí vem o ‘seu’ vigário!” A ele as crianças acorrem para pedir uma bênção e ganhar um ‘santinho’ ou um doce, sem risco de pedofilia.
Este sacerdote segue seu caminho e, certamente, o encontraremos visitando uma família, ou confortando um enfermo pela Extrema Unção, ou, quem sabe, na sua Paróquia de joelhos na nave central da Igreja, diante do Sacrário, ou ainda, dentro de um confessionário.
Onde estão estes padres hoje?
Sl 76(77)
–8 Será que Deus vai rejeitar-nos para sempre? *
E nunca mais nos há de dar o seu favor?
–9 Por acaso, seu amor foi esgotado? *
Sua promessa, afinal, terá falhado?
–10 Será que Deus se esqueceu de ter piedade? *
Será que a ira lhe fechou o coração?
–11 Eu confesso que é esta a minha dor: *
‘A mão de Deus não é a mesma: está mudada!’
“A mão de Deus não é a mesma: está mudada!” Está mudada porque aqueles que deveriam ser as mãos, os pés, os lábios, os braços de Nosso Senhor na terra, os padres, estão mudados.
Há quem diga esta famigerada frase: “O hábito não faz o monge”. Esta frase é profundamente tola, pois se trata de uma falácia! Certa vez, conversando com algumas daquelas pessoas que acham que o padre é um homem comum e que, por isso, deve se vestir como um homem comum para ‘dialogar’ com o mundo moderno, ouvi este absurdo: “A batina não é o mais importante, mas o sacerdócio que o padre recebeu. Ele vai ser mais padre ou menos padre por estar de batina?” Então eu respondi: “Mas é claro que não! O sacerdócio é muito maior que uma simples veste. E a Igreja NUNCA afirmou coisa em contrário. Mas, agora, permita-me fazer duas perguntas: a faca é um utensílio tão necessário em nosso dia-a-dia; utilizada para picar, descascar e cortar. Mas ela também é capaz de tirar uma vida. Você a deixaria de usar definitivamente por causa disso? Você deixaria de dirigir o seu carro, mesmo sabendo que ele, um dia, pode atropelar e matar alguém, ou, num acidente, matar a você mesmo?” Obviamente que a resposta foi “Não”. É claro que sabemos que a batina não é o fundamento da nossa fé, esperança e caridade; A batina não é o centro da vida da Igreja; Eu não vou ser mais padre por estar de batina. Tudo isso já sabemos. Contudo nada disso justifica o desuso da mesma. Da mesma forma que tenho que ter a consciência de utilizar uma faca ou dirigir o meu automóvel com sabedoria e prudência, devo saber utilizar a batina com a mesma sabedoria, prudência e, sobretudo, humildade. Não adianta ser um “cavalo de batina”!
A batina nos impõe um COMPROMISSO solene e terrível. Quando estou revestido do sagrado hábito devo agir com prudência. Devo medir minhas palavras e gestos. Não devo me sentar de qualquer forma. Não devo andar de qualquer forma. Não devo subir ou descer escadas de qualquer forma. Estando de batina devemos pensar muito sobre nossas atitudes e palavras! Não posso me esquecer que todos os olhos estarão voltados para mim. Devo ser um exemplo no agir, no falar, enfim, em tudo. Usando o sagrado hábito não posso me esquecer de que carrego comigo a responsabilidade de toda uma instituição, e não apenas de uma pessoa física! Tudo o que o padre faz, já dizem logo que é a Igreja que faz! Por isso não se deve usar a batina de qualquer forma. Aliás, este é o motivo pelo qual muitos padres hoje não querem usá-la. Sob uma FALSA modéstia dizem: “não uso para não chamar atenção”. Isso é uma desculpa esfarrapada! A VERDADE é que não querem usá-la (e nem ao menos o Clergyman) para não serem identificados e, portanto, não serem incomodados. SEMPRE que estou de batina na rua aparece alguém pedindo uma bênção, ou para tirar uma dúvida ou até para desabafar! Já ouvi inclusive uma confissão (literalmente auricular) na Linha 1 do Metrô! Mas, é claro, que é muito mais cômodo estar no meio da rua e não ser identificado. Conheci sacerdotes que me chamaram atenção porque eu os chamei de “padre” no meio da rua! Fui imediatamente repreendido (e não foi em nome de Jesus): “Por favor, na rua me chame pelo meu nome”. A questão é que revestido do Clergyman ou Batina ‘fica mal’ ele parar num bar e tomar uma cerveja; ‘fica mal’ ele fumar quase um maço de cigarro; ‘fica mal’ ele não controlar os seus olhares apetitosos para uma bela moça (ou, quem sabe, um rapaz) na rua. Há até padres que, movidos pela Passione, deixam de celebrar a Santa Missa e mandam um Ministro Extraordinário fazer uma celebração em seu lugar…
Certa vez, fazendo uma meditação, me perguntei por que a batina incomoda tanta gente. E logo – ironicamente – me veio uma antiga musiquinha à mente; claro que com as devidas adaptações não-pastorais:
“Um elefante incomoda muita gente.
Uma batina incomoda, incomoda, incomoda muito mais!”
Não sou um psicólogo, contudo minha meditação me fez chegar à seguinte conclusão: creio que exista aqui uma questão de CONSCIÊNCIA. Por isso a batina incomoda tanto.
  • Alguns não a usam porque tem consciência de que não possuem nem a força espiritual e nem a volitiva quer seja imanente ou emanente de se portarem como o hábito exigiria. Só de pensar, isso já causa neles certa repulsa.
  • Outros têm consciência de sua falta de disciplina e de ascese. Parece-me que quase não há mais hoje em dia a pré-disposição a “oferecer sacrifícios de amor a Nosso Senhor” como outrora faziam os santos. Hoje todos buscam o mais cômodo o mais confortável: é a busca incessante pelo bem-estar!
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”
(Mt 7, 13-14)
  • Há aqueles sacerdotes que NÃO USAM o hábito, mas adoram comentar e criticar os que usam; estes senhores, bem no fundo de suas almas, sentem o incômodo da consciência, porque sabem que a presença daquele hábito é para eles uma constante lembrança de suas infidelidades e que deveriam viver a sua consagração com mais dedicação.
Mas a batina não atinge apenas a consciência dos ministros ordenados, mas igualmente a dos leigos. Vejamos alguns exemplos:
  • Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus; Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus; mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a vozinha da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”.
  • Até mesmo os ateus ou os hereges sentem a consciência arder quando um sacerdote passa de batina. Nem que seja para dar-lhe um olhar de desdém ou cantarolar uma música pentecostal (que não é, em absoluto, para louvar a Deus, mas, antes, para ‘provocar’ o padre). Se eles REALMENTE não ligassem e não se importassem, ficariam em silêncio e ignorariam o sacerdote. Se fazem algum gesto, por menor que seja, é porque algo dentro deles diz: “você está errado e precisa de conversão!”
O irônico da história toda é que os que julgam ser o hábito eclesiástico somente uma exterioridade são, na sua maioria, pessoas superficiais. Se perguntarmos a eles qual é o significado do hábito talar, por certo não saberão dizê-lo. Pelo contrário vão logo dizer: “isso é coisa do passado” ou ainda “isso não se usa mais”. São Ignorantes da LEI de sua própria Igreja (Código de Direito Canônico) que diz:
Cân. 284 - Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.
Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” (camisa clerical) ou “batina”.
A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato. Algumas possuem mais 7 botões na parte superior do braço, simbolizando os 7 sacramentos, com os quais o padre conforta os fiéis.
A batina é, também, um santo remédio contra a vaidade. Enquanto um homem comum precisa gastar tempo em frente ao seu guarda-roupas ou a um espelho verificando se este paletó combina com aquela camisa ou se a cor da gravata está adequada, o padre veste sua batina e pronto. Nem precisa perguntar “o que eu vou vestir hoje?”. Sua roupa é uma só! Por isso ela também é símbolo de fidelidade e constância. Nos batizados, o padre usa a batina. Se for um casamento: batina! Se for um aniversário: batina! E se for um funeral? Batina! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença… é sempre a mesma coisa. E não podia ser diferente, uma vez que o padre é o representante de Nosso Senhor Jesus Cristo que é o mesmo: ONTEM, HOJE e SEMPRE!
Aprendi em filosofia que expressamos no exterior o que há no interior. Aliás, essa idéia foi expressa por Nosso Senhor: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12,34). Talvez esteja aí a resposta para o desleixo e o desmazelo que há hoje na Igreja e no clero. Perdoe-me, caro leitor, se “pego pesado” demais. Mas penso que se a Igreja tivesse mantido a rígida disciplina do passado, metade do nosso atual clero não seriam padres hoje. Jesus conta uma parábola no Evangelho de São Lucas sobre um administrador INFIEL, que, ao ser descoberto, está prestes a perder seu emprego:
“O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.” (Lc 16,3)
Tenho a impressão de que muitos sacerdotes vivem hoje do mesmo modo que esse administrador infiel. Como não se sentem capacitados para realizar outra atividade, por isso, se servem da Igreja. Vão “empurrando com a barriga” o seu ministério. Em nome de uma “simplicidade” cometem as maiores atrocidades: Missas celebradas de qualquer maneira; desrespeito às coisas sagradas; paramentos terrivelmente feios ou sujos; igrejas que mais parecem caixotes e não expressam piedade, etc. Parece que nem sequer acreditamos mais naquilo que fazemos. Hoje, por exemplo, eu estava de batina caminhando pelas ruas do centro da cidade. Passei por um seminarista e ele me cumprimentou: “E aí, padre? Beleza?”. A menos de cinqüenta metros à frente, um mendigo que estava sentado à porta de uma loja também me saudou: “a bença seu padre…”.

