quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Discussão no adro da capela a respeito da missa dos rallíés1

Discussão no adro da capela a respeito da missa dos rallíés1



pe. Jacques Mérel, FSSPX

Traduzido da Revista Sel de la Terre, nº 70 (Couvent de la Haye-aux-Bonshommes,
49240, AVRILLÉ – FRANCE).



Filipe: Mas porque este ar reprovador? Não é missa verdadeira? Padre: Sem dúvida, a missa é boa. Mas isto não é o principal. Filipe: Não é o principal? Mas o que é que falta, padre?   Padre: Bem, vou fazer uma comparação. Um licor é uma boa coisa, não é? (Filipe concorda com um sorriso). Pois bem.Mas cada vez que se bebe um licor, não se faz necessariamente uma boa ação (Filipe compreende). Ocorre algo de semelhante com a santa missa. Uma coisa é o fato de a missa ser, em si mesma, uma boa coisa . Mas é precisotambém que o assistir a essa missa seja também bom;  é necessário que assistência a essa missa seja uma boa ação.

1 - Os ralliés (em português, aliados) sãaqueles que seguem a liturgia tradicional, mas que fizeraacordos com aautoridades da Romaconciliar. É caso, por exemplo, do Instituto do Bom Pastor (IBP), ou da Administração Apostólica São Maria Vianney, de Campos, (ndt).
2 - Trata-se de uma conversa ficciaem estilo coloquial.


Filipe: Sim, mas um licor e a missa não são a mesma coisa! O senhor parece querer dizer que se pode fazer malassistindo à missa tradicional!

Padre: Exatamente, é isto mesmo que eu quero dizer! Assim como se pode fazer um mau uso de um licor, do mesmomodo não é sempre bom assistir à verdadeira missa. Pode até ser um mal.

Filipe: Essa é a maior!

Padre: Caro Filipe, sua surpresa é um tanto compreensível. Normalmente, um católico não tem motivos de se questionarquando assiste a uma missa católica. Na atualidade, porém, existem muitas coisas anormais na Igreja. Nós, por exemplo, celebramos missa em salas improvisadas, enfrentando a hostilidade do clero da região, estigmatizados, sendo considerados como excomungados, cismáticos ... Muita gente não vem aqui porque crêem que isto é praticar mal. E, no entanto, é realmente a verdadeira missa! O que ocorre, é que eles se enganam pensando que é mal vir aqui.

Filipe: Sim, eles se enganam, já que aqui é a verdadeira missa!


Padre: Não, Filipe, preste atenção. O problema deles não é a missa. Oproblema deles é que lhes disseram que é mal ir a ela. É bem diferente. Pois bem,o problema com os ralliés é do mesmo gênero: a sua missa é boa, certo, mas ébom ir a ela? Isto é uma outra questão! Percebe a distinção?

Filipe: Sim, eu vejo a distinção. Mas eu não vejo realmente porque não é bom ir a uma missa da Fraternidade São Pedro, ou de Cristo-Rei!

Padre: Veja, quando se começa a interrogar se assistir a tal ou tal missa ébom ou não, passamos logo a falar daquele que celebra missa. Interessante,não?

Filipe: Não me parece muito claro...

Padre: Pois bem! Digamos, como você acaba de fazer; eu vou à verdadeiramissa na Fraternidade São Pedro, em Cristo-Rei, na Fraternidade São Pio X, napraça Foch, ou na rua Buisson, e a missa celebrada nestes diferentes lugares é amesma. Todavia, assistir aqui ou acolá, isto não é a mesma coisa. Depende de quem a celebra.

Filipe: Porque?

Padre: Porque a missa e um licor não são mesma coisa! Há pouco, você poderia ter me dito: quanto a mim, quando eubebo um licor, eu me previno. Jamais tenho problemas. Bebo sempre com moderação! Mas missa não é uma coisa que se consomsozinho num canto, de maneira privada.

Filipe: É então o que? Eu vou à missa para me recolher, para rezar, para comungar. Pouco me importa se o padre é daFraternidade São Pedro ou São Pio X. Que os senhores se acertem!

Padre: A santa missa é o ato mais elevado do culto público da Igreja. Quer dizer que é, antes  de tudo, um ato social,  no qual se honra o nosso Deus e se recebe seus benefícios sob a autoridade da Igreja, sociedade que Deusinstituiu  para poder ser honrado como Ele o quer.

Filipe: Hum... Um pouco difícil de entender, padre.

Padre: Vou recomeçar. Em privado, você pode rezar muito livremente, quando quiser, como quiser; de qualquermaneira, trata-se de uma oração. Mas o Bom Deus quis ser honrado também, e sobretudo, reunindo os homens etornoda cruz, para missa; isso é que é a oração pública e oficial da Igreja. É assim que ela presta a Deus, em nome de todos oshomens, toda a honra e glória que lhe são devidos. Portanto, a missa não é uma devoção privada nem dos assistentesnem dos padres que a celebramÉ um ato comum de culto, o que supõe que aquele que celebra tenha recebido da Igreja a autoridade para o fazer. Ele deve depender de um bispo, o qual depende do papa. É por isso que eu falava da autoridadeda Igreja.

Filipe: Mas o senhor, padre, o senhor é independente desta autoridade.

Padre: Pois bem, Filipe, chegamos ao coração do problema. O que você diz, é o que dizem os “conciliares” e os quecrêem neles, quando eles dizem que assistir às nossas missas não é permitido.  Mais uma vez, não é porque missa que celebramos sejmá, mas porque nós resistimos à Hierarquia, a Roma. E nós dizemos: não se deve assistir à missa dosralliés, porque eles se submetem à hierarquia conciliar.

Filipe: Se bem compreendo, então o fundo do problema é o da submissão á hierarquia atual?

Padre: Exatamente! Normalmente, na Igreja, um padre está submetido a seu bispo, que está submetido ao papa; assimele recebe uma missão de celebrar a missa e os outros sacramentos para uma porção dos fiéis da Igreja. Ora, desde umastrês décadas constata-se que, para guardar a fé, os fiéis pediram a padres, que também queriam guardá-la,  para que estes se ocupassem deles, a ponto de resistir aos bispos e ao papa. Como bons Gauleses3, não queriam resistir por resistir, masqueriam defender sua fé diante das decisões de Roma, que contribuíam para a perda da fé dos fiéis.

Filipe: Que decisões?


Padre: Por exemplo, a promulgação da nova missa de Paulo VI, em 1969. Mas antes, houve o
Concílio, com  vários textos ruins, sobretudo sobre o ecumenismo e a liberdade religiosa. Mais tarde, houve mudanças nos outros sacramentos, depois o novo direito canônico, em 1983. Houve muitos escândalos de ecumenismo, como Assis, em 1986. e depois, houve a luta feroz contra D. Lefebvre que só fazia, como ele mesmodisse várias vezes, o que ele sempre tinha feito, com a aprovação de Roma. Em1988, D. Lefebvre sagrou bispos porque ele compreendeu que Roma queria destruir aTradição. A fé dos fiéis continuava sendo ameaçada. isto é o essencial que deveser compreendido: a hierarquia, os bispos, o papa, estão nas suas funções para conduzir os padres e os fiéis na fé. Se eles não fazem isto, os fiéis e os padres devem resistir e procurar guardar a fé. E isto acaba sendo uma forma de submissão mais elevada.

3 - Um dos povos antigos  que formaram o povo frans (ndt).


Filipe: Bem... Mas o que tem a ver com isto a missa dos ralliés? Se for à missa deles vou perder a fé ?

Padre: É necessário considerar o problema sob um outro aspecto... Filipe: Sob um outro aspecto?
Padre: Sim, um outro aspecto. A questão de saber se eu vou perder a  é capital. Mas, o que é preciso que se interrogueé: qual é a atitude de fé que convêm diante da missa  do ralliés?  Não  exist na sua  questão  um  subtendido,  do tipo:  já  que  é a verdadeira missa, se eu me prevenir, não haverá problemas comigo, como quando eu bebo um licor. Estouenganado?