Salmo 73 (74)
=2 Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, † desta tribo que remistes para ser a vossa herança, * e do monte de Sião que escolhestes por morada!
–3 Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: * no santuário o inimigo destruiu todas as coisas;
–4 e, rugindo como feras, no local das grandes festas, * lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos.
–5 Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, * 6 ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos.
–7 Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! * Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais!
–8 Entre si eles diziam: ‘Destruamos de uma vez!’ * E os templos desta terra incendiaram totalmente.
–9 Já não vemos mais prodígios, já não temos mais profetas,* ninguém sabe, entre nós, até quando isto será!
–10 Até quando, Senhor Deus, vai blasfemar o inimigo? * Porventura ultrajará eternamente o vosso nome?
–11 Por que motivo retirais a vossa mão que nos ajuda? * Por que retendes escondido vosso braço poderoso?
–18 Recordai-vos, ó Senhor, das blasfêmias do inimigo * e de um povo insensato que mal diz o vosso nome!
–19 Não entregueis ao gavião a vossa ave indefesa, * não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres!
Termino dizendo uma frase que há muito eu disse num sermão: Não tenho medo dos lobos que vêm em pele de cordeiros… tenho medo daqueles que vêm em pele de pastores!
“Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos” (2Cor 4,8)
Pe. Leonardo Holtz Peixoto

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Beijo de Judas Iscariotes: O Inimigo está Dentro