Filipe: Não, padre, é assim mesmo!

Padre: Portanto, é preciso considerar o outro aspecto, que foi explicado há pouco. missa é antes de tudo um atopúblico e hierárquico. A missa de um padre rallié é missa de um padre que, ao menos oficialmente, obedece ao bispodo lugar e ao papa, logo um padre que vai receber, de vez em quando, o seu bispo para as cerimônias, um padre que nãoprega que a nova missa é má, perigosa para a fé, um padre que vai assim congregar em torno de si fiéis cuja  é maisfraca, menos informada a respeito dos sérios perigos que ameaçam a vida cristã na igreja conciliar, um padre que, se forlógico consigo mesmo, considerará que a situação da Igreja hoje é grosso modo, normal, de qualquer modo normal o suficiente para tornar a resistência da Fraternidade São Pio X ilegítima, um padre que, obedecendo a autoridades liberais emodernistas vai inevitavelmente se desviar, um padre que, finalmente, trai tudo o que fez D. Lefebvre, que trai as almas, asengana, fazendo-as crer, através de sua submissão pública à hierarquia, que o papa conduz verdadeiramente suasovelhas e seus carneiros nos caminhos da verdadeira fé...

Filipe: O senhor está exagerando um pouco, padre!

Padre: Assim falava D. Lefebvre no seu tempo! Um padre rallié, atualmente, não assume uma posição justa na Igreja. Elenão está em ordem com o Bom Deus. Não está na  verdade.  Há  nel o  conflit entre   desej de  be fazer  e  a submissão  às autoridades  conciliares.  Seus  sermões  se  ressente dist obrigatoriamente.  Suas revistas, sites, etc.,também; haverá documentos da diocese no fundo de suas igrejas. Existe ainda o sério risco de , com o tempo, deixar-se levarpela tibieza por causa do contato com fiéis bem menos formados na fé, havendo também o risco de se deixar atrair poruma doutrina mais acomodada, ou pela simpatia por fiéis ou padres (da igreja “conciliar”, ndt).

Filipe: Portanto, não se pode jamais assistir à missa dos ralliés?

Padre: Não se pode jamais desagradar a Deus!Essas missas não são para nós! Se, por razões excepcionais, acabamos por estar presentes numa cerimônia de ralliés, convêm então observar uma atitude discreta, evitando dar a impressão de que se adere à sua submissão aos bispos ou ao papa.. Por exemplo,  abstendo-se de comungar.  Pois é preciso se preocuparcom o exemplo que se dá aos outros.


Filipe: E no domingo, quando não há outra missa?

Padre: Se você compreendeu bem nossa conversa, você tem condições de concluir por si mesmo que, no domingo, nestecaso, não se é obrigado a assistir à missa de um padre que não confessa publicamente que a Igreja “conciliar” põe a  dosfiéis em perigo. Não é possível haver obrigação nestas condições. Nosso Senhor te dará graças de outro modo, nem quefosse te recompensando por tua corajosa fidelidade e apego à verdade.

Filipe: Apego à verdade?

Padre: Sim, à verdade. Resumamos um pouco. Dizia no começo: a missa dos ralliés é boa, mas esta não é a questão. A questão é: é verdadeiramente bom assistir a esta missa? Será que eu adiro verdadeiramente à Igreja, a Nosso Senhor atravésdestmissa? A resposta é não, porque o padre rallié não assume uma posição verdadeira, ele não resiste aos maus pastores, como é sua obrigação. Ele se engana, e engana os outros. Como você poderá encontrar ao lado dele, sob sua influência eautoridade de padre, um verdadeiro amor da verdade, de Nosso Senhor, de sua Igreja, e até mesmo do papa? Pois ele se engana a respeito de uma questão essencial!

Filipe: Decididamente, estas conclusões vão além do que eu achava!

Padre: Sim, é preciso reconhecer que não é algo evidente. Hoje em dia é necessário, como nunca antes, buscar umaformação, saber o que se faz. Pois o perigo está em toda parte. Mas é também um período extraordinário, como dizia D.Lefebvre, pois isto nos leva a amar de maneira mais verdadeira à Igreja, a Nosso Senhor, e a permanecer firmes na fé! E étambém o melhor serviço de caridade que se pode  prestar àqueles que têm dificuldades em compreender todos os aspectosda situação atual. Sejamos testemunhas da verdade e da vontade de Deus!




sábado, 2 de agosto de 2014

Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II

Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II

DESTAQUE

Dom Helder respondeu sem hesitar: "Temos reservado Montini para suceder João XXIII".

O novo modelo de reunião conciliar [Vaticano II] não lembrava em nada a Concílio Vaticano I, mas sim o Concílio de Constança do século 15, que promulgou no seu início a doutrina conciliarista, não reconhecida pelos Papas justamente por seu caráter democrático, com sua tese de que é o Concílio, e não o Papa, a autoridade suprema da Igreja.

Quem passou a controlar os trabalhos foram os teólogos nomeados como especialistas dos bispos. Eles não se limitavam a aconselhar, mas redigiam os textos dos bispos.Entre esses peritos nomeados estavam os teólogos defensores da nova teologia que defendia centenas de teses antitradicionais: Rahner, Schilebeeckx, Lubac, Danielou, Congar, Haring, etc.

Suenens ter-lhe-á perguntado [a D. Helder Câmara]: "toda a gente sabe que o senhor é amigo de Montini; por que pensa em mim e não nele, para este diálogo e para a liderança do Concílio? Ao que Dom Helder respondeu sem hesitar: "Temos reservado Montini para suceder João XXIII".

O Cardeal Suenens disse certa vez sobre Dom Helder: “este homem  desempenhou um papel fundamental nos bastidores, embora nunca tenha tomado a palavra durante as sessões conciliares”(Suenens, “Souvenirs et esperances”, p. 177)


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A Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II





Dom Helder líder da sociedade secreta "Igreja dos pobres" criada com o fim de comunizar a Igreja Católica

O renomado historiador Roberto de Mattei , autor de “Concílio Vaticano II , uma história nunca escrita” traz informações importantes sobre um rede conspiratória que trabalhou pela eleição do Cardeal Montini ao Papado.

Essa rede tinha como meta tornar Montini Papa da Igreja para controlá-la por dentro pondo-a  a serviço da revolução e da modernidade.

Isso ficou claro na medida em que desde o começo do CV II a ala modernista dos bispos francos - alemães(nessa ala inclua-se a ala belga – holandesa) buscaram frustrar os planos da cúria romana de controle dos temas e dos conteúdos  que seriam discutidos no Concílio.

Para frustrar tais planos o Cardeal Lienart , bispo de Lille , deu um golpe na primeira sessão exigindo do Cardeal Tisserant que paralisasse o processo de votação que iria decidir os membros das comissões.Lienart alegava que “é impossível votar desta maneira sem conhecer os candidatos mais qualificados” ao que Tisserant disse: “Eminência a ordem do dia não prevê debates.Estamos reunidos apenas para votar”.Insatisfeito com a resposta o bispo de Lille tomou o microfone e tentou convencer a assembleia a não votar.Os cardeais Konig ,Frings e Dopfner apoiaram Lienart e conseguiram levar a assembléia a se dispersar.

O que poderia parecer um fato espontâneo ou uma inspiração do Espírito Santo a Lienart se tratou antes de uma conspiração secretamente montada no dia 13 de outubro de 1962 um dia antes do concílio começar no seminário Santa Clara , onde os cardeais Garrone e Ancel tinham preparado um texto a ser lido por Lienart para barrar os planos da cúria.

Ao sair da aula conciliar um bispo holandês disse “foi nossa primeira vitória”. O concílio começou com um ato conspiratório.