Parte I
Por Padre Michael Rodriguez
Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Dignáre me laudáre te, Virgo sacráta. Da mihi virtútem contra hostes tuos. Benedictus Deus in sanctis suis. Amém.
Padre Michael Rodríguez.
Padre Michael Rodríguez.
Tenham cuidado! O inimigo está bem dentro da Santa Igreja Católica Romana. Na noite mais sagrada da história da humanidade, quando o Filho de Deus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio… a serpente estava lá, sussurrando no ouvido de Judas Iscariotes.
(1) Santo Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 26: 46-49: “Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o.”
(2) São Paulo, o grande Apóstolo, falando aos bispos e clero em Êfeso, Atos 20: 28-30, “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.”
(3) Em uma carta escrita em 4 de dezembro de 1970, Ir. Lúcia, de Fátima, escreveu: “Nossa Senhora solicitou e recomendou que o Rosário fosse rezado todos os dias, tendo repetido isso em todas as Aparições como se ela estivesse nos advertindo de que, nesses tempos de desorientação diabólica, não devemos nos deixar enganar por falsas doutrinas que diminuem a elevação de nossa alma a Deus através da oração.”
(4) Juntamente com São Basílio, São Gregório Nazianzeno e Santo Atanásio, São João Crisóstomo é tido como um dos quatro grandes Doutores Orientais da Igreja.
São João Crisóstomo nasceu em 344 A.D. e passou a maior parte de sua vida em Antioquia, a cidade onde os sete macabeus foram martirizados e onde, pela primeira vez, homens foram chamados de “cristãos”. Em 398 A.D, São João Crisóstomo foi consagrado Arcebispo e Patriarca de Constantinopla.
São João Crisóstomo foi simplesmente o oposto de seu predecessor, o afável bispo Nectário. São João começou a “limpar a casa,” dando ao clero mais trabalho e insistindo na necessidade de mais oração. Ele exigia que os monges retornassem a seus mosteiros em vez de ficar vagando, como alguns faziam. São João não dava banquetes, comia uma refeição frugal à noite, vestia-se modestamente, vendeu o rico mobiliário do palácio episcopal e deu o dinheiro, comida e roupas aos pobres.
Dois de seus maiores inimigos eram bispos, Severiano, Bispo de Gabala, na Síria, e Teófilo, Patriarca de Alexandria. Com a ajuda e suporte da Imperatriz, Eudóxia, Teófilo reuniu um grupo de bispos do Egito e eles realizaram um Concílio falso para depor São João Crisóstomo. Eles levantaram acusações falsas e frívolas contra ele — de que ele havia deposto um diácono para surrar um funcionário, de que ele havia chamado vários de seus clérigos de homens sem categoria, de que ele havia ordenado sacerdotes em sua capela doméstica, de que ele havia vendido bens que pertenciam à igreja, de que ninguém sabia o paradeiro de suas receitas, e de que ele fazia suas refeições sozinho. Eles também o acusaram de traição contra o imperador. O imperador emitiu uma ordem para bani-lo, mas esta foi desafiada por seu povo, que se reuniu ao redor da igreja para proteger o seu pastor. Em um sermão de despedida aos fiéis, São João Crisóstomo exclamou: “Tempestades violentas me rodeiam de todos os lados, ainda assim não tenho medo, porque estou firmado em uma rocha. Embora o mar se agite, e as ondas se elevem bem alto, elas não podem afundar o navio de Jesus. Não temo a morte, que é um ganho para mim, nem o exílio, porque toda a terra é do Senhor, nem a perda de bens, porque vim ao mundo nu e devo deixá-lo na mesma condição. Cristo está comigo, a quem temerei?”
(5) São João Eudes fundou a Congregação de Jesus e Maria. Juntamente com Santa Maria Margarida Alacoque, foi o fundador e iniciador da devoção do Sagrado Coração. Nasceu na Normandia, França, em 1601, e faleceu em 1680. “A marca mais evidente da ira de Deus e o castigo mais terrível que Ele pode infligir ao mundo são manifestos quando Ele permite que seu povo caia nas mãos de padres que são sacerdotes mais no nome do que em atos, sacerdotes que praticam a crueldade de lobos vorazes em vez da caridade e afeição de pastores devotos.”
(6) La Salette ainda hoje é uma pequena aldeia no alto dos Alpes franceses próximo de Grenoble. Em 19 de setembro de 1846, duas crianças pobres, Melanie Mathieu, de 14 anos e Maximin Giraud, de 11 anos , viram uma Senhora extraordinariamente bela enquanto vigiavam o gado na montanha. Ela lhes disse para não temerem, e que ela tinha vindo para dizer-lhes algo de grande importância. Cinco anos mais tarde, esta Aparição da Santa Mãe de Deus foi aprovada pela Igreja Católica. De 1858 até 1877, Melanie disseminou a mensagem de Nossa Senhora de La Salette, e a pôs por escrito em 1878.
De acordo com a Mãe de Deus em La Salette, “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por suas vidas perversas, por sua irreverência e sua impiedade na celebração dos santos mistérios, por seu amor ao dinheiro, seu amor a honras e prazeres, os sacerdotes se tornaram fossas de impureza. Ai dos sacerdotes e daqueles dedicados a Deus que através de suas vidas perversas estão crucificando o meu Filho novamente!”
(7) O Papa Leão XIII reinou por vinte e cinco anos (1878-1903) e morreu na idade de 93, no ano de 1903. Durante o seu pontificado, ele tomou conhecimento da infiltração maciça do ateísmo, ocultismo e de todas as formas do mal penetrando a sociedade. Ficou particularmente perturbado pela influência dos maçons, cujo objeto era a ruína da Igreja Católica. Ele teve uma experiência mais que extraordinária com relação ao mal. Enquanto se consultava com vários cardeais na capela privada do Vaticano, em 13 de outubro de 1884 (exatamente 33 anos antes do “Milagre do Sol”, em Fátima), ele acabou passando diante do altar, onde parou subitamente e pareceu perder toda a consciência do que estava ao seu redor. Sua face delgada ficou pálida, seus olhos ficaram estarrecidos de terror e ele ficou imóvel por vários minutos até que as pessoas que estavam ao seu redor pensaram que ele estivesse prestes a morrer. Seu médico correu para o seu lado, mas em um ou dois momentos o Papa se recuperou e quase de maneira dolorosa exclamou: “Oh! Que palavras terríveis eu ouvi.” O Papa então compôs a famosa oração a São Miguel Arcanjo.
Depois de um tempo, o Papa Leão XIII confidenciou o que havia ocorrido em sua visão. O demônio, com voz gutural, se gabou a Deus de que ele poderia destruir a Igreja se ele tivesse mais tempo e mais poder. Então, ele pediu a Deus 75 anos, depois 100 anos. Sua solicitação foi concedida por Deus, com o entendimento de que haveria uma punição quando ele falhasse.
Como forma de implorar a proteção divina contra Satanás, o Papa Leão XIII ordenou a recitação das Três Ave-Marias e a oração a São Miguel Arcanjo após toda Missa Rezada. A recitação dessas orações após a Missa foi descontinuada em muitas paróquias após o Vaticano II.
(8) Em sua Carta Encíclica, Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907, na qual ele condenou a heresia do modernismo, o Papa São Pio X escreveu que os hereges “não estavam apenas dentre os inimigos declarados da Igreja; mas, o que é mais assustador e deplorável é que eles estavam em seu próprio seio.” Ele chama esses modernistas de “os mais perniciosos de todos os adversários da Igreja”. Salienta que eles buscam destruir a Igreja a partir de dentro e escreve que esse perigo “está presente quase nas próprias veias e coração da Igreja.”