Em conseqüência disso, uma nova forma organizativa foi criada: as conferencias episcopais é que passariam a ter a responsabilidade pela condução do concílio.Isso era um golpe: não seria mais Roma e o Papa que o conduziriam mas as Igrejas nacionais.



Cardeal Suenens líder da ala modernista dentro do CV II e patrocinador da RCC


Isso permitiu a articulação dos bispos da ala progressista européia com a CNBB e o CELAM ambas lideradas por Dom Helder Câmara, arcebispo comunista.

O novo modelo de reunião conciliar não lembrava em nada ao Concílio Vaticano I, mas sim o Concílio de Constança do século 15, que promulgou no seu início a doutrina conciliarista, não reconhecida pelos Papas justamente por seu caráter democrático, com sua tese de que é o Concílio, e não o Papa, a autoridade suprema da Igreja.

Quem passou a controlar os trabalhos foram os teólogos nomeados como especialistas dos bispos. Eles não se limitavam a aconselhar, mas redigiam os textos dos bispos.Entre esses peritos nomeados estavam os teólogos defensores da nova teologia que defendia centenas de teses antitradicionais: Rahner ,Schilebeeckx, Lubac , Danielou , Congar , Haring, etc.

O maior inimigo desses peritos era o Santo Ofício e a Cúria Romana, fontes das condenações que pesavam sobre eles.Estes fizeram uma aliança com os bispos para demolir o papel e o podersobretudo do Santo Ofício.Por isso afirmou Gerald Fogarty em “L’ avvio del assemblea”  : "a colaboração entre bispos e peritos permitiu arrebatar o Concílio ao controle de Ottaviani (Cardeal líder do Santo Ofício)".
Uma afirmação de Dom Marcel Lefebvre na época deixa claro o drama da situação:"os nomes dos padres De Lubac e Congar são nomes que evocam, e com bons motivos, oposição ao pensamento da Igreja e da Humani Generis de PIO XII.Como é possível que estes teólogos de espírito modernista tenham sido nomeados ?”(Tromp , Diarium , p. 815).

Para efetivar a vitória modernista na Igreja Dom Helder criou vários grupos secretos para agir nos bastidores do CV II e junto deles uma rede conspiratória para tomar o controle da Igreja através da eleição do Cardeal Montini :

"Câmara estabeleceu desde a primeira semana de trabalho uma intensa cooperação com o cardeal Suenens que , na sua correspondência , designa pelo nome cifrado de "padre Miguel". O bispo brasileiro narra que... foi ter... com Suenens para lhe pedir que liderasse a frente progressista , que estava a organizar discretamente um grupo, posteriormente chamado de "Ecuménico"... Suenens ter-lhe-á perguntado: "toda a gente sabe que o senhor é amigo de Montini ; por que pensa em mim e não nele, para este diálogo e para a liderança do Concílio? Ao que Dom Helder respondeu sem hesitar: "Temos reservado Montini para suceder João XXIII".

O sacerdote belga François Houtart professor da Universidade de Lovaina reconstituiu a rede de Dom Helder:

"a rede que Dom Helder tinha estabelecido ...compreendia bispos não só da América Latina , mas também de quase todos os países Europeus ...da Bélgica , dos Países baixos , da França , da Alemanha ...E compreendia certo número de Teólogos como Schilebeeckx , Congar , Lubac e Danielou".
Dom Helder dirigia inclusive outros grupos semi-secretos como o "Opus Angeli" e a "Igreja dos Pobres".

O Cardeal Suenens disse certa vez sobre Dom Helder: “este homem  desempenhou um papel fundamental nos bastidores , embora nunca tenha tomado a palavra durante as sessões conciliares”(Suenens,”Souvenirs et espérances, p. 177).
A aliança dos bispos progressistas estava ligada ao CIDOC, aberto pelo padre Ivan Illich com o apoio financeiro do cardeal Spellman de Nova Iorque e dos judeus.Foi o CIDOC  que criou as estratégias de intervenção no Concílio utilizadas por tais bispos.

Illich escreveu em 1959 um artigo cujo título era: “ o clero em vias de extinção”. Nele afirmava que “dessem as boas vindas ao desaparecimento dos aspectos institucionais da Igreja”  augurando a redução do clero e sua secularização com a redução definitiva de poder da Igreja.

O próximo passo era dominar a Conferência Italiana de Bispos, a CEI, ainda muito ultramontana(ou seja, muito defensora do poder do Papa e de Roma, logo de uma Igreja monárquica e com forte autoridade).Para isso o cardeal Lercaro uniu os Padres Dossetti, jurista e canonista ao Pe. Congar para criarem as estratégias para mudar a mentalidade da CEI e ou impedir sua atuação ultramontana no Concílio. O Pe. Dossetti ajudou os bispos progressistas a usar o direito canônico para barrar as iniciativas dos bispos mais conservadores e Congar forneceu-lhes assistência teológica ficando responsável por converter os bispos italianos a idéia de COLEGIALIDADE.

Sobre Congar, é interessante citar as anotações de seu diário que revelam os inimigos da ala progressista e como Congar os qualificava: Monsenhor Pietro Parente assessor do Santo Ofício: “o homem da condenação de Chenu,  fascista, o monofisita”, o PeTromp, secretário da comissão teológica: " um temperamento fascista”, o futuro Cardeal Ciappi: “espírito pobre e limitado, ultraprudente, ultracurial, ultrapapista”, o Cardeal Pizzardo “miserável, ultramedíocre, sem ponta de cultura, sem horizontes, sem humanidade” culpado por ter sido “um dos opositores de  Montini (FUTURO PAPA PAULO VI), um daqueles que o fizeram sair de Roma”.

A frase  mais reveladora de Pe.Congar é a seguinte: “A congregação dos estudos com o imbecil do Pizzardo, Staffa, Romeo é a típica concentração de cretinos... o ultramontanismo é uma realidade... os colégios, as universidades e as escola de Roma destilam-no em doses; e a dose mais alta quase mortal é que se ministra atualmente na Lateranense ... miserável eclesiologia ultramontana... o meu trabalho desagrada-lhes pois e eles sabem-no tem como objetivo por em circulação idéias que desde há 400 anos mas sobretudo nos últimos 100 eles procuraram eliminar por todas as formas”- Congar, Diário, vol I p. 278 (comentário nosso: ele se refere as idéias condenadas pelo Concílio de Trento e por PIO IX na Syllabus, Leão XIII na Libertas, PIO X na Pascendi e PIO XII na Humani Generis)





















A "Igreja dos pobres" foi fundada no pacto das catacumbas feito por bispos modernistas

Caros, fica claro por esses testemunhos insuspeitos e bem confirmados pelas fontes documentais que o CONCÍLIO VATICANO II FOI DOMINADO DESDE O INÍCIO POR UMA CONSPIRAÇÃO MODERNISTA.

Fica claro inclusive que PAULO VI FOI ELEITO PAPA GRAÇAS A ESSA REDE DE CONSPIRADORES.

E também fica claro que essa ALA PROGRESSISTA (DE BISPOS E OS TEÓLOGOS), LIDERES DA NOVA TEOLOGIA, TINHAM  UM MESMO OBJETIVO: REDUZIR O PODER DO PAPA.

Senhores, depois de fatos tão estarrecedores só resta pedir a Deus que faça seu juízo vir sobre estes inimigos da Igreja instalados dentro dela desde então.

Hoje são os ensinos destes teólogos que são ministrados nos seminários, nas paróquias, dioceses, até nas universidades romanas.

A ala modernista venceu, mas não para sempre. Dia chegará em que Deus fará justiça aos verdadeiros católicos que dentro da Igreja militam contra estes mestres do erro, contra os doutores da ciência de satanás!


Retirado de: Concílio Vaticano II: uma História Nunca Escrita, Roberto De Mattei. Editora caminhos romanos. Páginas 187 a 195.

Fonte: Catolicidade Tradicional