(9) De 1958 até 1964, o Pe. Malachi Martin atuou em Roma como padre jesuíta, onde ele tinha contato próximo com o cardeal Augustin Bea e dois Papas, João XXIII e Paulo VI. De acordo com o Pe. Martin, uma cerimônia diabólica chamada “A Entronização do Arcanjo Decaído Lúcifer” foi realizada na Capela de São Paulo dentro o Vaticano e esteve relacionada a ritos satânicos que ocorreram simultaneamente nos EUA (muito possivelmente, em Charleston, Carolina do Sul), em 29 de junho de 1963, quase uma semana após a eleição do Papa Paulo VI. Satanás foi então formalmente entronizado no Vaticano.
(10) No início dos anos 60, durante a época do Concílio Vaticano Segundo, nossa Mãe Santíssima apareceu em Garabandal, uma pequena aldeia nas montanhas a nordeste da Espanha. Ela apareceu a quatro moças: María Loli, Conchita, Jacinta, e María Cruz. Apesar das aparições não serem formalmente aprovadas pela Igreja, o Santo Padre Pio as apoiou 100%, e o bispo local confirmou que não havia nada na mensagem que fosse contrária à Fé Católica. Nossa Senhora de Garabandal disse: “muitos cardeais, bispos e sacerdotes estão na estrada para o inferno e arrastam muito mais almas junto consigo.”
(11) No nono aniversário de sua coroação como Papa, na Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em 29 de junho de 1972, o Papa Paulo VI pregava: “Acreditamos que após o Concílio viria um dia de sol brilhante para a história da Igreja. Porém, invés disso veio um ida de nuvens, tempestades e de escuridão… e como foi que isso aconteceu? Há um poder, um poder adversário. Chamemo-nos pelo nome: o demônio. Parece que por alguma rachadura misteriosa a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus.”
(12) O Papa João Paulo II, em 7 de fevereiro de 1981, apenas alguns anos em seu pontificado, afirmou: “Devemos admitir realisticamente e com sentimentos de profunda dor que os cristãos hoje em dia em grande medida se sentem perdidos, confusos, perplexos e até mesmo decepcionados; idéias opostas à verdade revelada e sempre ensinada estão sendo espalhadas em abundância no exterior; heresias, no sentido pleno e próprio da palavra, foram espalhadas na área de dogma e moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Os cristãos são tentados pelo ateísmo, agnosticismo e pelo cristianismo sociológico destituído de dogmas definidos ou uma moralidade objetiva.”
(13) Em 17 de março de 1990, o Cardeal Oddi deu o seguinte testemunho ao jornalista italiano Lucio Brunelli, “O Terceiro Segredo não tem nada a ver com Gorbachev. A Virgem Maria nos alertou contra a apostasia na Igreja.”
(14) Em uma entrevista de 1992 com o Pe. Malachi Martin, ele disse o seguinte: “Não há dez bispos que concordem com alguma coisa. Não há duzentos padres que concordem com alguma coisa. Não há coesão sobre a presença real do Santíssimo Sacramento, sobre a devoção a Nossa Senhora, sobre o valor do celibato, sobre o valor da pureza, sobre o valor do matrimônio, ou sobre o valor da vida humana. Estamos divididos pela dissensão. A maioria dos católicos romanos da América aceitam a contracepção. A maioria aceita o aborto como opção. Um elevado percentual aceita o homossexualismo. O que é isso? Temos o homossexualismo nos seminários, dirigidos pelos bispos. Temos hereges ensinando nos seminários, dirigidos pelos bispos. Pera lá! A Igreja como a conhecíamos não existe mais! E Roma não pode fazer nada a respeito. O Cardeal Ratzinger não pode fazer nada a respeito. O Papa não pode fazer nada a respeito. Eles sabem disso tudo, mas eles não podem fazer nada a respeito. Então, descobrimos que há um anel de sacerdotes na Arquidiocese de Chicago, que tem praticado pedofilia satânica entre si e assassinado qualquer membro dissidente de seu próprio grupo. Por quanto tempo isso tem ocorrido? E ninguém tem feito nada a respeito! Pera lá, a organização é uma fachada! A Igreja não existe como antes.”
(15) A edição de novembro de 2000 do periódico Christian Order continha a seguinte informação: “Nos anos 30, a liderança comunista emitiu uma diretriz mundial sobre a infiltração na Igreja Católica. Enquanto que no início dos anos 50, a Sra. Bella Dodd também fornecia explicações detalhadas da subversão comunista da Igreja. Falando como ex-oficial de alta patente do Partido Comunista Americano, a Sra. Dodd dizia: Nos anos 30 colocamos mil e cem homens no sacerdócio a fim de destruir a Igreja a partir de dentro.” A idéia era que esses homens fossem ordenados e progredissem em seus cargos de influência e autoridade, como Monsenhores e Bispos. Doze anos antes do Vaticano II ela afirmou que: “Justo agora eles estão nos lugares mais altos da Igreja”—onde eles estavam trabalhando para mudar a Igreja. Ela disse que essas mudanças seriam tão drásticas que “vocês não reconheceriam a Igreja Católica.”
(16) No outono de 2002, o Pe. Nicholas Grüner, perito de Fátima mundialmente conhecido, escreveu: “Deus também nos fala através da Mensagem de Fátima que Ele punirá o mundo através de quatro castigos —guerra, fome, perseguição à Igreja e perseguição ao Santo Padre. O que a maioria das pessoas não sabe, incluindo aqueles na Igreja, é que a perseguição à Igreja é o que estamos enfrentando atualmente. Isso é um castigo terrível. A Santa Madre Igreja atualmente está sendo perseguida pela infiltração de homens perversos; homens hereges; homens apóstatas, como, por exemplo, maçons, comunistas e, particularmente, pela rede de pedofilia e homossexuais. A perseguição da Igreja é um castigo espiritual muito pior do que todos os castigos materiais. É esse castigo espiritual que está na raiz do escândalo de pedofilia na Igreja hoje em dia.”
(17) Em anos recentes, vimos a renúncia dos arcebispos de Atlanta e Santa Fé, que deixaram suas sés devido a assuntos envolvendo mulheres; dois bispos de Palm Beach, Flórida, em sucessão renunciaram sob a acusação de ter abusado de rapazes; um bispo em Santa Rosa, CA, renunciou após acusações sérias de ter molestado sexualmente um de seu sacerdotes e ter falido a sua diocese; um bispo em Springfield, IL, renunciou sob as acusações de promiscuidade homossexual; um bispo auxiliar de Nova York morreu de AIDS após anos de reabilitação intermitente de drogas; um outro bispo auxiliar de Nova York renunciou após ter admitido relacionamentos com mulheres; um Arcebispo de Milwaukee renunciou repentinamente depois que o pagamento de $450.000,00 a um rapaz veio à luz; um bispo de São Petersburgo confessou que um acordo de $100.000,00 foi feito com um funcionário que o havia acusado de assédio sexual.
Suub tuum præsídium confúgimus, sancta Dei Génetrix; nostras deprecatiónes ne despícias in necessitátibus nostris, sed a perículis cunctis líbera nos sempre, Virgo gloriósa et benedícta.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eucaristia e Liturgia


Eucaristia e Liturgia




Por que é inadequado dizer que o padre celebra "de costas para o povo" na missa tridentina?

Autor: Marcio Antonio Campos
Extraído de:
http://www.veritatis.com.br/article/4047
Publicação original: Novembro de 2006

É quase automático: quando se fala na Missa celebrada no rito tridentino, anterior à reforma litúrgica de 1969, as duas primeiras ideias que vêm à cabeça da maioria das pessoas é "missa em latim" e "padre de costas para o povo" – normalmente essas ideias são seguidas de algum gesto ou expressão de repúdio, como se rezar em latim e vendo só as costas do padre fosse praticamente o inferno na terra.

Em seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia", o então cardeal Joseph Ratzinger dedicou um capítulo inteiro para explicar por que a expressão "de costas para o povo" é inadequada quando se fala da orientação do sacerdote no rito tridentino (lembrando que essa possibilidade se manteve no rito de Paulo VI, embora na maioria das vezes o padre celebre voltado para o povo). O texto é uma aula de história e de teologia, e por isso apresentamos um breve resumo, organizado em tópicos. A versão usada é a publicada em inglês pela editora Ignatius Press (The Spirit of the Liturgy, p. 74-84).

1. O cardeal começa dizendo que rezar voltado para o oriente tem sido a tradição cristã desde o começo do Cristianismo, mas o homem moderno perdeu um pouco o sentido dessa orientação (aliás, a própria palavra "orientação" vem de "oriente"). No mundo ocidental, o conceito de que Deus está em todo lugar levou a um questionamento da necessidade de se estar voltado a um determinado lugar ou direção. No fundo, os católicos acabaram adotando o "tanto faz" litúrgico, enquanto judeus e muçulmanos continuam virados para o ponto central da Revelação, o Deus que se revelou a nós.

2. Se é verdade que Deus está em todo lugar, também é verdade que Ele se fez carne e esse é um ponto fundamental da fé. Por isso, como cristãos, deveríamos nos voltar justamente ao Deus encarnado.

3. A confusão sobre para onde o padre devia se voltar começou quando alguns liturgistas "muderrrrninhos" resolveram se debruçar sobre a Basílica de São Pedro, que tinha uma característica diferente das outras igrejas. Por causa de razões topográficas, ela era (e continua sendo) voltada para o ocidente, e não para o oriente. Então, se o padre queria celebrar voltado para o oriente, ele precisava ficar de frente para o povo.

4. A partir dessa observação, os liturgistas avançadinhos do século 20 disseram que a coisa tinha era de ser feita desse jeito, que só com padre e povo virados um para o outro que se formaria a "comunidade celebrante" (e hoje sabemos pela Ecclesia de Eucharistia que esse conceito é errado), que teríamos "participação ativa", que reproduziríamos o modelo da Última Ceia, enfim, que o autêntico sentido da liturgia católica só poderia ser obtido desse jeito, com a liturgia versus populum (padre e povo frente a frente).

5. Mesmo que o Concílio Vaticano II não tenha dito nada sobre celebração "versus populum" (e não disse mesmo), logo depois do Concílio começaram a se construir igrejas seguindo essa nova corrente litúrgica, o que deu a entender que isso tinha sido fruto do Concílio (mas não foi). A maior consequência disso, diz Ratzinger, não foi arquitetônica, mas sim espiritual: a essência da liturgia passou a ser de "refeição comunal", em vez do sacrifício de Jesus.

6. no entanto, existem alguns aspectos que os liturgistas "muderrrrninhos" esqueceram ou quiseram esquecer:

a. Nunca houve no começo do Cristianismo missa em que as pessoas ficavam voltadas umas para as outras.

b. Mesmo na Última Ceia, e em outras refeições daquela época, o anfitrião não ficava de frente para os convidados. Eles ficavam todos de um lado da mesa enquanto o outro lado era deixado para o serviço. A característica "comunal" das refeições vinha justamente do fato de que estavam todos do mesmo lado da mesa!

c. Apesar da Eucaristia ter sido instituída durante uma refeição judaica de Páscoa, os cristãos sempre entenderam que a Eucaristia se referia à Cruz, mais do que à Ceia.

d. No caso da Basílica de São Pedro, e de outras igrejas voltadas ao ocidente, quando o padre rezava voltado para o oriente, não só ele fazia isso: toda a assembleia também se voltava para a mesma direção. Ou seja, era o povo que "dava as costas" para o padre, e até para o altar.

7. Justamente porque todos esses fatos caíram no esquecimento é que surgiram expressões como "celebrar virado para a parede" e "de costas para o povo", e o versus Deum se tornou algo praticamente inaceitável para os liturgistas "muderrrrnos".

8. Curiosamente, diz Ratzinger, uma consequência dessa nova maneira de celebrar foi uma clericalização: o padre (ou "presidente da celebração", como gostam de dizer, para desgosto de muitos católicos) vira o ponto central e a referência da liturgia: tudo depende dele, temos de vê-lo, responder a ele, depender da sua criatividade. Só que, para compensar, os liturgistas "muderrrnos" resolveram entupir o presbitério de leigos para criar "participação ativa". Em duas frases traduzidas literalmente do livro: "Cada vez mais Deus sai de cena", e "Com o padre voltado para o povo, a comunidade virou um círculo fechado em si mesma".

9. E aí o cardeal explica por que dizer "de costas para o povo" é uma expressão inadequada. Celebrar versus Deum não quer dizer que estamos voltados para a parede, ou que o padre dá as costas ao povo. Nem padre nem povo deviam ser tão importantes a esse ponto de ser referência de alguma coisa. Quando padre e povo estão voltados para a mesma direção, eles sabem que estão em uma procissão dirigindo-se para Deus, diz Ratzinger. Eles não ficam se fechando em um círculo, não ficam olhando um para o outro, mas sim se tornam o Povo de Deus peregrino que se dirige ao oriente, de onde vem a Luz.

10. No entanto, observa o cardeal, não é possível simplesmente clonar o passado. Cada época precisa descobrir a essência da liturgia (que não muda) de acordo com sua maneira. Por exemplo, a liturgia da Palavra, sim, tem a ver com falar e responder, e aí um cara-a-cara entre leitor e povo faz sentido. Mas na liturgia eucarística é essencial (essa palavra é do cardeal Ratzinger) uma orientação comum em direção ao oriente. Olhar o padre não interessa. O que interessa é olhar para Deus.

11. Das objeções a esses argumentos todos, talvez a mais importante seja de ordem prática: vamos ter que rearrumar as igrejas outra vez? Ratzinger admite que ficar mudando tudo de lugar não é bom, mas encontra alternativas. Onde não for possível que padre e povo se voltem para a mesma direção (eu particularmente acho que esses casos seriam exceções bem raras, já que quase sempre existe um bom espaço na frente do altar), seria possível criar um "Oriente interior", da fé – por meio do crucifixo, que deveria estar bem no meio do altar e ser o foco das atenções do padre e do povo (pergunto, em quantas igrejas vemos isso hoje?).

12. Ah, mas hoje existem aqueles crucifixos de procissão, que ficam lá do lado do altar, alguém poderia dizer. Então Ratzinger responde, e com esta citação finalizo o artigo: "mover a cruz do altar para a lateral para dar ao povo uma visão do padre sem interferência é algo que eu classifico como um dos grandes absurdos das últimas décadas. A cruz atrapalha a missa? O padre é mais importante que o Senhor? Esse erro deve ser corrigido o quanto antes, e pode ser feito sem necessidade de reformas. O Senhor é o ponto de referência."

Nota do editor (site “Veritatis Splendor”): A reforma litúrgica de Paulo VI não mudou a posição do sacerdote durante a Missa. Há, isso sim, uma permissão para celebrar o Santo Sacrifício versus populum, mantendo-se, entretanto, a posição versus Deum como normativa. Das próprias rubricas do Missal Romano de Paulo VI encontramos as informações que abonam essa prática: o padre deve, segundo tais textos, durante a Liturgia Eucarística, "voltar-se para o povo" para algumas cerimônias e atos; isto significa que, se deve voltar-se ao povo, é porque antes estava voltado ad Orientem. "Estes avisos que em certos momentos o sacerdote esteja `voltado para o povo' seriam supérfluos, se o sacerdote durante toda a celebração ficasse atrás do altar e frente ao povo." (RUDROFF, Pe. Francisco. Santa Missa, Mistério de nossa Fé. 1996, Serviço de Animação Eucarística Mariana, Anápolis, com apresentação de Dom Manoel Pestana Filho, Bispo Diocesano de Anápolis, p. 110, nota 37; cf. ELLIOTT, Mons. Peter. Cerimonies of the Modern Roman Rite, 1995, Ignatius Press, San Francisco, p. 23) Publicada em 1993, no seu boletim Notitiae, uma nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos reafirma a licitude tanto da celebração versus populum quanto da versus Deum. Assim, mesmo no chamado "rito novo", é perfeitamente possível a Missa "de costas".


sábado, 10 de março de 2012

A Missa Tradicional

 

A MISSA TRADICIONAL

Artigo de Michel Boniface, Pbro.

O culto devido a Deus
O primeiro dever do homem é adorar a Deus, prestar-lhe o culto de adoração, de louvor, de ação de graças que Lhe é devido. Dar culto de adoração a Deus significa reconhecer a Deus como nosso Criador e Senhor. Ele nos criou, d´Ele dependemos. Damos-Lhe também graças por todos os benefícios que recebemos d´Ele. Pedimos-Lhe perdão por nossas faltas e pecados e, finalmente, pedimos-Lhe também o que necessitamos para a nossa vida e salvação eterna. Em concreto, estes são os quatro fins da Santa Missa.
Este culto não é somente pessoal, individual, mas é sobretudo um culto público, ordenado e prescrito pela Igreja, sob a moção do Espírito Santo.
Deste culto oficial se ocupa a Liturgia. A palavra Liturgia vem do grego leiton ergon que significa obra ou ministério público. “A Liturgia é, portanto, o culto público e oficial que a Igreja presta a Deus e ao mesmo tempo santifica os fiéis”[1].
O padre Gregório Martínez de Antoñana escreve: “A Liturgia, em sentido geral e objetivo, é o mesmo que o culto público da Igreja, e pode definir-se: o conjunto de ações, de fórmulas e de coisas com que, segundo as disposições da Igreja Católica, se dá culto público a Deus”[2].
Como a Igreja é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por meio dela continua a sua função sacerdotal através dos séculos, num sentido mais teológico e completo pode definir-se a Liturgia com o Papa Pio XII: “é todo o culto público do Corpo Místico de Jesus Cristo, ou seja, da Cabeça e dos seus membros”.
E mais brevemente: “A Liturgia é o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo pela Igreja”[3]. A Liturgia é a teologia feita oração.
Pertencem a Liturgia: o Santo Sacrifício da Missa, que é a sua alma e o seu centro; o ofício divino, que gira e se desenrola em torno da Missa. O ofício divino chama-se também Breviário, livro que contém as orações oficiais da Igreja que cada sub-diácono, diácono, sacerdote, bispo e Papa fazem oito vezes por dia para a Igreja e todos os seus Filhos.
Pertencem também à Liturgia os Sacramentos, Sacramentais (bênçãos); e todos os ritos e cerimônias, símbolos e vestidura, vasos e lugares sagrados bem como os cantos e melodias que a Igreja usa para concretizar este culto público e solene.
A Liturgia constitui a vida mesma da Igreja, do Corpo Místico de Cristo. Por isso, tem um poder para a santificação das almas verdadeiramente admirável. Por meio da Liturgia católica, ascendem ao céu a adoração, a ação de graças, os pedidos de perdão e de ajuda dos fiéis e, por meio desta mesma Liturgia, descem sobre os homens a misericórdia, ajuda, proteção de Deus sobre os fiéis católicos e sua Santa Madre, a Igreja.
A liturgia constitui o meio mais poderoso que tem a Igreja para converter as almas, santificá-las e protegê-las. A Liturgia é o meio mais poderoso para comunicar a fé católica no Sacrifício de Cristo renovado sobre o altar com a mesma eficácia. Por esta razão, desde os primeiros séculos se diz: Lex orandi, Lex credendi. A lei da oração, a maneira de rezar, nos diz a lei da crença, quer dizer, a maneira de rezar, de prestar culto a Deus, demonstra o que cremos.
Durante séculos, a fé católica foi comunicada por meio da Liturgia, na qual estão concentradas todas as verdades do Credo católico. Na história da Igreja existem os construtores e os destruidores da Liturgia. Alterar, modificar a Liturgia da Missa, por exemplo, pode ter conseqüências incalculáveis sobre a fé do povo e dos sacerdotes: essa alteração pode destruir sua fé, corromper sua moral e precipitá-los na decadência e apostasia. Os povos protestantes nos dão o exemplo. Tendo mudado a sua Liturgia, mudaram a sua fé e fizeram-se hereges e atualmente ateus em muitos lugares. No século XVI, na Inglaterra, o sacerdote herege Thomas Cranmer mudou a Liturgia da Missa do latim para o inglês; uns anos depois, a Inglaterra perdeu a fé católica e impediu a cristianização do mundo opondo-se às nações católicas missionárias como Espanha e Portugal.
Origem, desenvolvimento e definição da Missa Católica Tradicional
A Missa Católica chamada Missa Tradicional, Missa Tridentina ou Missa de São Pio V está composta por duas partes, a saber, a parte essencial, que são os elementos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo e as palavras e cerimônias que estão à sua volta.
Os elementos essenciais da Santa Missa, que foram instituídos por Cristo mesmo na Última Ceia, são:
1) A matéria: pão e vinho;
2) A forma, ou seja, as palavras: “Este é o Meu Corpo” e “Este é o Cálice do Meu Sangue…”;
3) Um sacerdote validamente ordenado que,
4) tenha a intenção de fazer o que a Igreja faz na confecção deste Sacramento.
As palavras e cerimônias que envolvem estes elementos essenciais foram-se desenvolvendo e adquirindo forma através dos anos até alcançar a forma que chegou aos nossos dias. A seguir, faremos uma muito breve resenha do desenrolar destas palavras e cerimônias.
Durante os séculos I e II, essas palavras de Cristo estiveram rodeadas por uma liturgia inicial que, pouco a pouco, foi desenrolando-se e germinando no Oriente e Ocidente do império romano. Todas as partes da Missa apareceram já no século III e foi no século IV que o rito romano ficou plenamente conformado e, mais concretamente, durante o pontificado do Papa São Dâmaso (366-384).
Diremos que até São Gregório Magno (590-604) não existia um Missal Oficial com o Próprio das missas do ano. O líber Sacramentorum foi redigido, por encargo de São Gregório no princípio de seu pontificado, para serviço e uso das Stationes que tinham lugar em Roma, quer dizer, para a liturgia pontifical. Pode-se dizer que este Missal contém agora quase a mesma Missa Tradicional tal como chegou a nossos dias, posto que as modificações ou adições que São Pio V (1566-1572) efetuou ao codificar o seu Missal Romano foram muito pequenas.
Portanto, podemos assegurar que a Missa que atualmente se diz de São Pio V, ou Missa Tradicional, não é outra senão o rito romano tal qual o encontramos, em suas partes mais importantes, no século IV, tendo sido posteriormente imprimido, pela primeira vez, num Missal por São Gregório Magno.
O Cânon da Missa, aparte alguns retoques efetuados por São Gregório Magno, alcança com São Gelásio I (492-496), a forma que tem conservado até hoje. Os Romanos Pontífices não deixaram de insistir desde o século V sobre a importância de adotar o Cânon Missae Romanae, dado que este remonta a nada menos do que ao mesmo Apóstolo Pedro.
Mas no que respeita às outras partes do Ordo, como pelo Próprio das missas, respeitaram o uso das igrejas locais. Assim, São Pio V codifica a Missa Romana na sua forma mais pura segundo a indicação do Concílio de Trento (1545-1563).
“O sacrifício cumpra-se segundo o mesmo rito para todos e por todos, de forma que a Igreja de Deus não tenha mais do que uma mesma língua… que os missais sejam restaurados segundo o uso e costumes antigos da Missa Romana”. O Missal assim restaurado foi promulgado no dia 19 de Julho de 1570 pela Bula Quo Primum Tempore, dando a conhecer duma forma particularmente solene. A bula precisa duma forma muito clara que não se trata de um novo rito, mas de um missal revisto e corrigido”.
No Catecismo Maior de São Pio X, encontramos a seguinte definição do que é a Santa Missa: “A Santa Missa é o Sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, que se oferece sobre os nossos altares sob as espécies do pão e do vinho em memória do sacrifício da Cruz” (no. 655), “é substancialmente o mesmo que o da Cruz…” (no. 656), “na Cruz, Jesus Cristo se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo por nós, enquanto que nos nossos altares Ele mesmo se sacrifica sem derramar sangue e nos aplica os frutos da sua paixão e morte (no. 657).
O Concílio de Trento declara que a Missa é um Sacrifício verdadeiramente oferecido pelo sacerdote oficiante, pela virtude do seu sacerdócio, in persona Christi, quer dizer, no lugar de Cristo, que é simultaneamente o Sacerdote e a Vítima, sendo a Missa o mesmo Sacrifício da Cruz.
Na Cruz, o Sacerdote que oferece o Sacrifício é Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote; a Vítima oferecida é também Nosso Senhor e o Padre Eterno é a quem este Sacrifício é oferecido. No santo Sacrifício da Missa, o sacerdote que oferece o Sacrifício é Nosso Senhor mesmo, agora que o celebrante atua in persona Christi. A Vítima do Sacrifício é Nosso Senhor Jesus Cristo, real e substancialmente presenteem Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sob as aparências do pão e do vinho. E, finalmente, O que recebe o Sacrifício é Deus Pai.
Desta maneira, vemos que os elementos essenciais do sacrifício (Sacerdote, Vítima e Recipiente), são exatamente os mesmos na Cruz e na Missa.
A Missa, de fato, é o mesmo Sacrifício da Cruz, com a diferença de que não é cruento. Tal sacrifício tem quatro finalidades: 1) Sacrifício de adoração; 2) Sacrifício eucarístico (quer dizer, de ação de graças); 3) Sacrifício propiciatório (para dar-Lhe alguma satisfação por nossos pecados e oferecer-Lhe sufrágios para as almas do purgatório); 4) Sacrifício de petição destinado a apresentar uma súplica.
Concluímos que ao assistir à Santa Missa Tradicional com as disposições necessárias, nos fazemos participantes dos méritos que Nosso Senhor obteve para nós no Santo Sacrifício da Cruz.

[1] J. G. Treviño, Lecciones practicadas de Liturgia, México D.F. sin fecha, pág. 5.
[2] Gregorio Martínez de Antoñana, Manual de Sagrada Liturgia, Madrid, ed Coculsa, 1957 pág. 1 no 1.
[3] Papa Pío XII, Encíclica Mediator Dei.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre São José

Ó São José, fazei que levemos uma vida pura,

que ela esteja sempre em segurança sob a vossa proteção!


Que São José nos ajudea consolar, com o nosso amor,

os corações transpassados de Jesus e Maria!

Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de São Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Apesar de ter grande importância para a Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro nas Escrituras, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.

São José é descendente da casa real de David. Noivo da Virgem Maria, ele foi visitado por um anjo que lhe informou que ela esperava um filho e que não devia repudiá-la. Por ordem das autoridades, que queriam fazer o censo do povo de Israel, São José tomou Maria e a levou para Belém; estava presente no nascimento de Jesus Cristo. Avisado de novo, por um anjo, das intenções do Rei Herodes, São José levou a Virgem e Jesus menino para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo apareceu a São José avisando da morte de Herodes. São José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando da ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram ainda em Belém. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus, o qual o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. São José levou Maria e Jesus para apresentar Jesus a Deus no templo. A última menção que se faz ao Santo é quando Jesus se perde dos pais e é encontrado 3 dias depois no templo, ensinando os doutores da lei. Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.


O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março; na Bolívia, Honduras, Itália, Liechtenstein, Suíça (Cantão Ticino), Andorra, Portugal e Espanha é também o Dia dos Pais. Em 1955, Pio XII fixou o dia 1º de maio para venerar São José Operário, o trabalhador.

Uma curiosidade: no passado, durante o mês de março, as cartas terminavam com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.

NOVENA A SÃO JOSE


NOVENA A SÃO JOSE

de 10 a 18 de Março - Festa de São José no dia 19 de Março
de 22 de Abril a 30 de Abril - Festa de São José trabalhador no dia 1º de Maio
ou em qualquer outro tempo

Nota sobre novenas: A novena é uma oração feita durante nove dias. Se for preparatória para alguma determinada data, ela começa dez dias antes, para acabar na véspera. Para entender melhor, leia aqui.
Recomenda-se que nesse período de preparação se faça uma boa confissão, precedida de um bom exame de consciência, e que se comungue, se possível, todos os dias, ou no décimo dia, para a maior glória de Deus e maior fruto para a alma. Se não for possível, faça-se a comunhã espiritual com o compromisso de fazer as nove comunhões assim que possível.

São José, puro e casto
Obtende-me um grande espírito de oração!



Esposo de Nossa Senhora, padroeiro da Igreja Universal, dos operários, da família e da boa morte.
Confiante docilidade, no meio da prova e das trevas, com que José obedece à voz do anjo, que em sonhos lhe dita às ordens de Deus!

Explicação
O esposo da Virgem e pai adotivo do Menino Jesus, fiel e humilde no cumprimento da bela e delicada missão que Deus lhe confiou, tornou-se o modelo de virtudes familiares e das humildes tarefas quotidianas, guardião das almas puras e protetor dos lares cristãos. Seu culto litúrgico é tardio. No século XV fixou-se-lhe a festa a 19 de Março, depois de ter sido celebrada em diferentes dias; em 1621 passou a ser celebrada por toda a Igreja universal; em 1847, São José foi declarado padroeiro da Santa Igreja Universal. As antífonas de vésperas e o evangelho da missa são tirados das narrativas evangélicas sobre a infância de Jesus; o essencial do que os evangelistas nos contam sobre S. José reduz-se a estes poucos fatos em que o santo aparece profundamente discreto e cheio de fidelidade. A epístola evoca a seu respeito a figura do justo cuja alma, toda voltada para Deus e cumulada de bênçãos, se eleva, forte e poderosa, glorificada pelo Senhor e abençoada pelos homens.

O site Tradição Católica em Vitória-ES tem dois impressos (PDF) que poderão ser úteis:
- Modelo folha normal.
- Modelo folheto.


NOVENA

Primeiro dia – São José, pai nutrício de Jesus

Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram, obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta novena e apresentai-os a Jesus que se dignou obedecer-vos na terra. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, pai nutrício de Jesus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Segundo dia – São José, Esposo de Maria Virgem

São José, castíssimo Esposo da Mãe de Deus e guarda fiel da sua virgindade… Obtende-me, por Maria, a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo-vos também os esposos cristãos, para que, unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça, amparem-se mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Esposo da Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Terceiro dia – São José, Chefe da Sagrada Família

Glorioso São José, que gozastes durante tantos anos da presença e filial afeição de Jesus, a quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Santíssima Esposa, eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver em união com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus graves deveres de educadores e aos filhos, o respeito e a obediência, segundo o exemplo do Menino Jesus. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Chefe da Sagrada Família.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Quarto dia – São José, fiel

Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de protetor da Santíssima Virgem e de pai nutrício do Redentor, rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas, para o ser também nas grandes. Alcançai essa mesma graça para todos os que me são caros nesta vida, afim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, exemplo de fidelidade.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Quinto dia – São José, paciente

Bondoso São José, que suportastes com heróica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus, obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos os que suportam pesadas cruzes, afim de que se unam sempre mais a Jesus, divino modelo de mansidão e paciência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, espelho de paciência.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Sexto dia – São José, trabalhador

Humilde São José, que vivendo em pobreza dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e a Maria com o fruto de vossos suores, alcançai-me amor ao trabalho, que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos trabalhadores do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho, pela reta intenção, em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, modelo dos trabalhadores.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Sétimo dia – São José, Protetor da Santa Igreja

Glorioso Patriarca São José, Protetor e Padroeiro da Igreja Universal, obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de a honrar como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre o seu Corpo Místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os Bispos, os Sacerdotes e os Religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e a paz da sociedade. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, Protetor da Santa Igreja.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Oitavo dia – São José, consolo dos enfermos
Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados, valei-me em todas as enfermidades e tribulações, alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos pelos quais rezo nesta novena, a cura das enfermidades espirituais, que são as paixões desordenadas, fraquezas, faltas e pecados, e protegei-nos contra as tentações do inimigo da nossa salvação. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, consolo dos enfermos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Nono dia – São José, padroeiro dos moribundos

Ditoso São José, que morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de virtudes e enriquecido de méritos, assisti-me na hora suprema e decisiva da minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos Sacramentos, necessários para a minha salvação. Tende compaixão de todos os agonizantes, alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Santíssima Esposa. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, padroeiro dos moribundos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Oração: Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria; louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena. Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação, nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Amém.

São José
Casto esposo de Maria Santíssima
Rogai por nós